Israel continua a atacar hospitais; a ONU fala do pior momento do cerco de 18 meses

Foto: WHO/ONU

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16 Abril 2025

51.000 pessoas morreram e 116.343 ficaram feridas desde que Israel lançou sua campanha de extermínio em Gaza em 7 de outubro de 2023. Dados do Ministério da Saúde de Gaza também mostram que, desde a violação unilateral do cessar-fogo pelo regime de Benjamin Netanyahu em 18 de março de 2025, 1.630 pessoas morreram e 4.302 ficaram feridas.

A reportagem é publicada por El Salto, 16-04-2025. 

Durante sete semanas, de acordo com o Hamas, a autoridade de Gaza, Israel impediu a passagem de bens essenciais, "incluindo suprimentos alimentares, medicamentos e combustível". Ontem, terça-feira, 15 de abril, a agência da ONU para a Palestina, UNRWA, lamentou que a situação atual no território costeiro seja "provavelmente a pior nos 18 meses desde o início das hostilidades".

Na terça-feira, um ataque aéreo israelense atingiu um hospital de campanha em al-Muwasi, perto da cidade de Khan Younis. Um médico foi morto e outras nove pessoas ficaram feridas em um ataque que, segundo autoridades palestinas, demonstra a intenção de Israel de destruir o sistema de saúde em Gaza. No domingo, 13 de abril, Israel lançou outro ataque ao Hospital Al Ahli, o maior do território.

Ontem, 15 de abril, também se soube que Israel matou 71 civis, incluindo nove crianças, no Líbano, onde um cessar-fogo acordado em novembro continua em vigor. Thameen Al-Kheetan, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pediu “investigações rápidas, independentes e imparciais sobre todas as alegações de violações graves do direito internacional humanitário” que ocorreram neste território.

Solidariedade de classe com a Palestina

Diante da inação dos governos que poderiam fazer algo para impedir a guerra, o movimento pró-palestino pediu aos trabalhadores do mundo todo que tomassem medidas contra o genocídio em seus próprios territórios.

A Federação Geral de Sindicatos em Gaza escreveu aos sindicatos dos EUA antes do Dia Internacional dos Trabalhadores, em 1º de maio, pedindo "intensificar a pressão sobre os locais de trabalho e as instituições de tomada de decisão para pôr fim ao apoio militar, financeiro e diplomático da administração dos EUA à ocupação; juntar-se e expandir as atuais campanhas de boicote"; e "implementar sanções trabalhistas em portos e aeroportos dos EUA para bloquear remessas de armas para Israel", entre outras medidas.

Na Espanha, a mobilização está direcionada para os vários pontos ao longo das costas do Mediterrâneo e do Atlântico, onde os navios Nexoe Maersk e Maersk Detroit devem transitar nestes dias. Na terça-feira, a campanha "Fi al Comerç de Armas" solicitou medidas cautelares aos tribunais de Barcelona, citando evidências de que o primeiro desses navios pode estar transportando suprimentos e o segundo está carregando componentes para os caças F-35 necessários para o extermínio israelense.

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