Parolin, sobre o caso Viganò: "Deve responder"

Dom Carlo Maria Viganò (Foto: Jude Severson | Flickr CC)

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21 Junho 2024

  • Do que Viganò está sendo acusado? Ele está sendo acusado "do delito de cisma".

  • O processo poderia resultar na excomunhão do prelado, um dos líderes do setor mais rigoroso da Igreja Católica, que considera Francisco um papa inválido e tem continuado seus ataques há anos.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 21-06-2024.

A bomba lançada pelo ex-núncio Viganò, declarando-se em rebelião diante do processo de cisma iniciado pela Santa Sé, explodiu durante a tarde, pegando todos de surpresa. Como frequentemente acontece em tais casos, o arcebispo, um dos grandes adversários do Papa, que tem proclamado a ilegitimidade do Pontífice, divulgou a notícia após se recusar a comparecer em um processo que poderia resultar em sua excomunhão.

Do que Viganò está sendo acusado? Segundo ele mesmo indicou, mostrando a nota do Dicastério para a Doutrina da Fé, está sendo acusado "do delito de cisma (afirmações públicas que resultam em negação dos elementos necessários para manter a comunhão com a Igreja Católica; negação da legitimidade do Papa Francisco, ruptura da comunhão com ele e rejeição do Concílio Vaticano II)".

E qual é a posição da Santa Sé? Oficialmente, um silêncio absoluto, que foi quebrado durante a tarde com um comunicado publicado no Vatican News que trazia informações e destacava declarações do secretário de Estado, Pietro Parolin, as quais, embora deixassem claro que eram "a título pessoal", refletiam uma postura que apoia o Papa Francisco.

"Dom Maria Viganò tomou certas atitudes e fez certos gestos pelos quais ele deve responder", disse o número dois da Santa Sé ao entrar em uma conferência na Pontifícia Universidade Urbaniana, onde explicou que Roma havia dado ao ex-núncio a oportunidade de se defender. Uma oportunidade que ele ainda terá, pois o prazo expira em 28 de junho. Caso contrário, será julgado à revelia.

"Lamento muito, porque sempre o apreciei como um grande trabalhador, muito fiel à Santa Sé", acrescentou Parolin. "Quando foi núncio apostólico, trabalhou muito bem", completou. O que aconteceu para ele se tornar um defensor dos postulados mais rigorosos, aliado primeiro de Trump e depois dos lobbies apoiados por Steve Bannon e dos católicos mais radicalmente sedevacantistas dos Estados Unidos? "O que aconteceu, não sei", concluiu o secretário de Estado.

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