Silvia Federici é uma das mais célebres pensadoras do nosso tempo e se inscreve na tradição mais refinada do feminismo — aquela que fez do corpo das mulheres, e não da máquina, o verdadeiro arquivo da história do capital.
O corpo feminino não é um dado da natureza, mas o campo onde a história inscreve as suas leis; não um destino, e sim uma fabricação disputada palmo a palmo. É desse chão que se ergue a conversa que o leitor e a leitora tem em mãos.
Pensar a partir desse corpo exigiu, antes de tudo, deslocar o olhar: sair do centro presumido e escutar quem fala desde a margem — porque foi na margem, e não no conforto das certezas, que o feminismo aprendeu a ser de todas e para todas.
Houve quem ensinasse que teorizar não é privilégio de poucas, mas um gesto de liberdade, e que o amor, longe de adorno sentimental, é prática política e antídoto contra a dominação.
Foi preciso, ainda, recusar a ilusão de uma mulher abstrata, sem cor e sem classe. A vida das mulheres negras revelou que raça, classe e gênero não são fios separados, e sim uma só trama — e que o corpo da mulher escravizada foi, muito antes das fábricas, o primeiro laboratório da acumulação do capital.
A mesma engrenagem que um dia decidiu quem podia ser propriedade decide, ainda hoje, quem pode procriar e quem deve ser esterilizada. A liberdade, percebeu-se, não é um estado: é uma luta que não cessa.
Dessa luta nasceu uma certeza incômoda — a de que as ferramentas do senhor jamais derrubarão a casa do senhor. Por isso foi necessário converter o silêncio em linguagem e a linguagem em ação, reconhecer no erótico uma fonte de poder e não de vergonha, e descobrir que cuidar de si, quando se é um corpo marcado para o desgaste, é um ato de guerra.
Nenhum cuidado de si resiste sozinho à máquina. Quando o trabalho de sustentar a vida — parir, alimentar, lavar, velar os doentes — permanece invisível e não pago, a casa se converte em fábrica oculta, e a crise do cuidado torna-se a crise central do nosso tempo.
Daí a recusa, hoje, de um feminismo de vitrine, conformado a servir de dama de companhia ao capital: o feminismo que importa é o dos noventa e nove por cento, não o das poucas que chegam ao topo.
E há uma pergunta que tudo isso, no limite, obriga a fazer: quais vidas contam como vidas? Se o gênero é menos uma essência do que um gesto repetido até parecer natureza, então é a sociedade que decide de antemão quais corpos importam e quais mortes serão choradas — ou sequer contadas. A precariedade, distribuída de modo desigual, não é acidente: é projeto.
É contra esse pano de fundo que os números brasileiros adquirem o seu peso. Em 2025, o país registrou 1.568 feminicídios, um aumento de 4,7% e o maior patamar desde que o crime foi tipificado, em 2015; desde então, ao menos 13.703 mulheres foram mortas pela condição de serem mulheres, uma média de quatro por dia.
Em oito de cada dez casos, o autor é o companheiro ou o ex-companheiro; o lugar mais perigoso para uma mulher segue sendo a própria casa — e as vítimas são, em sua maioria, mulheres negras: a trama de raça, classe e gênero outra vez à mostra, não como teoria, mas como necrológio.
Por trás de cada cifra há um nome. Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo, teve as pernas amputadas e morreu na véspera do Natal de 2025.
Cibelle Monteiro Alves, de 22, e Maria de Lourdes Freire Matos, de 25, integram a mesma lista que não para de crescer. O paradoxo é cruel — e é, ele próprio, o nó desta entrevista: o Brasil construiu um dos arcabouços legais mais avançados do mundo, a Lei Maria da Penha, a Lei nº 11.340, de 2006, reforçada em 2024 pelo chamado Pacote Antifeminicídio, com penas que chegam a quarenta anos — e, ainda assim, mata mais a cada ano. A lei, sozinha, não basta; entender o porquê é entender que a violência cumpre uma função.
A mesma função opera em escala planetária. Gaza oferece a imagem mais nua dessa economia da morte: entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas na Faixa estreita de terra onde Israel confina as Palestinas, uma média de pelo menos 47 por dia, segundo a ONU Mulheres. São, também elas, vidas que o mundo decidiu não chorar. Ou chora de forma impotente, sem nada poder fazer.
