Nicarágua: “tantas famílias desagregadas por uma migração que sangra o país, estamos vivendo outro êxodo”, constata bispo de Matagalpa

Mais Lidos

  • “O mundo da educação foi sobrecarregado e perturbado pelo surgimento do ChatGPT”. Discurso do cardeal José Tolentino de Mendonça

    LER MAIS
  • O “Filioque” e a história. Artigo de Flávio Lazzarin

    LER MAIS
  • Genocídio Yanomami em debate no IHU. Quanta vontade política existe para pôr fim à agonia do povo Yanomami? Artigo de Gabriel Vilardi

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

06 Outubro 2021

 

“Hoje pensamos em tantas famílias desagregadas por uma migração que sangra a Nicarágua; mais uma vez os nicaraguenses sofrem a perda de muitos, de nossos melhores irmãos, homens e mulheres, inteligentes, ousados, criativos, empreendedores, trabalhadores, do campo e da cidade, os jovens e até crianças, que representam o futuro da nossa pátria. Caravanas completas de irmãos nicaraguenses que não encontraram em nosso país o que precisavam para viver com dignidade e buscam, mesmo arriscando a vida, outros horizontes. É mais uma dor na alma, a nossa alma dói de tanta dor”: ressaltou o Bispo de Matagalpa, D. Rolando José Álvarez, durante a missa celebrada no domingo, 3 de outubro, na Catedral de São Pedro Apóstolo.

 

A reportagem é publicada por Agência Fides, 05-10-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Partindo das leituras bíblicas da liturgia dominical, segundo a nota divulgada pela Conferência Episcopal da Nicarágua, enviada à Agência Fides, o Bispo se deteve em sua homilia sobre o sacramento do matrimônio e, portanto, sobre a família. “Como não pensar que a Nicarágua esteja vivendo outro êxodo, como um povo em busca de um futuro melhor, porque as portas em sua pátria se fecharam para eles”, disse D. Alvarez, que continuou: “Migrantes em busca de asilo, exilados, refugiados, prisioneiros, queremos estar juntos, porque, insistimos: a Nicarágua é de todos e todos temos o direito de viver em paz e liberdade, na justiça e na santidade, todos como irmãos; sem exclusões, sem nicaraguenses que sejam tratados como descartes”.

Na homilia da missa, também transmitida pelos meios de comunicação da Igreja e suas plataformas digitais, o prelado lançou um apelo: “Queremos viver sem periferias humanas, é preciso parar a espiral de violência contra a família, a família nicaraguense não pode continuar a se desintegrar, em primeiro lugar, porque a família, cada família sem distinções, é uma expressão da família do Deus Uno e Trino”.

Referindo-se ao texto do livro proclamado do Gênesis, D. Alvarez ressaltou que, longe de ser uma interpretação errônea comum, "tanto o homem como a mulher são da mesma natureza, iguais em dignidade e grandeza". A seguir, prosseguiu destacando as três notas que constituem o matrimônio: “unidade, indissolubilidade e fecundidade” e sublinhando que o matrimônio está sempre aberto à vida, “portanto os filhos, mais do que consequência do amor entre os dois, são a extensão, são a presença, são a expressão, são a manifestação do amor do casal que se uniu".

 

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Nicarágua: “tantas famílias desagregadas por uma migração que sangra o país, estamos vivendo outro êxodo”, constata bispo de Matagalpa - Instituto Humanitas Unisinos - IHU