“O padre não deve pedir nada”: Francisco limita ofertas nas missas

Papa Francisco | Foto: Vatican Media

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14 Abril 2025

  • O Dicastério para o Clero emitiu um decreto limitando as ofertas dos fiéis para que as missas incluam suas intenções, a fim de evitar "certas práticas que têm sido abusivas em vários lugares".

  • Indica também que, para os sacramentos, o sacerdote “não deve pedir nada, evitando sempre que os mais necessitados sejam privados do auxílio dos sacramentos por causa da pobreza”.

A informação é publicada por Religión Digital, 13-04-2025.

O Dicastério para o Clero emitiu um decreto, assinado pelo Papa Francisco, limitando as ofertas que os fiéis fazem para as missas que incluem suas intenções, a fim de evitar "certas práticas que têm sido abusivas em vários lugares", informou o Vaticano no domingo.

O documento atualiza o regulamento "sobre a disciplina das intenções da Santa Missa", que descreve como os padres devem agir quando os fiéis solicitam Missas com intenções especiais e, para isso, lhes dão uma oferta, geralmente uma doação financeira.

As novas normas reiteram que "de acordo com o uso aprovado pela Igreja, é lícito a qualquer sacerdote que celebra a Missa aceitar a oferta dada para aplicar a Missa de acordo com uma dada intenção".

Ficar com apenas uma oferta

Mas eles pedem que se tome cuidado para não acumular muitos em uma única missa e, em todo caso, o padre pode ficar com apenas um e dar o restante para "paróquias necessitadas".

"A aplicação coletiva de várias oferendas para uma única Missa é lícita somente se os ofertantes, prévia e explicitamente informados, tiverem consentido livremente", afirma o texto, acrescentando que "a vontade dos ofertantes nunca pode ser presumida ou inferida do silêncio".

Além disso, recomenda-se “oferecer a possibilidade de celebrar missas diárias com uma única intenção” e reitera que “a aceitação de ofertas durante uma simples celebração da palavra ou uma simples lembrança durante a missa é gravemente ilícita”.

"O padre não deve pedir nada"

Indica também que para os sacramentos, o sacerdote, “além das ofertas determinadas pela autoridade competente”, “não deve pedir nada, evitando sempre que os mais necessitados sejam privados do auxílio dos sacramentos por causa da pobreza”.

"Embora a Missa constitua a plenitude da vida sacramental, ela não é uma recompensa para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos", afirma o decreto, cujo objetivo é evitar que esta tradição da Igreja seja degradada por "práticas abusivas".

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