Gaza, o salvável é ainda salvável? Manifesto contra a guerra na Faixa de Gaza

Foto: OMS

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27 Junho 2024

"Há meses, a resposta de Israel à agressão do Hamas transformou-se numa guerra de extermínio contra o povo palestino. A ação do governo Netanyahu está infligindo um vulnus ao país que pesará por gerações", afirma o manifesto, assinado por várias personalidades contra a guerra na PalestinaFaixa de Gaza e Cisjordânia, publicado por Il Manifesto, 25-06-2024. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o manifesto.

O nível de violência e crueldade na Palestina, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia há muito excedeu os limites. Havíamos nos expressado em janeiro, por ocasião do Dia da Memória, e voltamos a fazê-lo, cinco meses depois, porque a inércia e a indiferença diante do massacre da população palestina dizimada e faminta são insuportáveis.

Há meses, a resposta de Israel à agressão do Hamas transformou-se numa guerra de extermínio contra o povo palestino. A ação do governo Netanyahu está infligindo um vulnus ao país que pesará por gerações.

O próprio nome de Israel, já comprometido, desperta agora crescente hostilidade e desprezo no mundo, cria isolamento e insegurança e fomenta o antissemitismo.

Acreditamos que agora, mais do que nunca, cabe aos judeus da diáspora e a qualquer um que se preocupe com o futuro de Israel e dos palestinos apoiar as mulheres e os homens que em Israel, há semanas, vêm agora se mobilizando não só pela libertação dos reféns, mas também pedindo a demissão do governo de Netanyahu. Apoiamos os israelenses que querem sair do túnel de massacre e destruição para o qual o país foi arrastado.

Que cesse o fogo imediatamente e seja adotado um plano para pôr um fim aos sofrimentos, agora.

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