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Os rostos, os nomes, a realidade. Artigo de Riccardo Cristiano

Foto: UNICEF | El baba

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28 Agosto 2025

"Muitos interesses convergem para eliminar a história de Gaza, seu passado, seu presente e, portanto, seu direito a um futuro".

O artigo é de Riccardo Cristiano, jornalista italiano, publicado por Settimana News, 27-08-2025. 

Eis o artigo. 

Todos sabem que o papa Francisco gostava de repetir que a realidade é superior à ideia. São palavras decisivas e talvez Gaza nos explique o sentido disso mais do que muitos outros possíveis exemplos.

Como é sabido, uma ação militar israelense em dois momentos consecutivos atingiu primeiro um hospital e, em seguida, aqueles que estavam lá no momento: pouco depois, o mesmo local foi novamente bombardeado, matando também alguns que haviam chegado para socorrer ou testemunhar o ocorrido, entre eles cinco jornalistas.

Os cinco jornalistas não são diferentes das outras vítimas, mas merecem uma atenção adicional não tanto pelas regras (deveriam ser protegidos como imprensa, mas também os pacientes deveriam ser), mas porque estavam ali para contar a realidade, ou seja, evitar que os fios de nossa história humana, os nomes e os rostos das vítimas civis, desaparecessem do nosso relato e, portanto, da nossa realidade. E assim, pela primeira vez, lemos os nomes de cinco cidadãos da Faixa de Gaza: Hussam al-Masri, colaborador da agência Reuters; Mariam Dagga, freelancer da Associated Press; Moaz Abu Taha, Mohammad Salama e Ahmed Abu Azizi, este último não sobreviveu aos ferimentos.

Conhecer e escrever os nomes é fundamental para humanizar o outro, não reduzi-lo a um número. É um pouco o que fez o presidente da CEI, o cardeal Zuppi, ao ler os nomes das crianças mortas desde 7 de outubro. Ler os cinco nomes dos jornalistas mortos em Gaza constrói, portanto, um possível caminho para nos reapropriarmos da realidade de Gaza e seria importante dar continuidade: onde moravam? O que sonhavam? Como chegaram até o lugar onde desapareceram para sempre? Tinham parentes vivos, pais, filhos?

Nestes dias, foi publicada a carta de Mariam Dagga ao filho. É muito importante para compreender que tipo de mãe ela era, que diferença havia entre ela e outra mãe que vive perto de mim, em Roma, qual relação ela tinha com a vida, com sua família, com seu filho.

Zuppi legge i 12mila nomi delle piccole vittime israeliane e palestinesi a Bologna, chiesa di Casaglia a Monte Sole, luogo dell’eccidio del 1944.
“Ogni bimbo è innocente” pic.twitter.com/Mmvp9DwoGl

— Gaetano La Rosa (@donga16) August 14, 2025

Para dizer se isso poderia nos ajudar a formar uma ideia diferente de Gaza, devemos nos perguntar: que ideia temos de Gaza? Eu diria que, fundamentalmente, temos a ideia de uma extensão de raiva ou de desespero. Essa imagem tem relação com a realidade, mas em Gaza também haverá trapaceiros e criminosos, como em qualquer lugar do mundo. Depois, sabemos de Hamas, evidentemente, e isso não é pouca coisa, infelizmente.

Mas também existem muitas pessoas de bem, até mesmo inimigas de Hamas, pessoas diferentes entre si: alguém ainda lembra que Gaza era famosa por seus pomares nos primeiros decênios do século passado; muito antes, era conhecida como a porta de acesso ao Levante, lugar de importantes santuários, não apenas muçulmanos, e de comércio, de trocas, de encontros.

Lembro de um rosto de Gaza que surpreendeu o mundo: o rosto do doutor Haider Abdel Shafi, presidente da Delegação Palestina nas negociações de paz de 1991. Assim como ele não era apenas médico, mas o foi de forma plena, Mariam Dagga não é apenas uma jornalista, morta segundo a versão oficial por erro. Ela é, foi, uma mãe; e, a julgar pela carta-testamento escrita ao filho, o foi de modo pleno, uma mãe. E Mohammad Salama? A que horas tinha acordado? Sempre trabalhou na informação? Onde nasceu? De quem?

Responder a essas perguntas ajudaria a formular outras: Gaza é a terra onde eles viviam, mas não sabemos se eram filhos de famílias originárias dali ou refugiadas, chegadas após alguma guerra; são muitas. Assim como no caso deles, também no caso daquela terra os nomes são indispensáveis para prosseguir: para eles como seres humanos com histórias diferentes, com suas personalidades. Para Gaza, para os muitos lugares cujo sentido já não compreendemos.

Devemos chamá-los de Mariam Dagga ou Mohammad Salama para entender que existe uma razão para falar de Rafah, extremo sul de Gaza, ou de Deir el Balah, ou de Khan Younis. Por que esses lugares têm nomes? O que indicam? Esse Khan nos ajuda a imaginar não o Khan entendido como senhor, mas como lugar de troca, de comércio, talvez de tapetes, depende da ideia que cada um de nós tem dos khan ou bazares presentes em tantos relatos orientais.

Muitos interesses convergem para eliminar a história de Gaza, seu passado, seu presente e, portanto, seu direito a um futuro. Gaza, normalmente, é lembrada por Sansão, mas me parece curioso que tenha desaparecido de nossos radares o fato de ter sido um importante porto para os peregrinos cristãos a caminho do Sinai. Os esplêndidos mosaicos bizantinos nos falam da prosperidade dessa terra disputada, pois era via de ligação entre o Egito e a antiga Síria. Além disso, me parece plausível, como afirmam alguns evangelhos apócrifos, que por ali tenha passado a Sagrada Família durante a fuga para o Egito. Por onde teria passado, senão?

Sem dúvida, também em outros lugares o sentido dos espaços está em discussão; mas em Gaza ele desapareceu. O principal trabalho necessário para restituir a Gaza a sua dignidade é recuperar a sua história, a sua complexidade.

Em 1948, na época do primeiro conflito árabe-israelense, tinha 60 mil habitantes. Gaza, portanto, não é apenas passados remotos, ou pomares de citros anteriores às guerras. Teve também um papel no início mais recente da intifada, uma página de reapropriação do próprio destino das mãos dos regimes árabes, o que talvez explique em parte por que a grande maioria de Gaza, em 6 de outubro de 2023, segundo uma conhecida e indiscutida pesquisa, tenha virado as costas ao Hamas.

Os políticos e as opiniões públicas são chamados a escolhas decisivas, que muitos discutem com autoridade nestas horas. Mas seria importante também saber que o fazem por uma terra plural e rica de história, além de dramas, sua antiga realidade que não deve ser removida do nosso horizonte. A realidade de Gaza é também o que ela foi.

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