Zelensky no encontro com o Cardeal Parolin: “Devemos acabar com a guerra o mais rápido possível”

Pietro Parolin e Volodymyr Zelensky (Foto: Vatican Media)

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24 Julho 2024

  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recebeu esta terça-feira em Kiev o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, e sublinhou ao enviado do Papa a necessidade de acabar com a guerra o mais rapidamente possível;

  • Na ausência de boas notícias para a Ucrânia na frente, Kiev mudou o seu discurso nas últimas semanas e o Presidente Zelensky chegou mesmo a declarar que é altura de pôr fim às hostilidades;

  • A Ucrânia está a preparar um roteiro para a paz que poderá ser apresentado à Rússia numa segunda cimeira internacional como a realizada na Suíça, para a qual Moscou é convidado.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 23-07-2024. 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recebeu esta terça-feira em Kiev o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolín, e sublinhou ao enviado do Papa a necessidade de acabar com a guerra o mais rapidamente possível.

“Acho que todos entendemos que devemos acabar com a guerra o mais rápido possível, é claro, para não perder mais vidas humanas”, disse Zelensky durante seu encontro com o cardeal, que foi parcialmente gravado em um vídeo postado em sua rede social pelo presidente ucraniano.

Um momento de encontro em Kiev entre as delegações do Vaticano e da Ucrânia

Zelensky agradeceu a Parolin pela sua participação na primeira edição da chamada Cimeira da Paz promovida por Kiev, que reuniu representantes de uma centena de países e organizações internacionais em meados do mês passado na Suíça que abordou as exigências ucranianas para acabar com a guerra.

Parolin está na Ucrânia no que o Vaticano chamou de “jornada pela paz”. O chefe da diplomacia vaticana participou este domingo numa peregrinação ao santuário mariano da cidade de Berichiv, cerca de 180 quilômetros a sudoeste de Kiev. Durante o serviço religioso, Parolin pediu a intercessão da Virgem para alcançar a paz na Ucrânia.

O Vaticano tem defendido desde o início da guerra um cessar-fogo que levaria a uma solução negociada para o conflito. Muitos ucranianos criticaram esta posição do Papa Francisco, acusando-o de ser equidistante.

Apesar disso, a Ucrânia e o Vaticano têm trabalhado em iniciativas humanitárias conjuntas, como o regresso de menores dos territórios ucranianos ocupados e deportados para a Rússia.

Na ausência de boas notícias para a Ucrânia na frente, Kiev mudou o seu discurso nas últimas semanas e o Presidente Zelensky chegou mesmo a declarar que é altura de pôr fim às hostilidades.

A Ucrânia está preparando um roteiro para a paz que poderá ser apresentado à Rússia numa segunda cimeira internacional como a realizada na Suíça, depois de receber o apoio da comunidade internacional. O presidente ucraniano espera que este plano esteja pronto antes do final do ano.

A Rússia não foi convidada para a cimeira na Suíça no mês passado. Zelensky e outros líderes ucranianos expressaram o seu desejo de que Moscou fosse representado na segunda edição da reunião, que foi concebida por Kiev para obter apoio global às suas condições para acabar com a guerra.

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