O enviado chinês à Ucrânia: “Queremos chegar a uma trégua e restaurar a paz o mais rápido possível”

Foto: Reprodução Facebook Володимир Зеленський (Volodimyr Zelensky)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Mai 2023

O enviado especial chinês para os Assuntos euroasiáticos, Li Hui: "A China está disposta a incentivar a comunidade internacional para formar o maior denominador comum para resolver a crise ucraniana".

A reportagem é de Davide Falcioni, publicada por Fanpage.it, 18-05-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Pequim não desiste da busca de uma solução diplomática para o conflito na Ucrânia. De fato, o enviado especial chinês para Assuntos euroasiáticos, Li Hui, visitou Kiev ontem e anteontem, onde trocou opiniões com o presidente Volodymyr Zelensky, o ministro das Relações Exteriores Dmitro Kuleba e outros líderes sobre maneiras de pôr um fim à guerra por meio de uma solução política.

Mesmo não existindo uma "panaceia", Li exortou todas as partes a criar as condições para as conversas de paz, informou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, segundo o qual "a China está disposta a incentivar a comunidade internacional para formar o maior denominador comum para resolver a crise ucraniana".

O objetivo da China é "parar os combates, chegar a um cessar-fogo e restaurar a paz o mais rápido possível", informou o comunicado. Li Hui, enviado especial da China para os Assuntos eurasiáticos, visitou Kiev nos últimos dias: ex-embaixador na Rússia, em breve viajará também para a Polônia, França, Alemanha e, finalmente, para a Rússia. Li é o mais graduado oficial chinês a visitar a Ucrânia desde a invasão da Rússia em fevereiro de 2022: as relações bilaterais entre a China e a Ucrânia também foram discutidas com as autoridades de Kiev, como explica a Reuters, e ambos os lados concordaram em trabalhar para manter o respeito mútuo e continuar a avançar com uma cooperação mutuamente vantajosa.

No entanto, o caminho para uma trégua ainda é difícil. De fato, a Ucrânia reiterou ontem que não aceitaria propostas de cessão de território para a Rússia em um eventual plano de paz de Pequim, assim como não aceitaria um cessar-fogo baseado no congelamento das atuais posições do conflito, que considera muito favoráveis a Moscou. Kiev considera "importante" a "participação" da China nos esforços de paz, mas "não aceitará nenhuma proposta de paz que preveja uma cessão de território à Rússia ou um congelamento do conflito", reiterou o chanceler ucraniano, Dmytro Kuleba, no final da conversa com o emissário chinês Li Hui.

Kuleba enfatizou ao enviado de Pequim a necessidade de "respeitar a integridade territorial" da Ucrânia, louvando ao mesmo tempo o papel "importante" da China. O ministro ucraniano "explicou em detalhes ao representante especial chinês os princípios de restauração de uma paz duradoura e justa, baseada no respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia", declarou o ministério num comunicado.

Leia mais