As guerras não fazem sentido, a Igreja continua a elevar a sua voz proclamando o Evangelho. Íntegra da entrevista com Leão XIV voltando da França

Foto: Vatican Media

01 Outubro 2026

"Estamos vendo que a violência [...] nos aproxima cada vez mais a uma guerra, ou a diversas guerras, conflitos como aqueles que vemos no mundo de hoje. [...] Já não fazem mais qualquer sentido. Portanto, para esse fim, a Igreja continua a levantar a sua voz. Não podemos obrigar ninguém, às vezes pode parecer inútil, mas continuaremos a falar, continuaremos a convidar, continuaremos a proclamar o Evangelho."

Entrevista coletiva do papa Leão XIV a jornalistas, concedida a bordo do voo de retorno de Metz a Roma, na noite de segunda-feira, 28 de setembro de 2026, ao fim de sua viagem apostólica de quatro dias à França.

Publicada originalmente por L'Osservatore Romano, 29-09-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé: "Boa noite, Santidade. Obrigado por estes dias de viagem, obrigado por esta viagem intensa. Era certamente uma viagem muito aguardada, que trouxe grande alegria a muitos franceses por sua presença, por suas palavras; de fato, acredito que suas palavras tocaram profundamente o coração do povo francês. Penso também que trouxe alegria a muitos católicos, muitos cristãos que sentiram a sua fé fortalecida. Mas, talvez o senhor possa começar nos contando como vivenciou a viagem."

Começarei falando em inglês. E depois, se precisarem de tradução, podemos dar uma mão a vocês. Antes de mais nada, obrigado novamente pelo trabalho que vocês realizaram. Creio que estiveram bastante ocupados nos últimos quatro dias, em certo sentido, foi uma agenda muito intensa.

Estes quatro dias foram literalmente repletos de bênçãos. Quase milagres, eu diria, especialmente o tempo passado em Lourdes, caminhando juntos e acompanhando tantas pessoas doentes e sofredoras, e testemunhando como a graça da presença de Deus, manifestando-se de tantas formas diferentes, toque o coração das pessoas, transforme as suas vidas e, para usar uma expressão que citei ali, restitua a dignidade aos doentes, aos idosos e àqueles que em algumas partes da sociedade são marginalizados.

Houve, dessa forma, muitos sinais, muitas expressões e muitos símbolos ao longo desses quatro dias.

E, pessoalmente, senti-me realmente abençoado por ter tido o privilégio de visitar a França, para encorajar, sobretudo, os jovens que estão, naturalmente, à procura de algo.

Isso ficou muito evidente no estádio, à noite, com 80 mil jovens vindos de toda a França, com seu entusiasmo, sua alegria e sentimento de esperança que transmitiram, mas sobretudo, acredito que receberam e que poderão compartilhar com os outros.

Portanto, entre as muitas coisas diferentes que celebramos e vivenciámos nesses quatro dias, eu diria que esses foram alguns dos momentos mais marcantes, sem querer excluir outros, e que foram bastante significativos. Estou muito feliz por terem me acompanhado nesta viagem e, se tiverem alguma pergunta...

Cyriac Zeller, da agência de comunicação francesa "I-Media": "Boa noite, Santidade. Ontem, durante uma conferência de imprensa, as vítimas que o senhor encontrou disseram-nos que o senhor teria reconhecido a natureza sistêmica dos abusos sexuais na Igreja. É realmente isso? Poderia explicar a sua posição a esse respeito? O senhor considera que os abusos sexuais na Igreja seriam sistêmicos?"

Eu diria, sem querer contradizer ninguém, pois considero isso muito importante, que gostaria, antes de mais, de esclarecer que, durante o encontro com aquelas sete vítimas, pedi-lhes que me ajudassem a transmitir a outras vítimas a disponibilidade — tanto minha como da Igreja — para as escutar e acompanhar na sua caminhada rumo à cura, reconhecendo a dor causada nas suas vidas por causa de situações de abuso.

