13 Janeiro 2026
Diante da perda da hegemonia global do Ocidente e da ascensão de potências como a China, as elites ocidentais parecem estar abandonando as formas liberais e democráticas em favor de fórmulas abertamente autoritárias ou neofascistas.
O artigo é de Juan Laborda, publicado por El Salto, 13-01-2025.
Eis o artigo.
O mundo atravessa uma profunda transformação geopolítica e social. O exemplo mais recente dessa mudança foi a ação unilateral dos Estados Unidos na Venezuela: no início de 2016, o presidente Donald Trump ordenou uma intervenção militar “cirúrgica” para derrubar o governo de Nicolás Maduro, bombardear instalações estratégicas e detê-lo ilegalmente. Essa operação, mais uma vez, violou flagrantemente o direito internacional. Contudo, vale ressaltar que Trump não é uma anomalia histórica. Pelo contrário, sua presidência reflete e exacerba tendências de longo prazo na política ocidental. Diante da perda da hegemonia global do Ocidente e da ascensão de potências emergentes (China), as elites ocidentais parecem estar abandonando as formas liberais e democráticas que outrora promoveram em favor de fórmulas abertamente autoritárias ou neofascistas. Gostaria de abordar quatro ideias-chave a esse respeito.
Em primeiro lugar, há a evolução do “ Totalitarismo Reverso ” — um conceito cunhado por Sheldon Wolin — para o neofascismo declarado no Ocidente, como resposta das elites à mudança no equilíbrio global de poder. A ordem liberal funcionou enquanto o Ocidente liderava; agora que essa liderança está diminuindo diante da China, as elites ocidentais estão fomentando uma guinada autoritária. Trump é um produto desse processo (embora presidentes anteriores também tenham violado o direito internacional de maneiras semelhantes).
Em segundo lugar, há a profunda crise do Ocidente, descrita por autores como Emmanuel Todd em A Derrota do Ocidente (Akal, 2024). A ordem neoliberal que emergiu após a queda do Muro de Berlim está ruindo: ela se baseava no culto ao mercado e na financeirização da economia, o que levou à concentração do poder corporativo e à violação de direitos humanos básicos (moradia, alimentação, energia, água, aposentadoria). Agora, esse modelo está entrando em colapso devido às suas próprias contradições.
Em terceiro lugar, destaca-se a notável visão de futuro de Franck Biancheri, europeísta e figura central do programa Erasmus, que por volta de 2010 previu com precisão muitos eventos atuais. Em seu livro A Crise Mundial: O Caminho para o Mundo Depois (2010), ele delineou dois cenários futuros — cooperação multipolar versus confronto dominado pelos EUA — e defendeu que a União Europeia se libertasse da influência anglo-saxônica e se aproximasse dos BRICS, alterando o sistema monetário internacional e reformando as organizações multilaterais. A realidade seguiu o segundo cenário, o do confronto, desencadeado pelos Estados Unidos, desde a crise na Ucrânia até outras guerras regionais, exatamente como Biancheri previu há mais de uma década. Analisaremos suas propostas e como a União Europeia, após alguns passos hesitantes sob Chirac, Schröder e Merkel, acabou se alinhando servilmente à agenda de Washington (mesmo durante o governo Obama), em detrimento de seus próprios interesses.
Por fim, em conclusão, argumentaremos sobre a necessidade de a Europa reagir à ascensão do neofascismo (personificado hoje em fenômenos como Trump) e evitar repetir a passividade dos governos de Neville Chamberlain ou Édouard Daladier diante do fascismo na década de 1930. Isso implicaria estabelecer um diálogo estratégico com o Sul Global — especialmente com a China — para reduzir a dependência europeia dos EUA (seja em infraestrutura financeira como o SWIFT, tecnologia digital, internet ou na governança de instituições multilaterais). Além disso, exigiria uma nova onda política progressista com um programa voltado para o desmantelamento da financeirização extrema, a reversão da captura do Estado pelas elites econômicas e a reconstrução da social-democracia. Para inspiração histórica, recordaremos as palavras de Franklin D. Roosevelt em 1936, que alertou que um governo controlado pelo “dinheiro organizado” é tão perigoso quanto um governo controlado pela máfia. Em última análise, a alternativa à retificação democrática seria enfrentar — mais uma vez — um confronto global contra o fascismo.
Desenvolvemos essas ideias em detalhes, com base em literatura acadêmica, ensaios recentes e análises da imprensa especializada, para fornecer uma visão abrangente da situação global atual. Neste blog, abordaremos os dois primeiros pontos.