Para pensar tudo isso — o corpo como território, a violência como método, a reprodução como fronteira — poucas vozes têm a estatura de Silvia Federici. Nascida em Parma, em 1942, formada em filosofia pela Universidade de Bolonha e doutora pela Universidade de Buffalo, é professora emérita da Universidade de Hofstra, em Nova York.
Silvia Federici (Foto: Reprodução de videochamada).
Cofundou, em 1972, o Coletivo Feminista Internacional e a Campanha por Salário para o Trabalho Doméstico, dirigiu a luta pela liberdade acadêmica na África e recebeu, em 2018, o título de doutora honoris causa pela Universidade Leuphana de Lüneburg. É sua a tese que reorganizou o campo: a de que a acumulação primitiva não foi um episódio inaugural do capitalismo, e sim a sua condição permanente, e a de que a caça às bruxas, longe de superstição medieval, foi uma guerra contra o corpo e os saberes das mulheres, travada para discipliná-las à reprodução da força de trabalho.
Em Calibã e a Bruxa, O Ponto Zero da Revolução e Para Além da Periferia da Pele, ela ensina que o corpo nunca foi um recinto fechado, mas algo aberto ao mundo — e, por isso mesmo, o último território a conquistar e o primeiro a defender.
Ouvi-la, neste momento exato, não é luxo intelectual: é necessidade. Enquanto milhares de mulheres morrem — no Brasil e em Gaza —, Federici nos lembra que o corpo é a última fronteira do capital.
Esta entrevista foi obtida pelo mestre e doutorando em história comparada (PPGHC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Thiago Gama por videoconferência.
Professora, para a senhora a acumulação primitiva nunca foi um momento único, mas uma condição permanente. Em 2026, onde a senhora vê essa mesma violência em ação?
Silvia Federici — A violência da acumulação primitiva, ou acumulação original, nós a vemos hoje em toda parte. É uma violência inscrita na economia política internacional. Os planos de desenvolvimento propostos pelas instituições internacionais — o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional — e os países que as sustentam, a comunidade europeia, os Estados Unidos, exigem um processo contínuo de inclusão, de deslocamento, de despossessão.
Exigem a imposição, em escala mundial e sobretudo aos países que um dia foram colonizados, de políticas econômicas que são, na verdade, uma nova forma de colonialismo. E essa imposição só pode se realizar com o máximo de violência.
É por isso que, em todo o mundo, vemos formas de guerra permanente. Há guerra por toda parte. A Palestina e o Líbano são, evidentemente, a situação mais visível, mas a guerra está em toda parte, a violência está em toda parte.
A maioria dos países da África, hoje, paga mais em juros sobre as suas dívidas do que investe em serviços sociais. Os programas de ajuste estrutural que foram obrigados a adotar aumentaram ainda mais essas dívidas, a ponto de existir agora um fluxo permanente de riqueza que sai da África e da América Latina, organizado por meio do sistema financeiro.
A implementação das políticas econômicas internacionais requer violência, porque a política econômica internacional é uma política de recolonização. É uma política que conduz ao deslocamento, ao cercamento de terras, à expulsão de populações inteiras, e que impõe níveis severos de empobrecimento em escala mundial. Por isso, ela só pode ser implementada por meios violentos.
Do seu ponto de vista, Gaza é o corpo do mundo. Qual o seu comentário?
Silvia Federici — Gaza é muito visível. Penso que Gaza torna tudo muito visível e que fala pela situação do que é a política econômica internacional hoje, porque é um genocídio que agora acontece à luz do dia, à vista de todos.
Esse genocídio é subscrito, sustentado por todos os governos mais poderosos do mundo — não apenas os Estados Unidos, mas também a União Europeia — e não há oposição real.
É preciso acrescentar que a destruição terrível que vemos em Gaza, e que vemos agora no Líbano, convive com outra destruição que não é tão visível. É uma destruição que também leva à morte de milhões de pessoas, que leva ao empobrecimento de milhões, e que se organiza por meio da política econômica.
Ela se organiza, por exemplo, pelos programas de ajuste estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial a dezenas de governos. Quando se toma um empréstimo do FMI, é preciso aceitar o corte de todos os serviços sociais — ou seja, nenhum recurso para a educação, nenhum recurso para a saúde, nenhum recurso para garantir as necessidades básicas.
