10 Julho 2026
Livro será lançado na terça-feira, 7 de julho, às 14h30 (15h30 Brasília). Obra apresenta um testemunho histórico sobre a construção do indigenismo contemporâneo no Brasil e a participação de Schwade em mais de seis décadas de atuação junto aos povos.
A reportagem é publicada po CIMI, 02-07-2026.
“Memórias das lutas à construção do indigenismo encarnado”, novo livro de Egydio Schwade, será lançado na terça-feira, 7 de julho, às 14h30 (15h30 Brasília), no Auditório do Sebrae, em Presidente Figueiredo (AM). Publicada pela Alexa Cultural, de Embu das Artes (SP), a obra apresenta um testemunho histórico sobre a construção do indigenismo contemporâneo no Brasil e a participação de Schwade em mais de seis décadas junto aos povos indígenas. O evento terá transmissão online pelas redes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Ao longo do livro, Egydio Schwade compartilha memórias, reflexões e análises sobre sua trajetória de vida dedicada à defesa dos direitos dos povos indígenas. Os textos abordam a renovação do indigenismo e a relação da Igreja Católica com os povos, o surgimento do movimento indígena e das entidades de apoio aos povos originários, além dos impactos provocados pelos projetos desenvolvimentistas na Amazônia. A obra também discute o distanciamento entre as políticas públicas e as especificidades das populações locais, evidenciando os processos de degradação ambiental, social e cultural que marcaram diferentes períodos da história recente brasileira.
Mais do que um relato autobiográfico, a obra apresenta um registro histórico da construção das políticas de proteção aos povos indígenas no Brasil, a partir da vivência de um de seus principais colaboradores. Ao reunir esse acervo de memórias experienciais, o livro oferece subsídios para compreender momentos decisivos na formação das instituições e movimentos que hoje atuam na defesa dos direitos territoriais, culturais e humanos dos povos originários.
Egydio Schwade é um dos principais nomes do indigenismo brasileiro, reconhecido recentemente pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) com a concessão do título de Doutor Honoris Causa. Participou da criação de organizações que marcaram a história da defesa dos povos indígenas no país, entre elas a Operação Anchieta (OPAN, atualmente Operação Amazônia Nativa), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o Movimento de Apoio à Resistência Waimiri-Atroari (MAREWA), a Casa da Cultura do Urubuí (CACUI) e o Comitê Estadual de Direito à Verdade, à Memória e à Justiça do Amazonas.
A trajetória do indigenista está profundamente vinculada à defesa dos direitos dos povos indígenas da Amazônia, especialmente do povo Waimiri-Atroari, o que o tornou uma referência nacional na documentação das violações de direitos humanos e na construção de iniciativas de solidariedade e resistência.
A publicação é destinada ao público em geral, especialmente a pesquisadores, estudantes, lideranças indígenas, agentes pastorais, profissionais das áreas de direitos humanos, história e antropologia, e a todos os interessados em compreender a trajetória das lutas indígenas no Brasil contemporâneo.
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