O Papa: a alegria cristã é a paz, não “momentos de doce vida”

Foto: L'Osservatore Romano

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29 Mai 2018

A alegria é o “respiro do cristão”, mas se trata de uma alegria de paz verdadeira e não enganosa, como a que oferece a cultura contemporânea, que “inventa tantas coisas para nos divertir”, tantos “momentos de doce vida”. Durante a missa matutina de hoje, 28 de maio de 2018, o Papa Francisco reafirmou novamente uma das características distintivas dos cristãos: a alegria, apesar das provações e das dificuldades.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 28-05-2018. A tradução é de André Langer.

Comentando as passagens da Primeira Leitura de São Pedro e do Evangelho de Marcos, o Papa insistiu, na capela da Casa Santa Marta, segundo indicou Vatican News, que um verdadeiro cristão não pode ser “sombrio” ou “entristecido”. “Ser homem e mulher de alegria”, constatou, significa “ser homem e mulher de paz, significa ser homem e mulher de consolação”.

“A alegria cristã é o respiro do cristão. Um cristão que não é feliz no coração não é um bom cristão. É o respiro, o modo de se expressar do cristão, a alegria. Não é uma coisa que se compra ou o que faço com o meu esforço. Não. É um fruto do Espírito Santo. Quem faz a alegria no coração é o Espírito Santo”.

A alegria cristã assenta-se, segundo o Papa Francisco, sobre a sólida rocha da memória: não podemos esquecer, afirmou, “o que o Senhor fez por nós”, “regenerando-nos” para uma nova vida. E também não podemos esquecer o que nos espera: o encontro com o Filho de Deus. Memória e esperança são os dois elementos que permitem aos cristãos viver na alegria, não uma alegria vazia, mas uma alegria cujo “primeiro grau” é a paz.

“A alegria não é viver de risada em risada. Não, não é isso. A alegria não é ser divertido. Não, não é isso. É outra coisa. A alegria cristã é a paz. A paz que está nas raízes, a paz do coração, a paz que somente Deus pode dar. Esta é alegria cristã. Não é fácil guardar esta alegria”.

O mundo contemporâneo – advertiu Jorge Mario Bergoglio em sua homilia – infelizmente contenta-se com “uma cultura não alegre”, “uma cultura que inventa tantas coisas para nos divertir”, muitos “momentos de doce vida”, mas que não satisfazem plenamente. A alegria, afirmou o Pontífice argentino, “não é uma coisa que você compra no mercado”; “é um dom do Espírito”, e também vibra “no momento das tribulações, no momento da provação”.

“Há uma preocupação positiva – concluiu o Papa –, mas há outra que não é positiva: a de buscar as seguranças em qualquer lugar, a de buscar prazer em qualquer lugar. O jovem do Evangelho temia que, se deixasse as riquezas, não seria feliz. A alegria, a consolação: nosso respiro cristão”.

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