Do “Totalitarismo Invertido” ao Neofascismo Ocidental
A noção de “Totalitarismo Invertido” foi formulada pelo filósofo político Sheldon S. Wolin para descrever a forma peculiar que o autoritarismo assume nas democracias liberais modernas, particularmente nos Estados Unidos. Ao contrário dos totalitarismos clássicos do século XX, o totalitarismo invertido não envolve um líder carismático e um partido único, mas sim uma estrutura de poder difusa na qual o Estado e as grandes corporações atuam em conluio sob o disfarce de instituições democráticas. Wolin observou um Congresso enfraquecido, um sistema jurídico que favorece os poderosos e dois partidos políticos que, na prática, respondem à mesma elite econômica e financeira, consolidando um regime que esvazia a democracia de sua essência, mantendo suas aparências. Nas palavras de Chris Hedges (que popularizou as ideias de Wolin), trata-se de um sistema onde as corporações corrompem e subvertem a democracia e “a economia triunfa sobre a política” — cada recurso natural e cada ser vivo se torna uma mercadoria a ser explorada, enquanto a população é manipulada pelo consumismo e pelo sensacionalismo.
Durante décadas — especialmente após o fim da Guerra Fria — esse modelo de “democracia administrada” serviu às elites ocidentais para legitimar a ordem liberal internacional sob sua liderança. No entanto, o que acontece quando o Ocidente deixa de ser hegemônico? Essa é a situação atual. A ascensão meteórica da China e de outros países emergentes marcou o fim da ordem neoliberal que surgiu após a queda da União Soviética, demonstrando que o Ocidente não domina mais o cenário econômico ou geopolítico. Consequentemente, as elites políticas e corporativas ocidentais demonstram menos interesse em preservar a fachada democrática que outrora promoviam. Há uma transição preocupante em curso, do totalitarismo invertido para formas mais explícitas de neofascismo. O atual sistema de governança neoliberal está esgotado e cedendo lugar a um impulso protofascista: uma mudança do atual totalitarismo invertido para o fascismo, como uma resposta desesperada à perda da hegemonia ocidental. Nessa dinâmica, o crescente poder da China desempenha um papel central: seu ímpeto tecnológico, industrial e financeiro é imparável, o que causa desespero em certos setores poderosos nos Estados Unidos. Ninguém consegue competir com um país que, além de um enorme desenvolvimento tecnológico, possui controle estatal sobre o sistema bancário e o planejamento de longo prazo. Diante disso, alguns indivíduos equivocados podem ser tentados a buscar um conflito militar para deter o inevitável.
Nesse contexto, Donald Trump deve ser compreendido como um sintoma, e não como uma causa. Trump canalizou o descontentamento de amplos setores da sociedade e, ao mesmo tempo, serviu a facções da elite dispostas a romper com as normas liberais tradicionais. Sua retórica nacionalista-autoritária, seu desprezo pelas normas internacionais e sua normalização do discurso de ódio indicam afinidades com práticas neofascistas. Não é coincidência que pensadores como Henry A. Giroux tenham descrito o trumpismo como uma forma de “fascismo neoliberal”, no sentido de fundir o ultracapitalismo desenfreado com a política do ultranacionalismo, da xenofobia e da repressão à dissidência. Sob Trump, o governo dos EUA adotou a noção de que “a força faz o direito” na arena internacional — como exemplificado pelo caso da Venezuela — e desmantelou os mecanismos internos de controle e equilíbrio de poderes.
No entanto, é crucial ressaltar que muitas características autoritárias já existiam antes de Trump. Wolin escreveu "Democracy Incorporated" em 2008, durante o governo de George W. Bush, em meio à "guerra ao terror" que introduziu práticas quase totalitárias, como vigilância em massa e tortura institucionalizada. O sucessor de Bush, Barack Obama, apesar de seu tom afável e cosmopolita, não reverteu essas tendências: manteve a vigilância da NSA, expandiu o programa de ataques com drones e interveio militarmente sem plena autorização da ONU (Líbia, 2011; Síria). Obama também apoiou a "mudança de regime" secreta na Ucrânia em 2014, onde a então Subsecretária de Estado Victoria Nuland desempenhou um papel ativo na transição política de Kiev, preparando o terreno para o atual conflito naquele país. Em suma, Trump herdou uma arquitetura de poder inclinada a desconsiderar o direito internacional quando isso convém aos interesses de Washington. A diferença é que Trump o utiliza de forma mais grosseira e visível, e também rompe com certos consensos bipartidários (por exemplo, ao menosprezar publicamente aliados europeus e organizações multilaterais).
