Em preparação encontro histórico entre o Grande Aiatolá xiita Ali al-Sistani e o sunita Grande Imã de al-Azhar Ahmad al-Tayyed

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11 Mai 2021

 

Após a gradual, confidencial e delicada, reaproximação entre o Iraque e a Arábia Saudita e após o histórico encontro em Najaf entre o Papa Francisco e Ali al-Sistani, novas reviravoltas despontam no mundo islâmico, em particular no delicado campo das relações bilaterais – xiitas e sunitas - praticamente inexistente por séculos.

A reportagem é publicada por Il Sismografo e reproduzida por La Stampa, 10-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Jawad Al-Khoei, secretário-geral do 'Instituto Al-Khoei', neto do Grande Aiatolá Abu Al-Qasim Al-Khoei (1899 - 1992), autoridade suprema dos muçulmanos xiitas no mundo desde 1970 após a morte de seu antecessor Muhsin al-Hakim, há poucos dias antecipou publicamente que uma reunião está sendo preparada entre Ali al-Sistani e al-Tayyeb. Al-Khoei, uma das poucas pessoas presentes em grande parte do encontro entre o Papa Francisco e al-Sistani (em 6 de março passado em Najaf), revelou isso durante uma ampla e profunda conversa com alguns jornalistas da 'Alarabiya.net'. Neste contexto, o acadêmico islâmico xiita afirmou que Najaf aprova e apoia a reaproximação entre Bagdade e Riad e ao mesmo tempo confirmou, pela primeira vez de forma pública, que está trabalhando com afinco na preparação de um encontro - também em Najaf, 150 km ao sul da capital iraquiana - entre o Grande Aiatolá, a maior autoridade mundial dos muçulmanos xiitas, e o alto dignitário sunita Grande Imã de al-Azhar (Egito).

 

Papa Francisco e Al-Sistani (Foto: Vatican Media)

 

Al-Khoei, uma das figuras muçulmanas mais importantes na preparação do encontro entre o Papa de Roma e o guia xiita Ali al-Sistani, quanto ao possível e provável encontro entre o Grande Aiatolá e o Imã de Al-Azhar, frisou que por enquanto é necessário manter a história longe dos holofotes para evitar os obstáculos midiáticos. Entrando em algumas matérias mais relevantes nestes tempos e usando a expressão "referência a Najaf" (cidade sede de al-Sistani, considerada sagrada pelos xiitas), especificou: "Najaf acredita em um status civil não religioso" e rejeita "partidos islâmicos políticos". Jawad Al-Khoei acrescentou: "O Islã voa com as asas dos sunitas e xiitas. Nossas contribuições são muitas e têm como objetivo a promoção de valores como justiça, convivência e cidadania. Encontrei várias vezes o xeique de Al-Azhar, Ahmed Al-Tayyeb e tivemos diálogos francos amigáveis”.

 

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