Isso conduz inevitavelmente à morte. As pessoas ficam sem meios de se alimentar ou de cuidar de si mesmas. Não podem permanecer nas suas terras; precisam abandoná-las, porque parte do acordo é abrir as portas a toda sorte de empresas — de mineração, de petróleo, do agronegócio. Gaza é visível; há, porém, outro genocídio invisível. É isso que precisamos compreender. Escrevi um artigo, há vários anos, intitulado “A Palestina é o mundo”.
A senhora chamou o corpo de última fronteira do capital. Num momento em que as máquinas digitais mapeiam nosso cuidado e nossas emoções, o corpo ainda é uma fronteira ou já foi conquistado?
Silvia Federici — É importante compreender isso. Faço referência à obra de uma feminista muito importante, que morreu há alguns anos, Maria Mies, autora do belo livro Patriarchy and Accumulation on a World Scale.
Antes de morrer, Maria Mies escreveu muito sobre o fato de que o corpo se tornou um dos principais terrenos da acumulação capitalista hoje. Há grandes indústrias construídas sobre a conquista do corpo. E, sim, há uma luta.
Não acredito que essa luta esteja perdida. Mas, certamente, hoje o corpo está sob enorme pressão. Há uma guerra contra a reprodução, e é uma guerra com muitas frentes. Veja a questão da natalidade, da procriação: há uma guerra tremenda no terreno da procriação, que decide quem pode nascer, quem pode se reproduzir e quem não pode.
Algumas pessoas são esterilizadas; mulheres são esterilizadas; a algumas mulheres se nega o direito de se reproduzirem, e a outras se nega o aborto. É importante entender que o capitalismo não força a todos da mesma maneira.
Há também a questão da saúde. Cada vez mais se perde o acesso à saúde. É caro demais ir a um hospital, é caro demais ir a um médico; em todo o mundo, os governos cortam o investimento em saúde.
Não é por acaso que vemos um aumento dos casos de câncer. Falo de uma guerra em curso que afeta o corpo. E há, naturalmente, o desastre ecológico: cada vez mais a própria natureza, o ar e a água que bebemos estão envenenados; os alimentos que comemos são produzidos com pesticidas e fertilizantes. Tudo isso tem um efeito sobre o corpo.
O ataque à natureza e a devastação ecológica têm um impacto imediato sobre os nossos corpos. O corpo é a última fronteira: de um lado, ele se tornou um lugar de investimento, um lugar de disciplinamento; ao mesmo tempo, é também um enorme lugar de resistência.
Em todo o mundo há uma luta — uma luta para subtrair a nossa vida, o nosso corpo, ao controle da disciplina capitalista. O movimento feminista é parte da garantia de que essa fronteira não se complete. Esse é um dos principais terrenos de luta do movimento feminista.
Alguns historiadores afirmam que os cercamentos dos campos — enclosures — foram o ponto de partida do capitalismo. A senhora, porém, sustenta que foi a captura dos corpos das mulheres que deram origem ao capitalismo. Poderia explicar essa tese?
Silvia Federici — O que afirmo é que há um cercamento não apenas da terra, mas também do corpo. O processo de cercamento não é apenas o da terra — em que antes se erguiam as cercas —, mas também o cercamento do corpo.
O cercamento do corpo é o corpo tomado por um conjunto de legislações e de formas de controle que impedem as mulheres de ter autonomia em relação à procriação, em relação à sexualidade e em relação à saúde do próprio corpo.
Não controlamos, por exemplo, os alimentos que comemos. Um dos terrenos de luta dos movimentos feministas em todo o mundo é justamente a luta pela terra, pela agricultura e pela alimentação.
Soberania alimentar. Bancos de sementes. Sabemos que há uma relação direta entre a terra, o alimento, o ar, a água e o nosso corpo. O que colocamos na terra também colocamos no corpo.
O aumento do número de cânceres, de doenças, está em relação direta com esse ataque — ataque à terra, ataque ao corpo. Há, ainda, toda a luta pela procriação: poder decidir se se quer ou não ter filhos, em vez de ser forçada a se esterilizar ou a procriar contra a própria vontade.
