A quarentena total da Itália

Reprodução: Agência Brasil

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10 Março 2020

Já são quase 500 mortes e mais de nove mil casos no país. Leia também: a justificativa da OMS para não decretar pandemia.

A informação é publicada por Outra Saúde, 10-03-2020.

Ontem, a Itália se tornou o primeiro país a entrar inteiramente em quarentena por causa do novo coronavírus. O número de casos bateu a marca dos nove mil, com 5.049 pacientes internados, sendo 733 em unidades de terapia intensiva. Foram confirmadas 463 mortes. “Não existe mais zona vermelha, uma zona um ou uma zona dois. Haverá a Itália. Uma Itália zona protegida”, afirmou o primeiro-ministro Giuseppe Conte. E continuou: “A decisão certa hoje é ficar em casa. O futuro da Itália está em nossas mãos, que devem ser mãos responsáveis, mais do que nunca. Cada um deve fazer a sua parte.”

Todos os deslocamentos, inclusive os de turistas, vão precisar ser autorizados por agentes de segurança pelo menos até o dia 3 de abril. Caso o cidadão esteja fora da própria cidade, poderá voltar. A circulação será liberada por razões de saúde, trabalho ou “casos de necessidade”. Há um formulário na internet para que as pessoas preencham seus dados e os motivos da viagem. Segundo especialistas, isso torna o controle da movimentação dos cidadãos mais frágil. Mas, de acordo com o primeiro-ministro, haverá sanções – como multa e prisão por até três meses – caso as autoridades constatem que as informações são falsas.

Além das aulas paralisadas, foram vetadas atividades culturais, missas, casamentos, funerais e eventos esportivos. Bares e restaurantes só podem funcionar até 18h. Lojas podem abrir, desde que tenham condições de garantir uma distância mínima de um metro de distância entre os clientes. As visitas às prisões foram proibidas – o que provocou rebeliões em 28 centros de detenção no país. A revolta teve como saldo ao menos sete mortos. Trinta detentos estão foragidos.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirma que o governo não tem planos de trazer brasileiros que estão no país. “Não existe no radar essa possibilidade”, afirmou ontem, justificando que há dezenas de milhares de brasileiros morando na Itália.

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