Muitas delas falaram de abuso sistêmico. Pessoalmente, prefiro expressar-me de outra forma, embora tenha falado de algumas organizações dentro da Igreja que, por vezes, como sistema — por assim dizer — agiram de forma abusiva.

Mas acredito ser importante fazer essa distinção. O abuso sexual é, antes de mais nada, um problema humano. Quando ocorre no âmbito da Igreja, assume, na realidade, outra dimensão, pois a vida de fé das pessoas é profundamente ferida e, por vezes, até mesmo destruída. A Igreja tem a responsabilidade particular de acompanhá-las e ajudá-las a buscar a cura. A esse respeito, conversei com elas sobre como a Igreja tem sido vista, em certo sentido, como responsável, mas também sobre o fato de que a Igreja, acredito eu, tem um papel importante em ajudá-las a encontrar a cura.

Xavier Le Normand, da revista francesa "Le Pèlerin": "Santo Padre, boa noite. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer-lhe pela sua Viagem Apostólica à França. Durante quatro dias, o nosso país viveu ao ritmo do entusiasmo generalizado despertado pela sua visita. Isso é um verdadeiro feito na França. Obrigado, Santo Padre! Vou continuar a minha pergunta em inglês. O lema da sua Viagem Apostólica era 'Para que o mundo tenha vida'. O tema dos cuidados no fim da vida apareceu repetidas vezes nos seus discursos. Na realidade, creio que o abordou em mais da metade dos discursos que proferiu na França. Refiro-me, em particular, ao discurso no Palácio do Eliseu e àquele em Lourdes, quando afirmou que o que é legal não é necessariamente moral, uma clara referência à recente legalização da eutanásia na França. Na França também vigora o princípio da laïcité, ou seja, a separação entre religião e política. Acredita que, em momentos importantes, quando o que está em jogo é significativo, essa fronteira, essa linha, deve ser ultrapassada em nome da primazia da consciência? E, se sim, o senhor já ultrapassou essa linha?"

Agradeço pela pergunta. Eu diria que, no que diz respeito à concepção da Igreja sobre a separação entre Igreja e política, ou entre Igreja e Estado, eu não a ultrapassei. Convido-o a ler ou reler a Magnifica humanitas, na primeira seção, nos dois primeiros capítulos, trato da Doutrina Social da Igreja e afirmo que, quando a Igreja fala de defesa da vida, quando aborda questões da Doutrina Social, não está entrando no campo da política, mas sim aplicando o Evangelho à vida das pessoas.

Pode haver políticos, tanto de esquerda quanto de direita, que defendem que a religião deve permanecer estritamente na esfera privada; que as pessoas podem fazer o que quiserem em suas vidas privadas, mas, como Estado, devemos permanecer separados. Na realidade, quando fui à França, fui principalmente para pregar o Evangelho, para anunciar a Boa Nova e para reafirmar as palavras do próprio Jesus Cristo, "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", portanto, para proclamar a verdade que Jesus nos oferece. A defesa da vida é um tema que, como todos sabem, a Igreja ensina e no qual acredita profundamente. Portanto, por um lado, eu estava obviamente ciente de que uma lei havia sido aprovada recentemente na França, enquanto outros países europeus e outras partes do mundo estão discutindo sobre as questões relacionadas ao fim da vida. Mas eu me encontrava em um lugar tão especial como Lourdes, onde as pessoas estão em busca de algo muito mais profundo e tentam compreender que suas vidas, mesmo em meio à doença, à deficiência ou a várias formas de sofrimento, têm um sentido. A Igreja, precisamente graças ao próprio Jesus, busca estar próxima dessas pessoas e afirmar os valores que, acredito, a própria vida traz em si para todos nós. Então, eu diria que, se isso é política, então eu me envolvi, mas não para interferir na política francesa. Fiz isso para ensinar o que a Igreja realmente acredita.

