“O mundo assiste a um genocídio ao vivo em Gaza”, diz Anistia Internacional

foto: anadolu agency

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30 Abril 2025

A afirmação está no relatório anual divulgado nesta terça (29) pela Anistia Internacional. “Desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas cometeu crimes terríveis contra cidadãos israelenses e capturou mais de 250 pessoas, o mundo testemunha um genocídio ao vivo em suas telas”, afirma a ONG que acusa Israel de ter forçado a fuga da maioria da população, causando uma catástrofe humanitária.

A reportagem é publicada por RFI, 29-04-2025.

O documento diz que “Israel massacra milhares de palestinos, dizimando famílias, meios de subsistência, hospitais e escolas diante dos olhos de nações impotentes”.

A Anistia ressalta que “diariamente imagens assustadoras são vistas em território palestino, onde bombas israelenses são detonadas. Massacres são filmados pelos próprios moradores de Gaza. Hoje, o número de mortos ultrapassa 52.000”.

Segundo a ONG, as investigações mostraram que “Israel cometeu atos proibidos pela Convenção sobre Genocídio, com a intenção específica de destruir a população palestina de Gaza”. No ano passado, a Anistia Internacional acusou Israel de genocídio. O governo do país rejeita veementemente as acusações.

Documento alerta sobre catástrofe humanitária

O relatório cita “homicídios, danos graves à integridade física ou mental de civis, desaparecimentos e deslocamentos forçados, além da imposição deliberada de condições de vida destinadas a provocar a destruição física dessas pessoas”.

Além disso, de acordo com a Anistia, “quase 2 milhões de palestinos - 90% da população de Gaza - foram forçados a fugir de suas casas devido ao conflito”. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende a saída “voluntária” dos moradores do enclave. O documento aponta uma catástrofe humanitária sem precedentes.

ONG denuncia apoio internacional a Israel

A atitude da comunidade internacional foi duramente criticada. A ONG disse que “grandes potências, incluindo os Estados Unidos e muitos países da Europa Ocidental, apoiaram publicamente as ações de Israel, minando, assim, o valor universal do direito internacional”.

A Agência de Defesa Civil de Gaza denunciou a escassez de combustível, que tirou de circulação oito dos 12 veículos de emergência, incluindo ambulâncias, no sul de Gaza. A agência ainda relatou um ataque aéreo israelense contra tendas de deslocados na parte sul do território palestino, que matou quatro pessoas e deixou muitos feridos. 

Imprensa diz que Benjamin Netanyahu pensa em acabar com guerra

De acordo com a imprensa israelense, Benjamin Netanyahu começa a considerar o fim da guerra dentro de alguns meses.

O jornal Israel HaYom cita fontes próximas a Benjamin Netanyahu e escreveu que “os combates terminariam em outubro de 2025, ou seja, após dois anos de guerra”.

De fato, até este momento, o primeiro-ministro israelense se recusa a falar sobre o fim dos bombardeios e a incursão de suas tropas em Gaza; pelo contrário, ele afirma repetidamente que a guerra será “longa e difícil”.

O término da guerra não significaria o fim da ocupação militar. Em um discurso no início desta semana, Benjamin Netanyahu alertou que “o Hamas não tem lugar em Gaza. E a Autoridade Palestina também não. Por que substituir um regime que quer nossa destruição por outro regime que também quer nossa destruição?”. A declaração aponta que Israel rejeita, portanto, qualquer solução política.

Dezoito meses de guerra

A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque do Hamas, movimento islâmico palestino, ao território israelense. A ação naquele 7 de outubro de 2023 resultou na morte de 1.218 pessoas, a maioria civis, segundo estimativa da AFP baseada em dados oficiais. No ataque, 251 pessoas foram sequestradas, sendo que 58 permanecem em Gaza. De acordo com o exército israelense, 34 morreram.

A resposta de Israel foi a campanha militar no território palestino. De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, governado pelo Hamas, quase 53.000 pessoas, a maioria civis, foram mortas.

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