Nicarágua. Ortega elimina a oposição política em vista das eleições do próximo domingo

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03 Novembro 2021

 

Organizações internacionais demonstram repúdio à repressão de Daniel Ortega à oposição, tendo em vista as eleições nicaraguenses do próximo domingo, 07 de novembro de 2021.

 

O informe é dos Jesuítas da América Central, 25-10-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma resolução na qual exigiu a libertação imediata dos candidatos presidenciais e presos políticos na Nicarágua, a resolução foi aprovada com 26 votos a favor, nenhum contra 7 abstenções – de Barbados, México, Argentina, São Vicente e Granadinas, Bolívia, Guatemala e Honduras. A Nicarágua se ausentou da sessão. No texto, os países demandaram que as eleições de 07 de novembro na Nicarágua sejam realizadas sob observação da OEA e outra observação internacional de crédito; adiantaram que o resultado do pleito será avaliado durante uma assembleia geral de chanceleres, que ocorrerá no próximo 10 de novembro.

O candidato à reeleição da frente sandinista, Daniel Ortega, ordenou a prisão dos empresários Michael Healy e Alvaro Vargas; presidente e vice-presidente, respectivamente, do Conselho Superior de Empresas Privadas (COSEP), ambos são acusados pelo delito de lavagem de dinheiro e por atentar contra a soberania nacional, segundo a Lei 1055. Healy foi capturado depois de um mandado da procuradoria. Com ele, foi preso o condutor do veículo em que estava, Wilver Alvarado. Vargas foi preso em sua casa. A prisão de ambos líderes do COSEP foi repudiada por organizações nacionais e regionais do setor privado do setor empresarial da Guatemala até o Chile. Com estas prisões, são 40 opositores presos desde maio, entre candidatos presidenciais, lideranças campesinas, estudantes e empresários. O presidente da Câmara de Energia, Cesar Zamora, segundo vice-presidente do COSEP, assumiu a presidência da organização.

Os chanceleres da União Europeia solicitaram ao alto representante para assuntos externos e segurança, Josep Borrel, que prepare uma série de medidas contra o governo da Nicarágua que poderiam incluir mais sanções contra altos funcionários depois das eleições de 07 de novembro. Em uma entrevista, Borrell defendeu que “o presidente Ortega e sua vice-presidente Murillo, eliminaram a oposição política, assegurando sua vitória nas eleições de 07 de novembro. Esta é uma das piores ditaduras do mundo”.

Os Chanceleres enfrentaram a crise nicaraguense a pedido da Espanha, cujo chanceler José Manuel Álvarez qualificou a situação na Nicarágua de fraude eleitoral. Álvarez explicou que o Serviço Europeu de Ação Externa liderado por Borrell começará a trabalhar em uma série de medidas para a Nicarágua que incluiriam, se necessário, uma terceira rodada de sanções individuais contra o presidente Daniel Ortega. Desde 2020, a União Europeia sancionou 14 altos funcionários do regime, incluindo a vice-presidente e a primeira-dama Rosario Murillo.

O cartunista e ilustrador do jornal Confidencial, Pedro Javier Molina, foi galardoado com o reconhecimento de excelência do prêmio GABO 2021, concedido pelo Conselho Deliberativo da Fundação GABO. Segundo o ato de premiação, Molina é um dos comentaristas mais persistentes e incisivos dos processos contemporâneos de corrupção, avanço do autoritarismo, retrocesso das liberdades civis e abusos dos direitos humanos. Molina é o primeiro cartunista a ser reconhecido por excelência pelo prêmio GABO. Em 2019, ele recebeu o prêmio María Moors Cabot, da Universidade de Columbia, e o prêmio de excelência em caricatura da Associação Interamericana de Imprensa em 2018.

O escritor nicaraguense Sergio Ramírez defendeu o trabalho de jornalistas nicaraguenses independentes que, segundo ele, fazem o jornalismo das catacumbas pela segunda vez na história, agora apoiados pelas redes sociais. O romancista lembrou o jornalismo de catacumbas que se desenvolveu dentro das igrejas nos tempos da ditadura de Somoza, às vezes no escuro para levar comunicados e neutralizar a censura.

 

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