Trump e o fantasma fascista. Artigo de Jorge Alemán

Donald Trump e Elon Musk (Fonte: FMT)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Janeiro 2025

“O fantasma é a operação do sujeito para ocultar o vazio que o constitui. É a promessa de uma plenitude fracassada que provoca uma expansão megalomaníaca”, escreve Jorge Alemán, psicanalista e escritor, em artigo publicado por Página/12, 23-01-2025. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

De novo o mesmo mantra: “Trump não pode ser tão estúpido” e torpe a ponto de chegar aí e conseguir capturar a opinião pública norte-americana e, portanto, é considerado uma arrogância intelectual “progressista” pensar assim. Ouvi esse argumento repetido na Argentina com a Coisa que governa.

Parece que é como se estivesse proibido pensar em que condições uma sociedade, em determinadas conjunturas históricas, tem a possibilidade de levar um fascista oligarca e ignorante ao poder.

O fantasma é a operação do sujeito para ocultar o vazio que o constitui. É a promessa de uma plenitude fracassada que provoca uma expansão megalomaníaca. De forma perversa, o sujeito se sente um instrumento de Deus para gozar dos outros como se fossem a escória que só existe para tapar buracos em seus orifícios eróticos.

Seria necessário separar, de uma vez por todas, o termo perversão das práticas sexuais e mostrar que esses fantasmas, que combinam “Kant com Sade” (Lacan), em uma nova relação com os outros, agora, encontram a sua oportunidade histórica no pós-neoliberalismo e em sua realização do fantasma fascista. Os gestos nazistas de Elon Musk, nesta perspectiva, não estabelecem uma coincidência histórica com os membros do nacional-socialismo da Segunda Guerra Mundial, mas constituem sua apropriação fantasmática.

Leia mais