Íñigo Domínguez, do "El País": "Boa noite, Sua Santidade, obrigado por compartilhar este momento conosco. Também durante esta viagem, o senhor falou repetidamente sobre a 'cultura do descarte' que nos cerca, a marginalização daqueles que não são considerados produtivos, entre os quais os idosos e as pessoas com deficiência. Na Espanha, nestes últimos dias, estamos acompanhando um caso que exemplifica essa situação e provocou grande indignação pública: o de Mari Carmen, uma mulher de 87 anos com deficiência que foi despejada de sua casa em Madri por não conseguir pagar o aluguel. O valor do aluguel dela foi quintuplicado de uma só vez. Não sei se o senhor conhece o caso de Mari Carmen. Mas, de qualquer forma, qual é a sua opinião sobre o problema habitacional que existe em toda a Europa e no mundo inteiro, onde a especulação imobiliária expulsa os moradores das cidades e os jovens não têm condições de comprar uma casa? Qual é a sua visão sobre esse problema?"

Acredito que seja um bom exemplo de como a Igreja, enquanto comunidade, ou nós, enquanto seres humanos, enquanto comunidade — mesmo aqueles que não têm fé — devemos buscar soluções mais justas para garantir que casos desse tipo não ocorram. Não conheço o caso específico a que se refere, mas parece-me uma situação em que os vizinhos, a comunidade, a paróquia, a diocese ou o Estado deveriam intervir e se perguntar: como é possível que algo assim aconteça? O que há de errado no sistema que permite que uma idosa, ainda mais com deficiência ou com alguma dificuldade, seja expulsa de sua própria casa? A Igreja fala muito sobre marginalização e justiça. Convida, incentiva e busca, podemos dizer, despertar em todos a capacidade de responder com um maior senso de humanidade, de serem realmente sensíveis à dor e ao sofrimento dos outros. A crise habitacional, que existe hoje em muitos países, é um problema que uma única paróquia, uma única diocese ou até mesmo a própria Igreja não poderão resolver sozinhas. No entanto, acredito que há aqui um grande desafio, um desafio diante do qual talvez devamos exigir que líderes políticos e autoridades busquem uma solução. Pois o fenômeno está claramente aumentando, e muitas vezes reagimos apenas no momento de emergência, mas precisamos entender a verdadeira causa sistêmica desse problema e como se pode ajudar.

Manuela Tulli, da agência de notícias italiana "ANSA": "Boa noite, Santidade. Hoje, e, na verdade, ao longo de toda esta viagem, Vossa Santidade enfatizou a necessidade de diálogo. Ao dirigir-se à Europa, também falou sobre a ilusão do rearmamento, mas, ao mesmo tempo, disse que é preciso ter a coragem de fazer renúncias, sacrifícios pelo bem maior da paz. O conflito na Europa é aquele entre a Rússia e a Ucrânia, o que o senhor quis dizer ao falar desses sacrifícios? E, além disso, o senhor acredita na negociação, como demonstram os seus enviados — monsenhor Gallagher foi primeiro, e o Cardeal Zuppi está lá nestes dias — mas como é possível dialogar com um Estado que agride, bombardeia e ameaça não apenas a Ucrânia, mas também outros Estados europeus? Obrigada."

Obrigado. O primeiro ponto a destacar diz respeito aos princípios da Doutrina Social da Igreja, segundo os quais não pretendemos promover a violência, o ódio, os armamentos e os perigos presentes no mundo atual, incluindo aqueles vindos de alguns líderes de países que estão voltando a falar em armas nucleares e de guerras cada vez mais destrutivas, particularmente no que tange à questão da vida humana. Continuar a armar-se e a gastar naquela terrível indústria militar, que já há muitas décadas — do ano passado, há cinco anos — continua a promover os gastos militares. Um número muito reduzido está se enriquecendo enormemente graças a uma indústria que promove a guerra. No entanto, com esses bilhões e bilhões de euros ou dólares poderiam ser resolvidos problemas como a fome no mundo, a moradia, o desemprego, e outros. Todos estão à busca de uma voz capaz de oferecer uma alternativa, que não seja aquela de gastar mais com armas, pois isso apenas alimenta cada vez mais as tensões que poderiam levar à eclosão de outra guerra ou de outro conflito.

