A confiança dos israelenses no governo atingiu o nível mais baixo dos últimos 20 anos

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (à direita) com o ministro da Defesa, Yoav Galant. (Foto: Amos Ben Gershom)

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25 Outubro 2023

A confiança dos israelenses no governo atingiu o nível mais baixo dos últimos 20 anos, de acordo com uma nova pesquisa do Instituto Israel de Democracia divulgada pelo Times of Israel. Apenas 20,5% dos judeus israelenses e 7,5% dos árabes israelenses entrevistados afirmam ter confiança no governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu após o ataque de 7 de outubro.

A informação é publicada por L'Unità, 24-10-2023.

Pelo menos três ministros israelenses estão considerando a possibilidade de demitir-se para forçar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a assumir publicamente as suas responsabilidades decorrentes do ataque surpresa lançado pelo Hamas em 7 de outubro. Isso foi divulgado pelo site Ynet do jornal Yediot Ahronot sem, contudo, publicar seus nomes.

O site também publica uma pesquisa de opinião segundo a qual 75% dos israelenses culpam Netanyahu pela surpresa total do país pelo ataque do Hamas. Ontem o jornal também afirmou que existem tensões entre Netanyahu e o exército. O Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), General Herzi Halevi, e o chefe do Shin Bet, Ronen Bar, já assumiram a responsabilidade, assim como os Ministros da Defesa Yoav Gallant e das Finanças Bezalel Smotrich.

Em Israel, “quando a guerra terminar, irá explodir o inferno político”.

“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conta com o cansaço e o desespero da opinião pública para permanecer no cargo, mas não há mais como confiar nele para gerir uma guerra e isso não o salvará de um legado de fracasso duradouro. Quando a guerra acabar, seja dentro de três semanas ou três meses, irá explodir o inferno político [...] Agora conta com o cansaço e o desespero da opinião pública. Quanto mais longa for a guerra, quanto maior for a lista de vítimas, maior será o choque e maior será a probabilidade de ele escapar impune, pensa ele.

Haverá sempre o Presidente dos EUA, Joe Biden – de quem falou mal e zombou com arrogância até duas semanas atrás – ou o seu novo colega de gabinete de guerra, Benny Gantz, que manipulou repetidamente nos últimos anos, ou o Chefe do Estado-Maior do IDF para culpar”. Quem afirma isso é Alon Pinkas, um dos mais respeitados analistas políticos israelenses e um colaborador histórico do Haaretz.

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