Trabalhar menos para viver melhor: fim da escala 6x1, em debate no CEPAT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Impactos que vão muito além daqueles especificamente técnicos, como ganho de tempo, acesso instantâneo a informações e conectividade 24 horas por dia. Se em um passado nem tão distante a Inteligência Artificial (IA) aparecia tímida em nosso cotidiano ou em enredos de ficção científica, hoje ela está disseminada e problematiza o mundo do trabalho, as sociabilidades, a política, a economia, a forma como aprendemos e acessamos o conhecimento e até a forma como se faz guerra. Entre tantas mudanças, algo é unívoco: a ética das IAs não pode ser deixada nas mãos das Big Techs, cujo poder hoje é quase ilimitado, operando segundo seus interesses, sem prezar pela democracia.

Giorgio Agamben e a impossibilidade de salvação da modernidade e da política moderna

Edição: 505

A imagem que ilustra a capa da revista IHU On-Line desta semana, a pintura de Charles Le Brum chamada A apoteose de Luís XIV (1677), sintetiza uma ideia central na obra de Giorgio Agamben: a modernidade nunca foi secular, mas profana. A paradoxal imagem que enaltece a força do Estado expresso na figura messiânica do rei mostra também o lado obscuro do poder, que pela força cria suas zonas de exclusão e exceção. Agamben está “convencido da impossibilidade de salvação da modernidade – e, por conseguinte, também da política moderna”, explica Patrick Baur, da Albert-Ludwigs-Universität.

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Em sua escuta na clínica psicanalítica, Sigmund Freud tinha acesso a um observatório privilegiado não apenas para estudar a psique humana, mas também para refletir acerca da “formação subjetiva do poder naquele momento de crise do mundo liberal clássico”, argumenta o psicanalista político Tales Ab’saber. Olhando para os fenômenos sociais em curso, quando escreve Psicologia de massas e análise do eu, em 1921, Freud analisava os construtos psíquicos que reverberavam em comportamentos subjetivos e também sociais, como a adesão a líderes fascistas como Hitler e Mussolini, cujo poder de hipnotismo irracional segue reverberando em pleno século XXI na personificação de presidentes como Bolsonaro, Trump e Orbán.