O ódio é uma doença. Artigo de Tonio Dell’Olio

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28 Fevereiro 2026

"Defender a democracia significa, em primeiro lugar, redescobrir o sabor da escuta, buscar um horizonte comum em vez de transformar o confronto em um campo de batalha. Significa proteger as palavras, especialmente no eco amplificado das redes sociais, onde cada mentira envenena o espaço público. Como escreveu Etty Hillesum, o ódio é uma doença que deturpa a nossa alma, "cada átomo de ódio que adicionamos ao mundo o torna ainda mais inóspito", escreve Tonio Dell’Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, publicado por Mosaico Di Pace, 18-12-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

“A história nos ensinou que a parada final do ódio, o genocídio, nunca chega de repente, mas passo a passo, precisamente quando as palavras violentas e doentias contagiam as pessoas. Somente por meio de um trabalho interior que nos ajude a redescobrir a dimensão moral podemos sair do nosso ego pequeno, redescobrir o sabor do diálogo com os outros e nossa pertença a toda a humanidade.”

Com esses sentimentos, foi redigida a Carta da Democracia, que será o fio condutor das comemorações do Dia dos Justos, celebrado em 6 de março, e valoriza os Jardins dos Justos, localizados em mais de 300 lugares ao redor do mundo.

Em tempo de autocracias e democracias desgastadas, enquanto o ódio se torna a linguagem cotidiana e a maioria corre o risco de se tornar tirânica, o Dia nos lembra que a democracia não é uma herança garantida, mas uma responsabilidade pessoal. Defender a democracia significa, em primeiro lugar, redescobrir o sabor da escuta, buscar um horizonte comum em vez de transformar o confronto em um campo de batalha. Significa proteger as palavras, especialmente no eco amplificado das redes sociais, onde cada mentira envenena o espaço público. Como escreveu Etty Hillesum, o ódio é uma doença que deturpa a nossa alma, "cada átomo de ódio que adicionamos ao mundo o torna ainda mais inóspito".

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