Uma agnóstica no Sínodo dos jovens

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23 Outubro 2018

Representante no Sínodo de uma rede mundial de empresas, a jovem belga Marguerite-Marie Le Hodey também traz a voz dos jovens distantes da Igreja.

A reportagem é de Nicolas Senèze, publicada em La Croix, 19-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quando a Associação Mundial de Empresas Familiares propôs que ela fosse ao Sínodo dos jovens, Marguerite-Marie Le Hodey refletiu a resposta por quase um mês, dando a resposta apenas uma semana antes da abertura. Recém-formada em Direito Internacional, ela representaria aquela rede internacional que, desde o Sínodo sobre a família, trabalha com o Vaticano sobre a responsabilidade social das empresas.

Só que, embora nascida em uma família de empresários da imprensa em que o catolicismo desempenha um papel importante, a jovem se define agnóstica. “A única na sala”, garante, contando que perdeu a fé aos 7 ou 8 anos de idade. “Talvez por ter estado muito imersa nela”, reconhece simplesmente.

A jovem belga de 23 anos levou algum tempo para compartilhar a sua trajetória com os bispos presentes. “Enquanto estávamos na primeira parte, mais antropológica, as coisas andavam”, diz. Mas quando, em um segundo tempo, o Sínodo abordou os temas da vocação e do discernimento, as coisas se tornaram mais difíceis no grupo de trabalho anglófono, em que já haviam sido estabelecidas relações de confiança entre os participantes de todas as idades.

“Então, eu tomei a palavra para explicar a minha trajetória e levei 5-10 minutos para explicar por que não tenho mais fé, por que gostaria de crer, mas não creio”, resume essa moça que tinha um tio bispo na França.

Alguns se admiraram ao escutá-la, mas a maioria reagiu bem. “Eles ficaram muito impressionados: tive bons resultados”, conta Marguerite-Marie Le Hodey com entusiasmo.

Certamente, mais de um participante precisava desse testemunho que veio daqueles jovens distantes de uma Igreja que não sabe mais ir ao seu encontro. Mas a jovem agnóstica também reconhece como os diálogos do Sínodo a enriqueceram.

“Entre os jovens, somos apenas dois europeus não italianos, o que nos obriga a não nos fecharmos no nosso ponto de vista e a descobrir realidades muito diferentes em outros lugares, por exemplo, sobre a secularização”, observa, interessada também devido ao seu compromisso com as relações internacionais.

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