Após recorde de queimadas no mês de junho, Pantanal pode enfrentar pior seca em 40 anos

Foto: Canva Pro | Getty Images

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11 Julho 2024

Diferentes organismos internacionais de defesa do meio ambiente projetam que 2024 será marcado pela mais grave seca da história do Pantanal. Nos últimos cinco anos, a região enfrenta a maior estiagem em quatro décadas, aponta um estudo feito a partir de dados de satélite divulgado no dia 3 de julho, pelo WWF-Brasil.

A reportagem é de Gilson Camargo, publicada por ExtraClasse, 10-07-2024.

O mês de junho teve neste ano a maior média de área queimada no Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registrada desde 2012, pela série histórica do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em apenas 30 dias, o fogo consumiu mais de 411 mil hectares do bioma, quando, na média histórica, o Pantanal costuma queimar pouco mais de oito mil hectares.

A seca que castiga a região entre maio e setembro, com a maior incidência de chuvas entre outubro e abril, chegou mais cedo ao Pantanal neste ano. Nos primeiros quatro meses, não ocorreram as cheias, e a média de área coberta por água foi de 400 mil hectares, 10% inferior ao registrado no período de seca do ano passado.

Aquecimento global – Tempos mais secos, baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas evidenciam os impactos das mudanças climáticas e do El Niño, explica a analista de Conservação do WWF-Brasil, Cyntia Santos. Ela alerta que a situação deve piorar nos próximos anos.

“Os incêndios no Pantanal tiveram, em 2024, o pior primeiro semestre dos últimos 26 anos, com junho batendo recorde de queimada. Mais de 700 mil hectares já foram atingidos, a maioria em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Até o fim do ano, o fogo deve destruir mais de 2 milhões de hectares no Pantanal.”

Marco Temporal

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 2 de julho, o Projeto de Lei 4566/23, o qual proíbe a imposição administrativa, legislativa ou judicial de qualquer marco temporal para fins de demarcação de terras indígenas. De autoria da deputada Célia Xakriabá (PSol-MG), que contou com contribuições da Apib, o PL também fixa o ano de 1500 como Marco Temporal do Genocídio Indígena e é uma resposta à Lei 14.701/2023, que legaliza a tese ruralista do Marco Temporal. A partir de agora, o PL segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça.

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