Trump afirma agora que a guerra no Irã está “quase terminada”

Foto: Javad Esmaeili/Unsplash

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10 Março 2026

O presidente dos Estados Unidos assegura à CBS que a ofensiva, que agora qualifica como uma “pequena excursão”, vai “muito à frente do previsto”.

A informação é de Andrés Gil, publicada por el Diario, 10-03-2026.

“Quase terminada”. É o que disse o presidente dos EUA sobre a guerra que lançou contra o Irã ao lado de Israel, de acordo com uma conversa com a CBS. Segundo Donald Trump, a ofensiva vai “muito à frente do previsto”.

“Acho que a guerra está praticamente terminada. Eles não têm marinha, nem comunicações, nem força aérea”, disse Trump à CBS, acrescentando que os EUA estão “muito à frente” do seu prazo inicial de quatro a cinco semanas.

Questionado sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei — filho do assassinado Ali Khamenei e a quem Trump criticou abertamente —, ele afirmou: “Não tenho nenhuma mensagem para ele. Nenhuma mesmo”. Segundo a CBS, Trump disse que tem alguém em mente para substituir Khamenei, mas não forneceu detalhes.

Quanto ao Estreito de Ormuz, Trump disse que os navios estão passando agora, mas que está “pensando em assumir o controle”. Além disso, lançou outra ameaça ao Irã: “Eles dispararam tudo o que tinham para disparar, e é bom não tentarem nada engraçadinho ou será o fim daquele país”.

Durante um discurso aos republicanos da Câmara dos Representantes na tarde desta segunda-feira em Doral (Flórida), Trump afirmou que a guerra contra o Irã é uma “pequena excursão”.

“Nosso país está indo realmente bem, em um nível que ninguém jamais imaginaria. Fizemos uma pequena excursão porque sentimos que devíamos fazê-lo para nos livrarmos de um certo mal. Acho que vocês verão que será uma excursão curta”, disse Trump. “Já vencemos em muitos aspectos, mas não vencemos o suficiente. Avançamos, mais decididos do que nunca, para alcançar a vitória definitiva que ponha fim a este perigo de uma vez por todas.”

O presidente dos EUA qualificou a Operação Fúria Épica como “uma das mais complexas e impressionantes jamais realizadas”.

Trump afirmou reiteradamente, sem qualquer prova, que Teerã estava começando a reconstruir o programa nuclear que, segundo ele, havia sido “aniquilado” pelos ataques americanos em junho do ano passado. Da mesma forma, afirmou que, sem o ataque atual, o Irã teria lançado mísseis em uma semana contra os EUA e seus aliados: “Seus líderes terroristas desapareceram ou estão contando os minutos para desaparecer. E agora, ninguém tem ideia de quem serão as pessoas à frente do país. Não pararemos até que o inimigo seja totalmente derrotado”.

Em uma coletiva de imprensa após o discurso, Trump detalhou: “Estamos alcançando grandes avanços em direção ao nosso objetivo militar. E algumas pessoas poderiam dizer que já está praticamente concluído. Aniquilamos completamente toda e qualquer força do Irã”.

Ao mesmo tempo, Trump assegurou que “é o começo da construção de um novo país. Tudo foi destruído. E vamos além. Mas o grande risco desta guerra terminou há três dias. Nós os aniquilamos nos dois primeiros dias. Portanto, o que resta agora é uma questão de determinação — no que diz respeito à minha postura e à da equipe do governo Trump — sobre o que queremos fazer”.

“Eles iam se apoderar do Oriente Médio e iam tentar destruir Israel”, disse o presidente dos EUA para justificar seu bombardeio unilateral e ilegal sobre o Irã. “Nós os detivemos no momento oportuno. E estamos muito orgulhosos de ter participado desta ação. Isso terminará logo e, se voltasse a explodir, receberiam um golpe ainda mais contundente. Além disso, estamos levantando certas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir os preços. Temos sanções impostas a alguns países; vamos levantar essas sanções até que a situação se normalize. E então, quem sabe, talvez não tenhamos que reimpô-las; talvez reine uma paz absoluta. No entanto, chegado o momento, a Marinha americana e seus aliados escoltarão os petroleiros através do estreito de Ormuz se for necessário. Espero que não seja necessário, mas se for, os escoltaremos diretamente por ele. Mas confiamos que não tenhamos que recorrer a nada disso. E, mais uma vez: se o fizerem [atacar], daremos um golpe de uma magnitude jamais vista”.

