Uma lista de simples verdades. Artigo de Concita De Gregorio

Foto: Anadolu Ajansi

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03 Outubro 2025

"Quem coloca a humanidade em perigo não são os quarenta barcos, é um líder que não se detém diante de nada e que bombardeia, ops, por engano, os negociadores à obra reunidos em Doha."

O artigo é de Concita De Gregorio, jornalista italiana, publicado por la Repubblica, 02-10-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

A verdade efetivamente é simples, como diz a Primeira-Ministra, mas nem mesmo desta vez é aquela que ela tenta nos impingir. A verdade, segundo Meloni, é que a Flotilha seria "um instrumento de quem quer detonar qualquer possibilidade de um cessar-fogo". Em suma, que poderiam ser eles, os ativistas pacíficos, aqueles que oferecem a possibilidade de uma escalada — ela escreve exatamente isso: "uma escalada". Da tensão poderiam levar à guerra. Agora. Deixando de lado o fato de que a guerra, se impropriamente a quisermos chamar assim, já está em curso. Especificamente, trata-se da sistemática destruição de um território e do extermínio de um povo.

Não há risco de que aconteça; já aconteceu, está acontecendo em meio à inércia dos governos intimidados pelo poder de Netanyahu, apoiado por Trump. Essa é precisamente a missão da Flotilha Global Sumud: política e humanitária ao mesmo tempo. Não se trata apenas de levar tomates pelados e biscoitos. Não é aquele que uma feliz matéria do site The Period chama de "o pacote do sul": a boa comida que teus pais e avós te enviam do Sul quando você está no Norte, para te lembrar dos sabores de casa. É uma ação simbólica e, portanto, política, que tem o propósito de tornar evidentes as violações em curso.

A incapacidade dos governos europeus e mundiais de se oporem a esse delírio. É por isso que deixar os tomates em Chipre não teria sentido. É por isso que as instituições devem falar com as instituições, não com civis desarmados. Quem coloca a humanidade em perigo não são os quarenta barcos, é um líder que não se detém diante de nada e que bombardeia, ops, por engano, os negociadores à obra reunidos em Doha. A Itália é o terceiro maior exportador de armas para Israel e continua a fazer isso. O bloqueio naval israelense foi declarado ilegal pela ONU e viola o direito internacional.

O Tribunal Internacional de Justiça pediu para facilitar os fornecimentos a Gaza, mas isso, evidentemente, não está acontecendo. Essas são simples verdades.

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