“Taco”, o apelido que enfurece Trump

Foto: TheWhiteHouse/Fotos Públicas

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29 Mai 2025

Significa Trump Always Chickens Out, ou 'Trump sempre amarela' e descreve a atitude do presidente americano de ameaçar tarifas e depois voltar atrás.

A reportagem é de Emma Bonotti, publicada por La Repubblica, 29-05-2025.

Trump sempre se acovarda, Trump sempre recua ou "amarela". Em uma palavra, Taco. O presidente americano realmente não gosta do apelido que Wall Street lhe deu. Tanto que, quando um jornalista lhe pede um comentário no tradicional diálogo do Salão Oval, o magnata perde a calma: "Não repita o que você disse, essa é uma pergunta ruim. Para mim, é a mais cruel".

Deveres, Trump responde irritado a jornalista: "Taco? Nunca mais diga essa expressão".

Uma atitude que se tornou típica do presidente dos EUA

O apelido que circula entre os operadores do mercado pretende descrever a atitude do presidente americano de ameaçar impor tarifas a países apenas para depois voltar atrás. Na coletiva, Trump rejeitou a ideia de que seu recuo contínuo nas tarifas equivaleria a uma reviravolta, explicando que ele geralmente recebe críticas em contrário. Em vez de ser um covarde, na opinião dele, a opinião geral é que, na frente comercial, ele é "muito duro".

Todas as reviravoltas de Trump em relação às tarifas

O termo "taco trades" foi cunhado pela primeira vez pelo Financial Times e, para Wall Street, descreve muito bem o caos comercial no qual o governo atual lançou os Estados Unidos e os países com os quais está negociando. Na semana seguinte ao chamado Dia da Libertação, no início de abril, quando anunciou tarifas em larga escala, Trump declarou imediatamente que elas seriam reduzidas para 10%.

Mesmo na disputa comercial com a China, as coisas ocorreram da mesma forma: primeiro, na esteira de uma escalada de retaliação, anunciou supertaxas de até 145% sobre as importações chinesas, depois reduziu-as para 10% para muitos produtos. E, finalmente, na semana passada veio a ameaça de aplicar tarifas de 50% aos produtos da União Europeia, seguida pelo adiamento de qualquer decisão até julho. Em suma, mais um passo para trás.

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