Congresso reativa comissão “esquecida” sobre mudanças climáticas

Foto: Marinha do Brasil | Fotos Públicas

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Mai 2024

Colegiado foi criado em 2008 se reuniu pela 1ª vez neste ano diante da pressão sobre deputados e senadores com a tragédia climática do Rio Grande do Sul.

A informação é publicada por Climainfo, 10-05-2024.

Deputados e senadores decidiram retomar a comissão parlamentar mista sobre mudanças climáticas. A 1ª sessão do ano do colegiado foi realizada apenas na 4ª feira (8/5), justamente no meio da catástrofe climática que se abateu sobre o Rio Grande do Sul. E exatamente num momento em que o Congresso vem sendo cobrado por causa do “pacote de maldades ambientais e climáticas” que tenta aprovar a qualquer custo e que, se passar, vai agravar ainda mais as mudanças climáticas.

Formada por 12 senadores e 12 deputados, a comissão tem como atribuição acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas no Brasil em aspectos como mitigação, sustentabilidade da matriz energética, emissão de gases do efeito estufa e políticas de desenvolvimento sustentável, explicam O Globo, Veja e Agência Senado. A deputada federal Socorro Neri (PP-AC) foi eleita presidente, e os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (MDB-SE) são vice-presidente e relator, respectivamente.

A repentina retomada da comissão aconteceu um dia após a Frente Parlamentar Mista Ambientalista pedir o arquivamento de projetos de lei considerados nocivos ao meio ambiente e criticarem o negacionismo ambiental no Congresso, relata o g1. A frente ainda apresentou uma lista de projetos ambientais prioritários para combater os impactos das mudanças climáticas, informam Folha e Agência Câmara. E afirmou que a situação do Rio Grande do Sul é fruto não apenas da crise climática, mas também da irresponsabilidade de agentes públicos.

É para essa irresponsabilidade de deputados e senadores que Míriam Leitão chama atenção n’O Globo. Ela cita o levantamento do Observatório do Clima, que listou 25 projetos lesivos ao meio ambiente que avançam no Congresso.

“Um deles tem o potencial de desmatamento 30 vezes maior do que o que ocorreu no ano passado. Outro, se aprovado, significará o desmatamento de 32% do Pampa. E é de autoria de um deputado do Rio Grande do Sul, Lucas Redecker [PSDB]”, lembra Míriam. Vale lembrar que Redecker lamentou pelas mortes – que continuam crescendo – provocadas pela catástrofe climática no seu estado e fez cara de muxoxo ao posar ao lado de Eduardo Leite e seu agora inseparável colete da Defesa Civil em uma das coletivas promovidas pelo governador sobre a crise, mostra o Diário do Centro do Mundo.

“Quem nega a ciência contrata a morte. Os defensores desses projetos de ataque aos biomas são negacionistas. Eles estão decidindo, por nós, que o país deve correr o risco do desequilíbrio ambiental, como o que faz com que o Rio Grande do Sul viva esses dias terríveis”, concluiu Míriam. Que deputados, senadores e demais políticos negacionistas entendam isso. Ou sejam defenestrados de vez da política pelo voto.

Em tempo

Presidido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, um ferrenho defensor do desenvolvimentismo-do-século-passado, o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) só teve uma reunião, a de seu relançamento, há 8 meses. A ata desse encontro informa que foram colocados em votação e aprovados outros dois encontros – em novembro de 2023 e abril deste ano –, mas nenhum deles ocorreu, informa o UOL. O CIM reúne 17 ministérios e coordena as ações relativas à Política Nacional de Mudança do Clima; define diretrizes para o combate à emergência climática e orienta iniciativas no país de adaptação e mitigação.

Leia mais