Assim, a transição para um neofascismo ocidental não começou com Trump, mas certamente se acelerou sob sua liderança. Seu período na Casa Branca normalizou comportamentos antidemocráticos que antes eram impensáveis nos Estados Unidos (recusar-se a reconhecer resultados eleitorais, incitar violência política — como no ataque ao Capitólio em janeiro de 2021 — ou glorificar abertamente ditadores estrangeiros). Como explica a filósofa Wendy Brown, a crise das democracias liberais no Ocidente tem um componente niilista: à medida que os valores iluministas e a confiança nas instituições se corroem, emerge uma política cínica da vontade de poder, onde a verdade e a legalidade importam pouco. Nessa atmosfera decadente, a tentação em direção ao autoritarismo cresce.
Em suma, o Ocidente enfrenta uma deriva sistêmica: de uma ordem liberal-oligárquica disfarçada de democracia (um “Totalitarismo Reverso” corporativo), caminha para uma ordem pós-liberal abertamente autoritária (neofascista na política, racista e neocolonial na ideologia). Esse processo responde tanto a fatores internos — desigualdade extrema, agitação social, polarização cultural — quanto a fatores externos — perda da hegemonia global, surgimento de potências rivais. O desrespeito de Trump ao direito internacional na Venezuela é um sintoma: indica que as elites americanas (ou pelo menos um setor influente delas) estão dispostas a minar as regras vigentes para preservar seu poder. A grande incógnita é se as sociedades ocidentais tolerarão essa deriva ou se conseguirão detê-la a tempo por meio de movimentos democráticos renovados.
A crise do Ocidente e o colapso da ordem neoliberal
Paralelamente à transformação autoritária, o Ocidente sofre uma profunda crise socioeconômica e ideológica. O historiador e demógrafo francês Emmanuel Todd, em seu ensaio A Derrota do Ocidente (2024 ), analisa esse declínio multifacetado das sociedades ocidentais. Todd destaca elementos geoestratégicos — por exemplo, o confronto entre a OTAN e a Rússia na Ucrânia, que ele interpreta como resultado tanto do niilismo ocidental quanto da desintegração pós-soviética — mas também sublinha uma crise antropológica e cultural: o Ocidente perdeu sua visão de mundo coesa, entrando em uma “deriva niilista”. Após séculos de pensamento religioso (dentro da matriz cristã-protestante) e décadas de fortes ideologias políticas, as sociedades ocidentais hoje carecem de uma narrativa moral convincente; o resultado é um vazio de valores no qual “o niilismo torna tudo possível, absolutamente tudo”. Segundo Todd, essa ausência de limites éticos poderia explicar a brutalidade com que o Ocidente age tanto internamente (desigualdade desenfreada, colapso social) quanto externamente (guerras intermináveis, duplo padrão em direitos humanos).
De uma perspectiva econômica, a crise no Ocidente é em grande parte o colapso do modelo neoliberal estabelecido após a Guerra Fria. Esse modelo, que triunfou na década de 1990 após a queda do Muro de Berlim, baseava-se em certos dogmas: mercados livres ilimitados, globalização financeira, redução do Estado de bem-estar social e fé cega na autorregulação do capital. Por um tempo, o Ocidente apresentou esse modelo como o caminho para o progresso e a liberdade. Mas as últimas duas décadas expuseram seus efeitos destrutivos. O período neoliberal, como detalhamos neste artigo, tornou-se, em última análise, um regime de extração maciça de renda por uma elite, em detrimento tanto do trabalho quanto do próprio capital produtivo. Sob a promessa de “mercados livres”, houve, na verdade, um aumento colossal da desigualdade e uma erosão do padrão de vida da maioria. A financeirização da economia — isto é, a supremacia do setor financeiro especulativo sobre a economia real — levou à monetização de todas as esferas da vida humana, corroendo inclusive os princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na prática, os bens essenciais à vida foram deixados inteiramente à mercê do mercado: habitação, alimentos básicos, energia (eletricidade, aquecimento), água, pensões — tudo foi privatizado ou transformado em mercadoria, tratado como produto para o lucro de poucos. Uma “escassez artificial” desses bens essenciais foi fomentada restringindo o acesso apenas àqueles que podiam pagar os altos preços, gerando assim dependências sociais perversas.
