“Compromisso é se afastar dos combustíveis fósseis”, diz presidente da COP30

André Corrêa do Lago | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / FotosPúblicas

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Como o dinheiro dos combustíveis fósseis transformou a negação climática na “palavra de Deus”. Artigo de Henrique Cortez

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

02 Abril 2025

A polêmica em torno da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas foi um dos temas abordados pelo embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, em sua participação no programa Roda Viva (TV Cultura), na última 2ª feira (31/3). O diplomata reiterou que o governo brasileiro segue engajado com o acordo de “se distanciar” dos combustíveis fósseis assinado na COP28 de Dubai, em 2023. Mas também disse que a decisão em torno da foz do Amazonas é uma decisão que cabe ao Brasil, considerando suas condições econômicas e sociais.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 01-04-2024.

“O compromisso do Brasil no Acordo de Paris é se afastar cada vez mais dos combustíveis fósseis”, disse Corrêa do Lago. “[Ao mesmo tempo] o Brasil tem que explorar as possibilidades que existem para o país. A decisão tem que ser tomada depois de um debate nacional”.

Sobre a participação dos Povos Indígenas e Quilombolas na COP30, o embaixador lembrou que a realização da Conferência em Belém (PA) é um “gesto político de aproximação” com essas comunidades. Sem detalhes, disse que as negociações serão abertas para a participação desses grupos. “O que estamos criando é um ‘círculo’ para a participação dos Povos Indígenas”, destacou.

Corrêa do Lago fez um mea culpa sobre a ausência dos Quilombolas entre os grupos lembrados na primeira carta pública da presidência da COP30, lançada no mês passado. O diplomata lamentou a situação e ressaltou que trabalhará para incluir essas comunidades nas discussões da COP. “Temos que conversar com eles, inclusive para assegurar que a participação deles seja reconhecida como legítima.”

O presidente da COP30 afirmou que o Tropical Forest Forever Fund (TFFF), fundo idealizado pelo Brasil, deve ser lançado em Belém. O grande desafio para viabilizar o fundo seria a captação inicial de US$ 25 bilhões. Esse montante inicial facilitaria a captação de outros US$ 100 bilhões entre investidores e agentes do mercado financeiro, disse.

“O que temos ouvido do mercado financeiro que o que está faltando é na realidade são esses primeiros 25 bilhões [de dólares] que precisam entrar para que tenham a expectativa de mais 100 bi. Reconheço que neste momento o que está faltando é esse comprometimento de fundos soberanos para os primeiros 25 bilhões, mas ouço dos investidores que tendo esses 25 de início, aparecerão 100”, disse Corrêa do Lago.

O embaixador defendeu que a capital paraense está se organizando de forma adequada para o evento, mas reconheceu que a comparação com COPs recentes, especialmente a COP28 de Dubai (Emirados Árabes), atrapalha. “Não acho que seja uma questão de atraso. As coisas estão mais ou menos dentro da previsão”.

A participação de Corrêa do Lago no Roda Viva foi repercutida por CNN Brasil, Folha, Poder360 e Valor, entre outros.

Leia mais