Esses são alguns dos terrenos mais importantes, tradicionalmente, do movimento feminista — mas são também terrenos em que o movimento feminista se conecta com outros movimentos: com o movimento ecológico e com o movimento em defesa de uma agricultura alternativa.
É importante perceber — como afirmei em um dos meus livros, Beyond the Periphery of the Skin — que o corpo não é autoencerrado. E não estou sozinha nisso. O capitalismo, os filósofos e teóricos capitalistas nos deram a ideia do corpo como algo fechado.
É importante ver o corpo como algo conectado, estendido — conectado com o mundo natural, conectado com outras pessoas. Aquilo que está no corpo nunca se define apenas pelo que se encontra dentro da periferia da nossa pele.
Professora, o Brasil vive um paradoxo. É um dos países que mais matam mulheres no mundo — a ponto de se cunhar o termo feminicídio. No entanto, possui uma legislação moderna, a Lei Maria da Penha, dotada de forte aparato protetivo. Mas essa lei não se mostra eficaz para estancar a epidemia de feminicídio no país. Em sua visão, por que isso acontece?
Silvia Federici — O Brasil tem uma riqueza imensa — minerais, agricultura, água. Assim se constitui uma política de exploração — e isso vale para o mundo todo, vale para os Estados Unidos, vale para a Europa —, uma política de exploração em relação à vida econômica, ao trabalho e à natureza, sem que se abandone, ao mesmo tempo, uma divisão hierárquica: brancos e negros, homens e mulheres.
Essas hierarquias precisam ser mantidas com violência. O feminicídio é resultado de duas coisas. De um lado, cada vez mais mulheres estão lutando, cada vez mais mulheres rejeitam o controle masculino sobre as suas vidas; a violência que ocorre é também uma resposta direta a essa luta.
De outro, existem políticas que exigem um aprofundamento das hierarquias, políticas que exigem que as mulheres sejam controladas — que o trabalho das mulheres, a procriação, sejam controlados —, o que instiga uma nova forma de patriarcado.
Isso é conveniente para os governos. Vemos isso na Argentina. Milei agora diz que a culpa da crise argentina é do movimento feminista — que teriam sido as mulheres a colocar o país em crise, por causa de todas essas leis que as favorecem.
É conveniente opor mulheres a homens quando as condições de vida de todos foram atacadas; é conveniente transformar as mulheres em bode expiatório. O feminicídio está aumentando no mundo inteiro.
É importante perceber que o feminicídio aumentou enormemente em toda parte — e assim se vê que não é só o Brasil, que o feminicídio é sistêmico. Há algo que tem a ver com as novas formas de desenvolvimento político e econômico, com as novas formas de vida, com as novas formas de capitalismo.
O feminicídio tem a ver com o fato de que há uma necessidade de uma nova divisão entre mulheres e homens, uma necessidade de um novo controle sobre a vida das mulheres, sobre o trabalho das mulheres. Assim, esse tipo de violência é funcional às novas formas de desenvolvimento político e econômico.
O lar já foi uma fábrica oculta de cuidado não remunerado. Hoje nosso cuidado e nosso afeto alimentam gratuitamente as máquinas de dados. Estaríamos diante de um novo cercamento?
Silvia Federici — Sim, claro. A alternativa ao trabalho não remunerado não está nessas formas de controle que, mais uma vez, individualizam as relações e isolam as pessoas. Elas obrigam a recorrer à máquina, em vez de construir uma relação mais ampla de solidariedade, uma forma mais ampla de vida comunitária.
O modo como a tecnologia entrou nas relações pessoais é uma expressão da crescente alienação em relação às outras pessoas e ao nosso próprio corpo. Sempre me surpreende que hoje as pessoas encontrem os seus parceiros por meio desses mecanismos de encontro, por meio de uma máquina.
Isso nunca acontecia, porque, quando eu era jovem, havia muitos lugares, muitas ocasiões para conhecer pessoas. Agora temos formas de vida que nos isolam, de modo que é preciso recorrer à internet para encontrar um amor, para encontrar um amigo.
O resultado é que cada vez menos passamos tempo com outras pessoas e, quando o fazemos, é sempre de maneira muito abstrata. Relações tão abstratas não produzem a forma de solidariedade que existe quando se compartilham tantas outras partes da vida.
