Dez anos do sequestro do padre Paolo Dall'Oglio. Mensagem de Sergio Mattarella, presidente da Itália

O presidente italiano se pronunciou sobre o caso do desaparecimeto de Dall'Oglio, ocorrido há uma década atrás (Foto: YouTube | European Central Bank)

Mais Lidos

  • Antes de 1870, ninguém amava o papa: a perda de um principado fabricou o rosto que governa a Igreja. Entrevista com Alberto Melloni

    LER MAIS
  • “O conceito de tocar-no-mundo em Hartmut Rosa pode ser compreendido como uma forma de relação em que o sujeito não busca dominar o mundo, mas se permite ser afetado por ele e responde de maneira recíproca”, afirma o ambientalista

    Tocar-no-Mundo. Vivências transformadoras da relação com a Natureza. Entrevista especial com Jorge Moreira

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Em defesa da democracia, contra o golpe. Artigo de Ivo Lesbaupin

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

31 Julho 2023

O Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, emitiu a seguinte declaração.

A informação é publicada por II Mandato, 29-07-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Dez anos se passaram desde o sequestro do padre Paolo Dall'Oglio na Síria. Desde então nenhuma notícia foi capaz de reacender a esperança de sua sobrevivência. Neste dia que renova a dor e, com ele, a memória de um homem generoso que se entregou por inteiro à solidariedade, ao diálogo, à ajuda aos mais necessitados, desejo expressar os meus mais profundos sentimentos de proximidade à família e aos que dividem com ela a agonia da espera.

Padre Paolo Dall'Oglio (Foto: Vatican Media)

Paolo Dall'Oglio, testemunha e pacificador, fez com que a sua fé religiosa nunca se expressasse como motivo de conflito. A sua vida sempre foi um impulso incessante de procurar a partilha, o encontro, a justiça, a unidade, em nome da pessoa, de cada pessoa, da sua integridade, da sua dignidade inviolável. Ele desafiou preconceitos e regimes, conviveu com os mais pobres, percorreu corajosamente os desertos e os territórios dos conflitos, do ódio, da opressão, para levar esperança e humanidade.

Por mais impotentes que pareçam, as testemunhas da paz são os protagonistas da história. A memória da sua presença e da sua passagem deve ser mantida viva, ainda mais numa época em que as feridas da guerra cobrem de sangue o Oriente Médio e a nossa Europa”.

Leia mais