Parolin: “Vance vai querer ver o Papa, o protocolo está em ação”

Foto: Wikimedia Commons

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16 Mai 2025

E sobre o impasse em Istambul: “É trágico. Esperávamos que um processo lento, mas positivo, pudesse começar em direção a uma solução pacífica para o conflito. Estamos de volta ao início.”

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por La Repubblica, 16-05-2025.

Um encontro cara a cara entre o vice‑presidente dos EUA, JDVance, e o Papa Leão XIV durante a missa inaugural de seu pontificado? “Não sei. O problema é que há muitas delegações. O tempo é muito curto, então teremos que ver se há espaço.” O cardeal Pietro Parolin respondeu desta forma, à margem de um evento que ocorreu esta manhã no Augustinianum. “Provavelmente o protocolo está trabalhando nessa direção, mas não tenho notícias de última hora”, disse o Secretário de Estado do Vaticano. “Imagino que Vance tenha o desejo de conhecer o Papa.”

Mediação, a oferta do lugar

O Papa ofereceu mediação para ajudar a trazer paz à Ucrânia. “Em termos concretos — concluiu o Secretário de Estado do Vaticano —, creio que significa disponibilizar a Santa Sé para um encontro entre as duas partes, para que as duas partes se encontrem e, pelo menos, conversem entre si. Portanto, trata-se, antes de tudo, de uma questão de disponibilidade de lugar. Estamos disponíveis. A Santa Sé poderia ser um lugar muito adequado, com toda a discrição do caso.”

O Oriente Médio é uma história diferente: “A situação é diferente: estamos sempre dispostos a facilitar, mas agora essa ajuda pode assumir diferentes formas. Não é necessariamente mediação no sentido estrito, pode ser bons ofícios. Para Gaza, não creio que haja condições para um encontro no nível da Santa Sé”.

Istambul, um impasse “trágico”

Quanto às dificuldades que surgiram nas negociações sobre a Ucrânia, atualmente em andamento em Istambul, “tudo isso é trágico”, disse Parolin, “porque esperávamos que um processo lento, mas positivo, pudesse começar em direção a uma resolução pacífica do conflito. Estamos no começo de novo. Agora veremos o que fazer, mas é uma situação muito difícil. Muito dramática”, enfatizou Parolin.

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