Patriarca de Moscou: ícone da Theotokos doado ao exército para vencer a guerra contra a Ucrânia

Foto: Reprodução de Frame de Vídeo do Twitter.

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15 Março 2022

 

Continua o emprego de símbolos da Igreja Russa na luta pela conquista da Ucrânia. O relato crítico de Orthodox Times.

 

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 14-03-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Desta vez, o patriarca Kirill de Moscou e o líder da Guarda Nacional Russa, Viktor Zolotov, depositaram suas esperanças em uma vitória "rápida" sobre os ucranianos em uma imagem da Virgem Maria, que o Patriarca apresentou a Zolotov durante o serviço.

"Acreditamos que esta imagem protegerá o exército russo e trará nossa vitória mais rapidamente", disse o alto oficial militar ao Patriarca Kirill na Igreja do Salvador em Moscou. Como se pode ver, “as coisas não estão indo tão rápido quanto gostaríamos", acrescentou o militar.

 

Foto: Reprodução de Frame de Vídeo do Twitter.

 

O comandante justificou o "demora" porque, como observou ao Patriarca, "os nazistas (ou seja, os ucranianos) escondem-se atrás de civis, idosos e crianças".

O texto comenta a notícia acrescentando frases de uma recente homilia de Kirill.

Como assinalou recentemente o arcebispo de Chipre Crisóstomo, "os russos primeiro fazem o sinal da cruz e depois matam". Continuando a invocar a fé em Deus para um fim último, presumivelmente "abençoado" pela Igreja. Em seu sermão após a Divina Liturgia, o Patriarca de Moscou se opôs aos ucranianos que apresentam o Patriarcado de Moscou como uma "igreja dos conquistadores", que considera blasfemo e ofensivo.

Referindo-se ao número de dioceses da Igreja russa na Ucrânia que decidiram não comemorar o Patriarca Kirill, ele destacou que "isso é feito por medo". "Devemos lembrar que todos nós pertencemos à Única Santa Igreja Católica e Apostólica, a mesma Igreja que se encontra tanto em Moscou como em Kiev", disse ele, recusando-se a aceitar a hipocrisia da Igreja ucraniana e sua libertação do Patriarcado de Moscou.

Ele falou novamente de pressões externas e “forças estranhas à Igreja que querem destruir a unidade espiritual dos nossos povos. Quando alguém por medo se recusa a comemorar o Patriarca, isso é um sinal de fraqueza. Isso não me ofende", afirmou categoricamente o Patriarca Kirill.

Finalmente, referindo-se à guerra, ele falou de "processos políticos, que esperamos que terminem em breve", e orou pela Igreja do Metropolita Onoufriy. Ele reiterou sua oração para que Deus proteja todos aqueles que estão em solo russo, "que agora inclui Rússia, Ucrânia e Bielorrússia".

 

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