Jacques Gaillot, in memoriam. Uma Igreja autêntica é uma Igreja credível

O bispo francês Jacques Gaillot (Foto: Reprodução | Vida Nueva)

Mais Lidos

  • Uma (nova) história do deus - Flávio, cristofascista ‘escolhido’ e totalmente crente. Artigo de Fábio Py

    LER MAIS
  • Interesses particulares descolados de apreciação profunda e respeitosa transformaram a cidade em um canteiro de obras que muitas vezes desconsideram o impacto ambiental e social, priorizando apenas o luxo e o lucro. História da cidade está se perdendo

    “Torres e sua natureza estão sendo assaltadas, negligenciadas e transmutadas”. Entrevista especial com Lara Lutzenberger

    LER MAIS
  • A Palantir não vende mais apenas ‘software’: vende uma teoria tecnofascista de governança global

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Abril 2023

Coincidência ou fato providencial? Jacques Gaillot voltou à casa do Pai na semana in albis iluminada pela luz da Ressurreição de Cristo que celebramos no sábado passado.

Por diversas vezes publicamos suas intervenções em nosso blog, ele era para nós uma espécie de “companheiro de viagem” cuja perda nos entristece profundamente.

Em sua memória, Golias redigiu uma breve saudação que fazemos nossa e que julgamos ser igualmente bem recebida por vocês, amigos leitores.

O texto é publicado por Garrigues et Sentiers, 13-04-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o texto.

Tomamos conhecimento com grande tristeza do falecimento de Jacques Gaillot.

Por mais de vinte anos foi bispo de Partenia, depois de ter sofrido pressões de Roma que o obrigaram a deixar a sé de Evreux. Em 1990, definimos Mons. Gaillot como “ultraconciliar” no primeiro Trombinoscope pour épiscopes: “O único bispo convertido graças à sua missão. O bispo que entendeu a modernidade em sua essência. Que coloca em prática uma liberdade de espírito que muitos bispos não se permitem devido à sua função. Que tem coragem num ambiente eclesial e episcopal que não é nada terno para com ele. Que encontra conforto no exterior, o que lhe basta ser feliz como pastor e como homem. Profundo, bom teólogo, terno, vive serenamente a dialética pastor-profeta. Não é ingênuo nem desajeitado como alguns dizem, mas corre o risco de 'queimar as baterias' devido a um plano midiático dispersivo e mal organizado...".

Jacques, um bispo de grande renovação

Jacques Gaillot permaneceu aquele bispo "de grande renovação", atento aos mais pobres. Convidava a pensar de forma diferente. Sobre o mundo, para recordar o imperativo da fraternidade. E também sobre a Igreja:

“Tenho a impressão, confidenciava, de que a Igreja na França perdeu vigor. Os bispos gastam muita energia na reestruturação. Sentem restrições pela modernidade. Alguns olham para trás para tentar tornar atuais cerimônias pomposas e liturgias sagradas”.

“Parece que nada de novo esteja acontecendo. Eles têm a audácia de preparar o futuro das comunidades cristãs? Eles têm a liberdade, coletivamente, de abrir caminhos para os casais divorciados, recasados e os casais homossexuais? Encontrarão finalmente a coragem para se opor com força às armas nucleares? E para manifestar a sua solidariedade com povos oprimidos como o povo palestino? Uma Igreja autêntica é uma Igreja credível”.

Leia mais