Dois dias intensos para o cardeal Zuppi em Kiev. Possíveis reuniões para traçar o “mapa do Vaticano” da Ucrânia após a agressão

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05 Junho 2023

Obviamente, a agenda do enviado do Papa em Kiev, cardeal Matteo Zuppi, no contexto da guerra russa contra a Ucrânia, e que em breve também deve visitar Moscou, é confidencial, mas a lógica leva-nos a pensar que serão 48 horas muito intensas. Espera-se que o cardeal se encontre com o presidente Volodymyr Zelensky, o chanceler Dmytro Kulebas e o arcebispo-mor dos greco-católicos, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk.

A reportagem é publicada por Il Sismógrafo, 05-06-2023.

O cardeal certamente tentará ter uma espécie de visão de conjunto da situação e das posições de todos os poderes que dentro do país representam uma voz a ser levada em consideração. Basicamente, a Santa Sé conhece muito bem a posição oficial do chefe de Estado ucraniano e sabe que ela é amplamente compartilhada pelos ucranianos. Essas considerações, resumidas nos famosos 10 pontos propostos por Zelensky na Indonésia, concentram-se principalmente na conhecida posição segundo a qual, para falar com Moscou, os soldados russos devem primeiro se retirar do território ucraniano e retornar às fronteiras de 1991.

Essa questão é o que o cardeal deve discutir em profundidade para entender se há ou não um buraco, por menor que seja, para avançar envolvendo o Kremlin. No entanto, o Vaticano considera que esses encontros já são uma primeira forma de "aliviar as tensões". A questão básica, todavia, permanece a mesma: os encontros com Kiev podem aliviar as tensões com o Vaticano, mas isso não significa que irão aliviar as tensões entre a Ucrânia e a Federação Russa.

Por enquanto, não estão previstos comunicados específicos sobre as conversas do enviado do Papa. Prevê-se que o cardeal terá de se encontrar com o presidente V. Zelensky, o núncio apostólico dom Visvaldas Kulbokas, arcebispo-mor dos Greco-Católicos Ucranianos, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, o presidente da Conferência Episcopal da Igreja Católica Latina na Ucrânia, dom Vitalij Skomarovs'kyj, metropolita epifânio da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, e talvez com Onufrij da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscou).

Dessas conversas, depois de muitos anos, poderia emergir um verdadeiro "mapa do Vaticano" sobre a Ucrânia, atualizado com alguns dos protagonistas mais importantes, mas será um mapa radicalmente diferente das antigas leituras da Sé Apostólica. Esta nova leitura será a de uma nação, de um povo atacado e forçado a travar uma guerra para impedir outra guerra, a da agressão russa.

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