Estamos vendo que a violência, e o fato das potências que tentam impor a sua vontade pela força, em vez de dialogar e negociar sobre as diferenças que naturalmente podem existir, nos aproxima cada vez mais a uma guerra, ou a diversas guerras, conflitos como aqueles que vemos no mundo de hoje. Não sei o que os outros pensam sobre isso, e não se trata de ser políticos ou não, mas de uma voz que busque promover os valores da dignidade humana, da importância da vida e da possibilidade de eventualmente investir mais em saúde e educação e menos em armas. Acredito que a Igreja tem a responsabilidade de promover esses valores, convidando continuamente os líderes, como os da Rússia, da Ucrânia e de outros países, a virem, a sentarem-se à mesa, a dialogarem e a buscarem formas de resolver os problemas sem dar continuidade a essas guerras que já não fazem mais qualquer sentido. Portanto, para esse fim, a Igreja continua a levantar a sua voz. Não podemos obrigar ninguém, às vezes pode parecer inútil, mas continuaremos a falar, continuaremos a convidar, continuaremos a proclamar o Evangelho.

Justin McLellan, do "National Catholic Reporter": "Obrigado. Santo Padre, farei a minha pergunta em inglês. Em Paris, o senhor falou sobre a necessidade urgente de um discernimento ético em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial, após numerosos ataques cibernéticos perpetrados por agentes de IA fora de controle, vários líderes do setor tecnológico alertaram que essa tecnologia poderia destruir o mundo. Qual é o grau de sua preocupação com o fato de a inteligência artificial poder representar riscos catastróficos para a humanidade, ou até mesmo aniquilá-la completamente, e o que as nações, particularmente os Estados Unidos e a China, devem fazer para garantir que suas tecnologias sejam seguras para a humanidade?"

Obrigado. Se alguém me perguntasse: "Você está em pânico?", eu responderia: "Não, não estou. Consigo dormir à noite". No entanto, considero que as preocupações levantadas por muitos especialistas em inteligência artificial devem ser levadas a sério. Não creio que se trate de fake news, como alguns afirmaram, com o objetivo de obter vantagens financeiras ou de outra natureza. É interessante notar que, justamente hoje, li que o CEO da NVIDIA afirma ter encontrado uma maneira de inserir barreiras de segurança na IA, limites, garantindo que não saia de seus âmbitos específicos e cause o tipo de dano que está sendo discutido. Contudo, trata-se da mesma pessoa que defende que não deveriam haver limites nem regulamentações governamentais e coisas do gênero. Na minha visão, esse é um problema que precisamos discutir com calma. Devemos continuar a convidar líderes políticos, representantes do setor de IA, organizações sociais e associações para que se reúnam e analisem o que já está acontecendo e o que poderia ocorrer no futuro.

Acredito que simplesmente dizer "ah, isso não vai acontecer" e fechar os olhos diante dessa realidade provavelmente não é a maneira mais responsável de enfrentar a questão. O Vaticano criou sua própria comissão sobre inteligência artificial que, por um lado, nasceu como instrumento para coordenar o que nós mesmos estamos fazendo na Santa Sé, como utilizamos a IA e quais são os riscos e benefícios envolvidos. No entanto, desde a publicação da Magnifica Humanitas, temos recebido inúmeras consultas de pessoas dos mais diversos âmbitos e setores. Estamos, portanto, tentando continuar a promover o diálogo, o estudo e a pesquisa, para encontrar uma maneira de garantir que a IA não chegue ao ponto em que possa destruir a humanidade ou excluir a humanidade do debate. Sou relativamente otimista de que isso possa acontecer. Acredito que há pessoas suficientes seriamente interessadas nesse tema e dispostas a olhar além das questões, que, mais uma vez, estão ligadas ao poder, a quem chega primeiro, ao que acontecerá quando a IA se tornar o que chamamos de "Inteligência Artificial Geral", e assim por diante. Mas devemos continuar trabalhando, não podemos simplesmente ficar de braços cruzados e fingir que nada acontecerá.

