Clima extremo: chuvas voltam a matar e destruir no Sul

Foto: Defesa Civil

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21 Novembro 2023

Rio Grande do Sul e Santa Catarina voltam a sofrer com vendavais, inundações e deslizamentos de terra, que deixaram ao menos sete pessoas mortas.

A informação é publicada por ClimaInfo, 21-11-2023.

As chuvas intensas que atingiram a região Sul do Brasil na semana passada deixaram um rastro de destruição e mortes. Os estados mais atingidos pelas tempestades foram Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde ao menos sete pessoas foram mortas em decorrência do desastre climático. Mais de 8 mil pessoas ficaram desabrigadas nos dois estados.

Mais de 200 municípios foram atingidos pelas chuvas, a maior parte (138) no Rio Grande do Sul. O estado também registrou cerca de 7,5 mil desalojados. As chuvas causaram ainda quase 30 bloqueios em rodovias estaduais e federais, com queda de barreiras e erosão do asfalto.

O Vale do Taquari voltou a ser a área mais atingida pelas chuvas no RS. A região já tinha experimentado enchentes históricas durante os vendavais de setembro passado. “Estamos enfrentando o que é por registro a segunda maior enchente da nossa história, perdendo somente para aquele episódio de 4 de setembro. Precisamos de ajuda”, disse Mateus Trojan, prefeito de Muçum, um dos municípios mais afetados pelas chuvas, citado pela Folha.

Na região metropolitana de Porto Alegre, o nível do rio Guaíba bateu os 3,19 metros nesta 2ª feira (20/11), a marca mais alta desde 1941, reportou o g1. As comportas do sistema de proteção contra enchentes estão sendo fechadas, segundo o prefeito Sebastião Melo. É a terceira vez em menos de dois meses que as comportas foram fechadas. A Agência Brasil também abordou a notícia.

Agência BrasilCNN BrasilEstadãoMetrópoles e UOL repercutiram os efeitos das chuvas intensas que atingiram o sul do Brasil nos últimos dias.

Em tempo: A procissão de eventos extremos no Brasil mostra a necessidade crítica de avançarmos com a adaptação climática, defendeu o físico Paulo Artaxo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança Climática (IPCC), ao Valor. “O que era considerado especulação científica agora virou realidade”, afirmou. “O Brasil tem que se adaptar ao novo clima. Temos que ter um plano coerente de adaptação para que a sociedade possa ser melhor protegida contra eventos climáticos extremos, incluindo inundações”.

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