Irã responde que pode “expandir” a guerra

A Guarda Revolucionária iraniana respondeu nesta terça-feira às mensagens do presidente americano afirmando que seus mísseis são “agora mais potentes do que no início da guerra” e que tem a capacidade de “expandir” o conflito.

“Estamos dispostos a expandir a guerra; a segurança será para todos ou haverá insegurança para todos. Somos nós quem determinaremos o fim da guerra”, sublinhou o corpo militar de elite em um comunicado divulgado pela agência Fars.

“O mentiroso presidente dos Estados Unidos, para escapar da pressão da guerra e acabar com o desespero dos soldados americanos na região, proclamou falsamente o fim do poder das forças armadas da República Islâmica”, destaca a Guarda Revolucionaria na nota.

Sobre o arsenal de mísseis do Irã, asseguram que estes são “agora mais potentes do que no começo da guerra, com maior volume e ogivas de mais de uma tonelada”. As forças iranianas também se referiram à situação no estreito de Ormuz, sobre o qual Trump disse considerar “tomar o controle”.

“[Trump] afirma a presença de navios comerciais e militares na região e sua passagem fácil pelo estreito de Ormuz; enquanto isso, navios de guerra americanos posicionaram-se a mais de 1 mil quilômetros da zona para se protegerem dos potentes mísseis e drones iranianos”, sustentou a nota.

Trump reafirma suas ameaças

Nesse sentido, Trump publicou posteriormente um post na Truth Social reafirmando as ameaças ao Irã: “Se o Irã fizer algo que interrompa o fluxo de petróleo no estreito de Ormuz, os Estados Unidos o golpearão 20 vezes mais forte do que fizeram até agora. Além disso, destruiremos alvos facilmente destruíveis que tornarão praticamente impossível para o Irã se reconstruir como nação. A morte, o fogo e a fúria reinarão sobre eles, mas espero e rezo para que isso não aconteça! Este é um presente dos EUA para a China e para todas aquelas nações que utilizam intensamente o estreito de Ormuz. Esperemos que seja um gesto amplamente apreciado”.

Em uma conversa com o New York Post, Trump afirmou que “não está feliz” com o fato de Khamenei (filho), de 56 anos, ter substituído seu pai. E qual será a resposta dos EUA? “Não vou te dizer”, respondeu Trump sobre os planos para Khamenei. “Não vou te dizer. Não estou feliz com ele”.

O presidente dos EUA expressou exigências de participar na escolha da nova cúpula do Irã, com a ideia de replicar o modelo aplicado à Venezuela e alcançar um governo tutelado em Teerã, amigo de Washington e Tel Aviv, que lhe permita explorar o petróleo e outros recursos.

Em outra conversa, desta vez com a NBC, Trump declarou que não queria falar sobre se gostaria que os EUA se apropriassem do petróleo iraniano, mas acrescentou: “Certamente, falou-se sobre isso”.

“Olhem para a Venezuela”, disse Trump à NBC. “As pessoas pensaram nisso, mas é muito cedo para falar sobre isso.”

Tomar o controle de uma parte do petróleo iraniano poderia tensionar as relações dos EUA com a China. Cerca de 80% das exportações de petróleo iraniano destinam-se à China, a segunda maior economia do mundo e o maior rival geopolítico dos EUA.

Um novo vídeo desmente Trump e aponta um Tomahawk dos EUA como autor do massacre de 175 pessoas na escola iraniana

Na entrevista, Trump reiterou seu descontentamento com a escolha do novo líder supremo: “Acho que cometeram um grande erro. Não sei se ele vai durar. Acho que cometeram um erro”.

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