Ludwig Ring-Eifel, da "KNA": "Hoje estivemos em Metz, muito perto da fronteira alemã, no entanto, o senhor ainda não visitou a Alemanha. Minha pergunta fundamental, então, é quando poderemos esperar sua visita do outro lado da fronteira, à luz de dois acontecimentos que talvez também possam também lhe preocupar: o declínio constante da Igreja Católica na Alemanha e a surpreendente ascensão de partidos extremistas no país, que ameaçam minar o consenso sobre a Europa, um tema sobre o qual o senhor falou hoje em Metz."

Obrigado pela pergunta. Com toda a humildade, posso dizer que sou Papa há apenas cerca de quinze meses. Há muitos lugares que ainda não visitei. Recebi um convite. Espero sinceramente voltar lá, pois já estive lá antes, mas não como Papa; de qualquer forma, espero visitar a Alemanha, assim como espero visitar muitos outros lugares. Mas ainda não tenho um programa definido. Ainda estou trabalhando no programa para o próximo ano, e a única viagem definitivamente agendada é a Jornada Mundial da Juventude na Coreia. Portanto, estamos ainda trabalhando. Mas obrigado pela paciência e pela pergunta. Quanto à sua observação de que a Igreja na Alemanha está morrendo, ou diminuindo em número de fiéis, o mesmo foi dito sobre a França no passado, no entanto, vimos o que aconteceu nos últimos quatro dias. Acredito que, se redescobrirmos o verdadeiro espírito missionário e a maneira correta de agir, ainda haverá muitas pessoas na Alemanha que desejarão viver e celebrar sua fé cristã e católica.

Por isso, estou otimista quanto a isso, embora reconheça os problemas e as diversas causas que atingiram duramente a Igreja, causas que também afetaram duramente a Igreja Evangélica ou Protestante e impactaram a sociedade de maneira muito semelhante. Mas realmente espero estabelecer um diálogo. Espero sinceramente continuar colaborando com os líderes da Igreja na Alemanha e encontrar formas de responder a essa situação. Seria interessante estudar e analisar se, e de que maneira, poderia haver uma relação, por exemplo, entre o crescimento desses grupos de extrema-direita — também a extrema-direita está agora se fragmentando, como pode se ver com um grupo específico tornando-se ainda mais extremista do que outros grupos considerados de extrema-direita — e uma certa combinação desses pontos de vista de extrema-direita com um tipo particular de religião, que — não apenas na minha opinião, mas também segundo líderes da igreja Católica e Protestante na Alemanha — não representa uma expressão autêntica do cristianismo.

E aqui retornamos, mais uma vez, aos valores do Evangelho, que não são o ódio e a divisão, mas a compreensão, a compaixão e o acompanhamento. Espero profundamente, e espero que a Igreja também possa contribuir para isso, que consigamos encontrar um caminho para alcançar a maioria das pessoas de boa vontade, para que compreendam a importância de seu empenho, até mesmo em termos de participação nos processos políticos, para fazer escolhas claras em prol do bem comum, em vez de optar por ideias extremistas que poderiam causar danos muito mais graves do que percebemos neste momento. Acredito, portanto, que todos nós devemos nos empenhar nesse sentido. Mais uma vez, cabe a nós, como Igreja, Doutrina Social da Igreja, falar, ensinar e pregar o que consideramos ser esses valores que geram vida, em vez de destruição, divisão e ódio.

Matteo Bruni: "Obrigado, Sua Santidade, obrigado por suas palavras, por sua disponibilidade e muito obrigado por estes dias de viagem juntos. Obrigado a todos, mais uma vez, pelo serviço prestado. Gostaria também de aproveitar a oportunidade para agradecer todas as pessoas que trabalham nos bastidores e que não recebem os aplausos que o Papa recebe à sua passagem, mas que contribuíram de forma determinante na organização desta viagem: tanto as pessoas da Santa Sé quanto aquelas na França, os bispos franceses e os muitos leigos que trabalharam na organização das diversas atividades. Dessa forma, gostaria de dirigir um agradecimento especial a todos eles e a vocês. Meus sinceros agradecimentos."

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