Os resultados desse experimento neoliberal são evidentes: ineficiência econômica, devastação ambiental e sofrimento social. Embora a produção global tenha aumentado, a riqueza se concentrou nas mãos de um punhado de corporações e bilionários, enquanto milhões no Ocidente perderam a segurança econômica. Os países desenvolvidos viram o ressurgimento de problemas que pensavam ter superado: acampamentos de sem-teto em cidades mais ricas, trabalhadores pobres conciliando múltiplos empregos que ainda não conseguem se sustentar, jovens impossibilitados de sair de casa devido ao alto custo da moradia e idosos com aposentadorias irrisórias. Tudo isso minou a legitimidade do sistema. Hoje, tudo está à mercê dos caprichos do mercado — moradia, alimentação, energia, eletricidade, água, aposentadorias — por meio desse doce e venenoso elixir da financeirização. As consequências, mais uma vez: desigualdade, ineficiência, mudanças climáticas e a ascensão do fascismo. Há uma ligação direta entre o descontentamento social gerado pelo neoliberalismo e o ressurgimento da extrema direita. Quando grandes segmentos da população se sentem traídos pelo sistema, podem direcionar sua raiva para bodes expiatórios escolhidos por demagogos (imigrantes, minorias, potências estrangeiras) e adotar soluções autoritárias. O neoliberalismo, em sua fase final, está levando a uma reação antiliberal.
Outro aspecto da crise ocidental é a perda da liderança tecnológica e industrial para outras regiões. O Ocidente promoveu a globalização sob a premissa de que sempre teria vantagem em inovação e produtividade. Mas as economias emergentes, especialmente na Ásia, aproveitaram essa abertura para alcançar e até mesmo superar o Ocidente em certos campos. A China, por exemplo, não só se tornou a fábrica do mundo, como agora compete em inteligência artificial, telecomunicações 5G, energias renováveis, exploração espacial e muito mais. Essa mudança econômica tem profundas consequências geopolíticas: a ordem neoliberal era sustentável para o Ocidente enquanto este vencia, mas agora as regras do livre mercado global estão se voltando contra o Ocidente. É por isso que vemos uma contradição: governos ocidentais que antes defendiam o livre comércio agora implementam o protecionismo. A financeirização impulsionada por Wall Street também acabou por minar as classes médias ocidentais (com crises como a de 2008) e fortalecer atores não ocidentais que acumularam capital. Nas palavras de Emmanuel Todd, após a era da globalização “baseada no culto ao mercado”, o Ocidente enfrenta sua “derrota”: o sistema tornou-se insustentável e está ruindo.
Um claro indicador do colapso da ordem neoliberal ocidental é a cadeia de crises que se desenrolou desde 2008: primeiro, a crise financeira global (2008-2012), que afetou principalmente os EUA e a UE; depois, a crise do euro na Europa; a “década perdida” em termos de salários reais para muitas economias avançadas; após um breve alívio, veio a pandemia de COVID-19 (2020), que expôs fragilidades estruturais (sistemas de saúde pública deteriorados, dependência industrial da Ásia); e, finalmente, a crise geopolítica com a Rússia (a invasão da Ucrânia em 2022), que resultou em sanções econômicas contraproducentes para a Europa (causando a disparada dos preços da energia). Em conjunto, a Europa e a América do Norte enfrentam estagflação, endividamento, fragmentação política interna e perda de prestígio internacional. Esse clima decadente alimenta a percepção — refletida no ensaio de Todd — de que o Ocidente está moralmente derrotado e não oferece mais um modelo atraente para o resto do mundo. De fato, muitos países em desenvolvimento deixaram de seguir automaticamente as diretrizes ocidentais, como se observa na resposta morna de grande parte do Sul Global às sanções contra a Rússia. Isso sugere que a ordem liberal global se fragmentou; novas alianças Sul-Sul (BRICS+, OCS, etc.) estão surgindo, enquanto o Ocidente luta contra seus demônios internos.
Em suma, a crise do Ocidente é econômica, social, cultural e geopolítica. É a crise de um modelo — o neoliberalismo globalizado — que priorizou os lucros de curto prazo de poucos em detrimento do bem-estar de longo prazo das sociedades. É também a crise de legitimidade das elites que prometeram prosperidade generalizada e entregaram apenas austeridade e polarização. E, segundo autores como Todd, é a crise espiritual de uma civilização que, tendo perdido sua antiga bússola moral, se encontra desorientada em um vazio niilista onde a lei do mais forte pode prevalecer. Esse colapso da velha ordem, contudo, abre caminho para transformações: ou caminhamos para algo pior (novos fascismos, conflitos catastróficos), ou lançamos as bases para uma ordem mais equilibrada e humana. Para explorar alternativas, em nossa próxima publicação analisaremos as previsões de Franck Biancheri sobre como guiar o mundo multipolar emergente; e o que a Europa deve fazer diante do fascismo contemporâneo: é hora de autonomia e democracia.
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