Novos cardeais têm grandes esperanças no Sínodo sobre a Sinodalidade

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02 Outubro 2023

Muitos dos prelados que o Papa Francisco criará cardeais no dia 30 de setembro participarão do Sínodo sobre a Sinodalidade ou foram muito ativos em suas fases preparatórias como líderes de suas dioceses.

A reportagem é de Carol Glatz, publicada por Catholic News Service, 29-09-2023. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os futuros cardeais Ángel Sixto Rossi, 65 anos, de Córdoba, Argentina, e Stephen Ameyu Mulla, 59 anos, de Juba, Sudão do Sul, participarão da assembleia de 4 a 29 de outubro em Roma.

Como jesuíta e especialista em discernimento espiritual, que é uma característica central do Sínodo sobre a Sinodalidade, Rossi comentou sobre a oposição ao Sínodo.

“É simplesmente uma visão farisaica de suspeita, o que é muito triste”, disse ele ao Catholic News Service em 28 de setembro.

“As pessoas comuns têm esperança e valorizam isso. Os outros temem ou criticam, mesmo sem saber o que vai acontecer”, disse.

Além disso, afirmou: “Há uma visão muito triste, uma posição fundamentalista, quase dirigida contra a figura do papa, à qual o papa, ao viver o Evangelho de forma inabalável, é sempre contra. Sempre que os homens e as mulheres vivem o Evangelho a sério, eles são sinais de contradição, e o papa é um deles”.

Mulla disse aos repórteres no dia 29 de setembro que tinha grandes esperanças no Sínodo.

“De uma forma muito simples”, disse ele, a sinodalidade “é uma forma de participar, é uma forma de comunhão, é uma forma de missão juntos”.

O cardeal designado Stephen Ameyu Martin Mulla, de Juba, Sudão do Sul, fala com um repórter na assessoria de imprensa do Vaticano em 29 de setembro de 2023. (Foto: Lola Gomez | CNS)

“Devemos esperar que este Sínodo traga muitas coisas que possam nos ajudar a compreender a nossa fé nos tempos modernos”, disse ele, e possivelmente ofereça soluções para “os muitos problemas, os muitos desafios” que a Igreja local e universal enfrenta.

O futuro cardeal italiano Pierbattista Pizzaballa, 58 anos, patriarca de Jerusalém, encorajou todos os padres e comunidades locais do patriarcado a serem ativos no processo sinodal.

Quando questionado sobre o que ele esperava que surgisse a partir da primeira assembleia, que começa no dia 4 de outubro, ele disse ao CNS em 28 de setembro que não esperava que o Sínodo desse “respostas precisas e específicas aos problemas”, mas sim “alguns critérios de interpretação que possam nos ajudar a enfrentar os problemas, os nossos problemas, cada um em sua própria situação”.

O futuro cardeal Américo Manuel Alves Aguiar, 49 anos, de Setúbal, Portugal, disse aos repórteres no dia 29 de setembro que o Sínodo deveria ser “um lugar onde todos deveriam se sentir livres para falar o que quiserem, o que o Espírito Santo faz em seus corações, para escutar com respeito, com interesse, e depois o Espírito Santo toma as decisões”.

“Esse é o caminho sinodal que queremos fazer, é o modo sinodal que queremos viver”, disse ele.

Ele ampliou o que Francisco havia dito na Jornada Mundial da Juventude em Lisboa e no avião de volta a Roma, sobre haver espaço na Igreja para “todos, todos, todos”.

“‘Todos, todos, todos’ não é a mesma coisa que ‘tudo, tudo, tudo’”, disse ele. "‘Todos, todos, todos’ são pessoas. Cada pessoa. Cada pessoa deve ser a razão da nossa preocupação, o centro do nosso trabalho, do nosso afeto, da nossa ternura, e é isso que o Sínodo quer fazer, aprofundar, significar.”

O futuro cardeal José Cobo Cano, 58 anos, de Madri, Espanha, disse ao CNS em 29 de setembro que o caminho sinodal “não é a metodologia de um congresso, mas sim uma metodologia do caminho do povo de Deus”.

O cardeal designado José Cobo Cano, de Madrid, Espanha, posa para uma foto enquanto se encontra com repórteres no Vaticano. (Foto: Lola Gomez | CNS)

O Sínodo sobre a Sinodalidade, disse ele, analisará como essa forma de caminhar pode ser “mantida na Igreja e transferida para a vida da Igreja de uma forma mais efetiva”.

O processo exige abertura, escuta e diálogo, disse ele, “como ao atravessar uma ponte juntos”.

“Se eu seguir um roteiro ou tentar convencer os outros dos meus planos, isso seria um parlamento. O Sínodo não é um parlamento, e eu não gostaria que começasse assim”, acrescentou.

Cobo disse: “Haverá questões que podem não ser importantes para a mídia, mas sim para a vida da Igreja, para a vida das paróquias, dos cristãos, das famílias cristãs. Eles vão dizer que essa é a questão que precisávamos debater. Acredito que esse será o sucesso do Sínodo, que responderá à sede que a Igreja tem neste momento”. 

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