Como Leão Magno, que o Papa vá a Gaza. Artigo de Tonio Dell’Ollio

Foto: Jaber Jehad Badwan | Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

03 Setembro 2025

"Pedimos ao Papa que carrega o mesmo nome que vá a Gaza com os líderes de outras denominações religiosas e de outras religiões para parar o genocídio em curso. É o que pedem os moradores da Faixa e. acima de tudo, as crianças que continuam a morrer de fome, de bombas e de medo."

O artigo é de Tonio Dell’Ollio, publicado por Mosaico di Pace, de 02-09-2025. A tradução é de Luisa Rabolini

Eis o artigo.

Como não concordar com as palavras do Papa Leão? O apelo à paz torna-se uma exortação, quase uma súplica dirigida aos poderosos, e é contínua. “Convido todos a não ceder à indiferença, mas a se tornarem próximos com a oração e com gestos concretos de caridade”, disse no último domingo no Angelus. “Reitero com força o meu urgente apelo a um cessar-fogo imediato e a um sério empenho pelo diálogo.

É tempo de os responsáveis renunciarem à lógica das armas e trilharem no caminho da negociação e da paz, com o apoio da comunidade internacional. A voz das armas deve ser silenciada, enquanto a voz da fraternidade e da justiça deve se levantar.” Hoje, porém, chegamos ao ponto em que as palavras já não bastam mais. Tornaram-se fracas e correm o risco de parecer inadequadas. Este é o tempo das escolhas corajosas e proféticas. Segundo a tradição, em 452, o Papa Leão Magno viajou até as margens do Rio Míncio e confrontou Átila, o rei dos hunos que queria conquistar Roma.

Armado apenas com a cruz, conseguiu dissuadir de sua intenção o homem conhecido como "o flagelo de Deus". Pedimos ao Papa que carrega o mesmo nome que vá a Gaza com os líderes de outras denominações religiosas e de outras religiões para parar o genocídio em curso. É o que pedem os moradores da Faixa e. acima de tudo, as crianças que continuam a morrer de fome, de bombas e de medo.

Leia mais