Iniciar processos. Artigo de Tonio Dell'Olio

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • “Jesus de Nazaré era uma pessoa vulnerável e frágil, não um herói, mas sim um fracasso”. Entrevista com Juan José Tamayo, teólogo

    LER MAIS
  • “Estamos caminhando para o enfraquecimento das instituições nos vários âmbitos do país institucionalizado que o Brasil já foi”, adverte o sociólogo

    “Promiscuidade antidemocrática” e crise do STF: as relações entre poder, dinheiro e religião. Entrevista especial com José de Souza Martins

    LER MAIS
  • Deus não trabalha com “escala 6x1”. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

26 Abril 2025

"Cada um desses gestos e escolhas exala futuro, ou melhor, desencadeia um processo que só pode acolher quem é capaz de silêncio. E de caminho", escreve Tonio Dell'Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 26-02-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Não é fácil abrir espaço nessa avalanche de palavras e lembranças do Papa Francisco que cada um sente o dever ou a necessidade de propor de cada fresta. Talvez seja o caso - neste momento - de sugerir como uma advertência, uma pedra angular, um farol, um sinal de direção que o Papa argentino indicou de forma clara e coerente: “Devemos iniciar processos mais do que ocupar espaços”. “Iniciar processos” significa fazer gestos e escolhas que sigam um percurso preciso, que abram novas brechas nas areias movediças das incertezas líquidas que nos envolvem, que saibam dizer, banindo a presunção do realizado e buscando, em vez disso, aquela da tarefa.

Para isso, deveríamos ser capazes de silêncio e de contemplação. Diante do gesto de se inclinar para beijar os pés dos adversários do Sudão do Sul, de escolher Lampedusa como o primeiro destino fora dos muros leoninos, de se mostrar nos últimos dias sem as vestes canônicas habituais do pontífice, para citar apenas alguns exemplos. Cada um desses gestos e escolhas exala futuro, ou melhor, desencadeia um processo que só pode acolher quem é capaz de silêncio. E de caminho.

Leia mais