A senhora é italiana. Giorgia Meloni representa a extrema direita na Itália. Poderia nos dizer algumas palavras sobre a política italiana sob o governo dela?
Silvia Federici — Não posso dizer muito, porque não a conheço o suficiente. Sei que é de direita e, como mulher de direita na Itália de hoje, ela apoiou toda a política de militarização e apoia Israel.
Quem deveria falar sobre isso são as pessoas que vivem lá. O que sei é que, infelizmente, temos agora esse governo de extrema direita, que investe nessa orientação e a sustenta; mas grande parte da Europa, neste momento, parece estar se deslocando para a direita.
No horizonte de uma ordem unipolar ou multipolar, a senhora vê os Estados Unidos como um país em declínio no mundo?
Silvia Federici — Todos falam em declínio. Prefiro não falar sobre o declínio dos Estados Unidos. Pode ser que exista; não sei. Mas sei que, neste momento, infelizmente, os Estados Unidos se recuperaram.
Última pergunta. O capital quer que se reproduzam trabalhadores; a senhora fala em reprodução da vida. Essa reprodução a serviço do capital pode produzir pessoas sem consciência, prontas para a guerra e para um novo nacionalismo?
Silvia Federici — Sim, claro. Ambas as coisas são verdadeiras. É evidente que querem que as mulheres produzam pessoas para o trabalho e soldados. Isso sempre foi assim, e hoje um pouco mais, porque vivemos um período em que a guerra se tornou algo permanente. Essa tem sido a tarefa atribuída às mulheres: produzir para o mercado e produzir as pessoas.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública — Retrato dos Feminicídios no Brasil (nota técnica, mar. 2026)
Senado Federal — Feminicídios crescem 4,7% em 2025
Senado Federal — Senado trabalha para combater brutalidade contra mulheres (casos de Tainara Souza Santos, Cibelle Monteiro Alves e Maria de Lourdes Freire Matos)
Agência Brasil — Brasil atinge recorde de feminicídios em 2025: quatro mortes por dia
CNN Brasil — Brasil tem maior número de feminicídios dos últimos 10 anos
Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006)
UN Women — More than 38,000 women and girls were killed in Gaza between October 2023 and December 2025
FEDERICI, Silvia. Além da pele: repensar, refazer e reivindicar o corpo no capitalismo contemporâneo. Tradução de Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Elefante, 2023. Editora Elefante
FEDERICI, Silvia. Caça às bruxas e capital: mulheres, acumulação, reprodução. Tradução de Gisela Bergonzoni. São Paulo: Elefante, 2025. Editora Elefante
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução de Coletivo Sycorax. 2. ed. rev. São Paulo: Elefante, 2023. [1. ed.: 2017] Editora Elefante
FEDERICI, Silvia. Mulheres e caça às bruxas: da Idade Média aos dias atuais. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2019. ufba.br Boitempo Editorial
FEDERICI, Silvia. O patriarcado do salário: notas sobre Marx, gênero e feminismo (v. 1). Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2021. Boitempo Editorial
FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. Tradução de Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2019. RP3
FEDERICI, Silvia. Reencantando o mundo: feminismo e a política dos comuns. Tradução de Coletivo Sycorax: Solo Comum. São Paulo: Elefante, 2022. Editora Elefante
DAVIS, Angela; HILL COLLINS, Patricia; FEDERICI, Silvia. Democracia para quem? ensaios de resistência. Tradução de VComunicações. São Paulo: Boitempo, 2023. Boitempo Editorial
FEDERICI, Silvia; GAGO, Verónica; CAVALLERO, Luci (org.). Quem deve a quem? Ensaios transnacionais de desobediência financeira. Tradução de Igor Peres. São Paulo: Elefante: Criação Humana, 2023. Editora Elefante
Edições portuguesas (Portugal — Orfeu Negro)
FEDERICI, Silvia. Além da pele: repensar, refazer e reivindicar o corpo no capitalismo contemporâneo. Tradução de Pedro Morais. Lisboa: Orfeu Negro, 2025. Orfeu negro
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: as mulheres, o corpo e a acumulação original. Tradução de Pedro Morais. Lisboa: Orfeu Negro, 2020. Hangar PÚBLICO