Nicarágua. Seguem as prisões políticas

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07 Dezembro 2021

 

O governo de Daniel Ortega encarcerou 27 cidadãos e cidadãs nicaraguenses no final do mês de novembro. Familiares dos presos políticos afirmaram que em todos os casos se encontram em isolamento e sem acesso a visitas, seja de familiares ou advogados.

 

O informe é publicado por Jesuítas da América Latina, 02-12-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

A onda repressiva que se iniciou antes das eleições presidenciais, ocorridas em 07 de novembro, continuou durante todo o mês. Vários dos presos foi acusados oficialmente por infringir as leis de soberania nacional e por ciberdelitos.

A Organização dos Estados Americanos - OEA está avaliando a situação na Nicarágua e a aplicação da carta democrática, depois que 25 países declararam ilegítimas as eleições de novembro.

Organizações de oposição no exílio exigiram que chanceleres do Banco Centro-Americano de Integração Econômica - CABEI avaliassem o risco reputacional e econômico de continuar concedendo empréstimos a um governo como o da Nicarágua, considerado ilegítimo.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos - CIDH declarou desacato ao Estado da Nicarágua por não ter cumprido as políticas de proteção a favor de 21 presos políticos. “A posição da Nicarágua mostra a falta de vontade de cumprir com o respeito aos direitos humanos”, disse a CIDH.

A Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS reconheceu que a variante delta predomina na Nicarágua. Até o dia 17 de novembro, o Ministério da Saúde - Minsa reconhecia que quatro variantes da covid-19 circulavam no país.

Enormes filas de nicaraguenses se dirigem a Honduras para receber a vacina. Até o momento, 103 mil nicaraguenses foram inoculados com vacinas da Moderna e da Pfizer.

A crise na Nicarágua será discutida no Parlamento Europeu em 14 de dezembro. Os eurodeputados vão avaliar a situação no país desde as eleições de 7 de novembro e a repressão até o final de novembro. Eles afirmam que estão preparando uma nova ordem de sanções para os operadores do governo.

 

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