Vaticano oferecerá transmissão ao vivo para um pequeno número de sessões do Sínodo

Mais Lidos

  • Católicos cínicos e a negatividade em relação ao Papa Francisco. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Influenciadores ou evangelizadores digitais católicos? Artigo de Dom Joaquim Mol

    LER MAIS
  • Campanha da Fraternidade 2024: Fraternidade e Amizade Social. Artigo de José Geraldo de Sousa Junior e Ana Paula Daltoé Inglêz Barbalho

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

14 Setembro 2023

Vaticano oferecerá transmissão ao vivo para um pequeno número de sessões do Sínodo.

A reportagem é de Carol Glatz, publicada por National Catholic Reporter, 08-09-2023.

Quaisquer limitações e regras relativas ao acesso aos meios de comunicação e às comunicações durante o próximo Sínodo dos Bispos estão enraizadas na “essência” de um Sínodo e destinam-se a ajudar os participantes no seu processo de discernimento, disse o chefe da comissão de comunicação do Sínodo.

“A forma como compartilharemos informações sobre o Sínodo é muito importante para o processo de discernimento e para toda a Igreja”, disse Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, aos repórteres em entrevista coletiva do Vaticano em 8 de setembro. Algumas das “poucas regras relativas à comunicação” decorrem da “essência do Sínodo”, disse ele, que o Papa Francisco sublinhou repetidamente não ser um “parlamento” ou convenção, mas um caminho de escuta e de caminhar juntos segundo o Espírito Santo. “Manter a confidencialidade, a privacidade e, eu diria, a sacralidade de certos lugares de diálogo no Espírito, faz parte do desejo de fazer destes momentos uma verdadeira oportunidade de escuta, de discernimento e de oração enraizada na comunhão”, falou.

A coletiva de imprensa com atualizações sobre o Sínodo, como funcionará e o que os repórteres podem esperar, ocorreu poucos dias depois de Francisco ter dito aos jornalistas a bordo de seu voo vindo da Mongólia que os debates na assembleia do Sínodo dos Bispos, de 4 a 29 de outubro, não serão abertos ao público ou aos repórteres para “salvaguardar o clima sinodal”. No entanto, disse Ruffini, algumas partes do Sínodo serão transmitidas ao vivo e abertas a repórteres credenciados:

  • Missa na Praça São Pedro, em 4 de outubro, de abertura da assembleia do Sínodo dos Bispos.
  • A primeira congregação geral, que começa naquela tarde com discursos do cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo, do cardeal Jean-Claude Hollerich, relator geral do Sínodo, e de Francisco.
  • O momento de oração que começa cada congregação geral para facilitar a “comunhão de todo o mundo de todo o povo de Deus”.
  • As sessões de abertura de cada um dos cinco segmentos ou “módulos” em que o Sínodo será dividido.

Os segmentos serão dedicados à sinodalidade, à comunhão, à missão e à participação e cada um incluirá sessões plenárias chamadas congregações gerais, bem como grupos de trabalho.

Um segmento final se concentrará na aprovação de um relatório de síntese que será discutido em uma congregação geral, seguido por grupos de trabalho acrescentando suas observações e, em seguida, um texto resumido será redigido para "registrar os pontos e propostas sobre os quais há acordo substancial, mas também aqueles de desacordo, indicando as diferentes posições e suas razões", disse Ruffini. "Os membros do grupo serão convidados a concordar se o relatório representa adequadamente o trabalho realizado em conjunto e não se todos concordam em cada ponto", disse ele. Será então submetido à aprovação da assembleia plenária e posteriormente entregue ao secretariado-geral.

Um documento final do Sínodo só será formulado e apresentado ao papa depois da segunda sessão da assembleia sinodal, em outubro de 2024. Os grupos de trabalho serão compostos por 10 a 12 pessoas que mudarão ao longo da sessão para incentivar uma maior interação com mais pessoas, disse Ruffini. Os grupos também serão divididos por idioma, e um repórter observou que faltava o alemão como idioma do grupo de trabalho, permanecendo o italiano, o inglês, o francês, o espanhol e o português.

Ruffini disse que isso era para que os falantes de alemão não ficassem apenas "conversando entre si" e para que contribuíssem ativamente em outros grupos "já que sabemos que eles falam outras línguas". Cada grupo de trabalho contará também com um especialista para facilitar o diálogo “no Espírito, que acompanhará o intercâmbio do ponto de vista metodológico”, disse. O calendário detalhado e as regras do Sínodo ainda estavam sendo finalizados, disse Ruffini. A Irmã Missionária Xavière Nathalie Becquart, subsecretária do Sínodo, contou aos repórteres sobre a vigília ecumênica de oração para o Sínodo que será realizada em 30 de setembro na Praça São Pedro.

Francisco enfatizou que não pode haver sinodalidade sem ecumenismo e nem ecumenismo sem sinodalidade, disse ela. Estarão presentes jovens, membros e líderes de diferentes comunidades e igrejas cristãs. Os líderes incluem o patriarca ecumênico ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu, o arcebispo anglicano de CanterburyJustin Welby, e William Wilson, presidente da Pentecostal World Fellowship e presidente da Oral Roberts University em Tulsa, Oklahoma.

A Praça São Pedro também será decorada com arbustos, árvores e flores para parecer um grande jardim e simbolizar a criação e com o crucifixo de São Damião de Assis. Foi diante deste crucifixo que São Francisco se sentiu chamado por Deus a “ir consertar a minha casa”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Vaticano oferecerá transmissão ao vivo para um pequeno número de sessões do Sínodo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU