28 Fevereiro 2025
O Brasil pegou fogo em 2024. Com secas históricas e calor extremo em várias regiões, os incêndios florestais, quase todos causados por ação humana, devastaram a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado.
A reportagem é publicada por ClimaInfo, 28-02-2025.
Para evitar que a tragédia se repita, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinou na 5ª feira (27/2) uma portaria declarando estado de emergência em áreas mais suscetíveis a incêndios florestais neste ano e nos primeiros meses de 2026.
O documento especifica quando cada região vulnerável ao fogo deve enfrentar seca mais intensa, período em que o risco de incêndio é maior. O estado de emergência permite a contratação emergencial de brigadistas e facilita a adoção de estratégias de enfrentamento às queimadas, que atingiram patamar recorde no Brasil no ano passado, lembra a Folha.
“Com essa informação, os agentes públicos terão de tomar as medidas necessárias para agir em conformidade com o risco que está posto. Muito trabalho, muita ciência, muita reunião, todo um processo de reestruturação do sistema de enfrentamento a essas emergências climáticas”, afirmou Marina.
O governo também anunciou aumento de 25% no número de brigadistas em relação ao ano passado, com mais de 4,6 mil profissionais, informa o g1.
Serão 231 brigadas florestais federais espalhadas pelo país, detalhou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. A estrutura de prevenção e combate ao fogo prevê ainda 15 helicópteros, dois aviões de transporte, dez aviões para lançamento de água, 340 camionetas operacionais, 199 veículos especializados e 50 embarcações. Agostinho ainda disse que as previsões da meteorologia para este ano “não são confortáveis”. Os dados no momento indicam que a crise das queimadas não deve ser do tamanho do ano passado, mas preocupa. O Pantanal apresenta o pior cenário, relata a Agência Brasil.
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