14 Junho 2026
"Vamos precisar de todo mundo/para merecer quem vem depois/ pra varrer do mundo a opressão (...) Um mais um é sempre mais que dois!" ("Sal da Terra", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos)", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ, ao comentar o Evangelho do domingo desta semana.
Eis o texto.
No Evangelho desse domingo (Mateus, 9, 36-10,8), Jesus denuncia a realidade do seu tempo - que é também a de hoje: multidões desoladas, "cansadas e abatidas". E "lideranças" inescrupulosas, violentas, corruptas, expansionistas, discriminadoras (vide as guerras que matam centenas nesse exato momento e a "recepção" da Polícia de Imigração de Trump a algumas delegações que chegaram para a Copa). O povo "como ovelhas sem pastor"...
Mas Jesus fala também de como é grande a tarefa, a "messe". Da terra que nos alimenta e nos oferece suas belezas. Pede ao Pai/Mãe que envie operários, camponesas, para essa missão: "a colheita é grande mas os trabalhadores são poucos".
Lembra que "recebemos tudo de graça e de graça devemos dar": dádiva, gratidão e gratuidade são motores da vida feliz!
Entretanto, éramos e somos ainda poucos! "Vamos precisar de todo mundo/para merecer quem vem depois/ pra varrer do mundo a opressão (...) Um mais um é sempre mais que dois!" ("Sal da Terra", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos).
Como o futebol, tão presente nestes dias do torneio da Fifa, a vida é uma trama coletiva, compreensão do conjunto, esforço comum. Ninguém brilha sozinho - muito menos com egoísmo e aspiração ou ostentação de riqueza individual... Reconheçamos: a ideologia dominante do "cada um por si" tem milhões de adeptos!
Ainda assim, há um tantão a semear e colher na caminhada da vida... O "envio" está dado: sigamos despojados, carregados apenas de amor. Há muito o que colher, há muito que bem repartir, solidariamente dividir.
Amém, amemos!
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