Programa de rádio enfatiza “ubuntu” e combate violência de gênero

Foto: UNICEF

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

20 Agosto 2020

A pandemia do coronavírus aumentou a vulnerabilidade de mulheres e meninas no Benin frente a agressões e outras formas de violência, também a doméstica. Com as igrejas fechadas, muitas mulheres perderam o contato com grupos de apoio, de consolo e de oração. 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

A coordenadora regional da África Ocidental para o programa de Iniciativas Ecumênicas de HIV e AIDS do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Ayoko Bahun-Wilson, passou a produzir, então, um programa de rádio semanal para as igrejas do Benin, chamado “Zero Violação, Violência Zero”. 

Mapa de Benin, África. (Foto: Africa Guide)

O objetivo do programa radiofônico, semanal, é falar sobre a violência sexual e de gênero, com o propósito de conscientizar pessoas a respeito dessas agressões. O “Zero Violação, Violência Zero” destaca homens e mulheres não-violentos como modelos para ajudar a desenvolver convivências civilizadas entre as pessoas, informou Bahun-Wilson ao serviço de imprensa do CMI

Pesquisa demográfica e de saúde realizada no ano passado indicou que mais de um quarto das mulheres do Benin, entre 15 e 40 anos de idade, afirmou ter sofrido violência física em algum momento da vida. “Essa situação se torna difícil quando meninas vivem em um contexto de casamento forçado ou casamento infantil”, afirmou a líder ecumênica. 

O covid-19 piorou o quadro, pois mulheres passaram a sofrer, também, de violência emocional e econômica. Muitas delas, comerciantes, vendedoras nos mercados, nas ruas, nas escolas, foram privadas de suas atividades por causa do bloqueio e sentiram uma drástica redução de renda. “Isso aumentou o estresse social combinado com o aumento da tensão de ter a família constantemente em casa, com acesso limitado à comida e ao lazer”, analisou Bahun-Wilson

Mesmo nesse quadro, a produtora do programa radiofônico não esmorece. “O espírito do ubuntu (termo zulu que significa, literalmente, ‘humanidade’ ou sua filosofia ‘sou o que sou pelo que nós somos’) a união nos dá esperança em tempos de crise, é o que nos capacita”, professou. E agregou: “Com , tudo é possível e qualquer situação difícil pode mudar e pode melhorar. Com fé, as pessoas se unem para mostrar solidariedade aos sobreviventes da violência sexual e de gênero, para compartilhar um sentimento de amor”.

Leia mais