Moçambique. Terroristas matam 11 cristãos na província de Cabo Delgado

Foto: Observador/YouTube

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Os preparativos de Trump para o controle do Brasil. Artigo de Luís Nassif

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

22 Setembro 2023

Um grupo de pelo menos 11 cristãos foi massacrado na última sexta-feira por terroristas no norte de Moçambique.

A informação é publicada por Notizie Geopolitiche, 21-09-2023.

Segundo informações prestadas à Ajuda à Igreja que Sofre (ACS) por Frei Boaventura, missionário dos Irmãos Pobres de Jesus Cristo na região, os assassinatos ocorreram na aldeia de Naquitengue, perto de Mocímboa da Praia, na província do Cabo Delgado. A área tem sido alvo de ataques de extremistas islâmicos desde 2017. Segundo o irmão Boaventura, os terroristas chegaram a Naquitengue no início da tarde e convocaram toda a população. Eles então separaram os cristãos dos muçulmanos, aparentemente com base em seus nomes e etnia.

“Eles abriram fogo contra os cristãos, crivando-os de balas”, diz o missionário. O ataque foi reivindicado através de uma declaração de um grupo local leal ao autodenominado Estado Islâmico. Os terroristas alegaram ter matado 11 cristãos, mas o número real de vítimas poderia ser maior e também houve pessoas gravemente feridas. Frei Boaventura diz que não é a primeira vez que este método é aplicado. O resultado foi um pânico generalizado na área. Os ataques ocorreram numa altura em que “muitas pessoas começavam a regressar às suas comunidades”, o que levou a um aumento “da tensão e da insegurança”. Devemos rezar pelos nossos irmãos que tanto sofrem”, acrescentou o missionário. Segundo o bispo de Pemba, António Juliasse, os ataques em Cabo Delgado e na província vizinha do Niassa resultaram no deslocamento interno de cerca de um milhão de pessoas e no assassinato brutal de outras cinco mil.

Mapa de Moçambique, destaque para a província de Cabo Delgado. (Fonte: Wikicommons)

Leia mais