11 Setembro 2026
"Caminhemos com o nosso povo: oremos com eles, escutemos a Palavra com eles, celebremos a Eucaristia com eles. Busquemos com eles, a cada dia, a face do Senhor", exortou Leão XIV aos participantes do curso para bispos recém-empossados de todo o mundo.
A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 10-08-2026.
"Eis o nosso modelo. O bispo é um homem que aprende cada dia mais a amar o seu povo: a conhecer as suas alegrias e tristezas, a partilhar os seus sonhos, a alegrar-se ao ver as comunidades crescerem", sublinhou o Papa, antes de definir as atribuições dos novos bispos: "Ordenareis sacerdotes e diáconos, conhecereis jovens cheios de entusiasmo, vereis a generosidade silenciosa de tantos religiosos e religiosas, missionários, catequistas e famílias, e descobrireis cada vez mais quão belo é o Povo de Deus."
"Amem as pessoas que o Senhor lhes confiou. Aprendam seus nomes, ouçam suas histórias, entrem em suas casas quando puderem, orem com elas", continuou Prevost, insistindo que "a presença do bispo diz tudo, mesmo antes de suas palavras. Uma visita, uma bênção, um tempo gasto com um padre, ouvir uma família, conversar com um jovem: esses são pequenos gestos, mas podem ficar gravados no coração de uma pessoa por toda a vida."
Leão XIV, por sua vez, falou de "solicitude pastoral", que significa "carregar o próprio povo no coração". "Assim, a Igreja para a qual fostes enviados torna-se cada vez mais parte da vossa vida, quase parte de vós mesmos. Isto é característico da paternidade episcopal: ter uma grande alma, grande o suficiente para acolher a todos, carregando os próprios filhos dentro de si e apresentando-os ao Senhor a cada dia em oração." O Papa Francisco falou desta proximidade em numerosas ocasiões, e o seu sucessor fez eco a ela.
Ele acrescentou: “Exorto-vos a amar os vossos sacerdotes.” “Que eles encontrem em cada um de vós um pai e um irmão. Escutem-nos, encorajem-nos, rezem por eles, alegrem-se com o bem que fazem e acompanhem-nos com confiança no seu ministério. Dediquem especial atenção aos idosos e aos doentes. Façam-nos sentir valorizados, que a Igreja lhes é grata e que o bispo não os esqueceu. Por vezes, um telefonema, uma visita ou uma palavra amável da vossa parte bastam”, enfatizou. Por fim, lembrou-lhes que o episcopado é “um serviço de amor”.
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“Vivemos numa era de rápidas mudanças. Os avanços nas tecnologias de comunicação e na inteligência artificial abriram possibilidades que, até há poucos anos, nem sequer podíamos imaginar. Mas, sem dúvida, não podem libertar a humanidade do pecado e das suas consequências: as crises que atravessa atualmente demonstram isso tragicamente”, alertou Leão XIV, que recordou como “num cenário complexo e, de certa forma, inquietante como o atual, a Igreja celebrou o Jubileu da Esperança no ano passado. Talvez por viver à parte do mundo? Pelo contrário, porque Cristo, que morreu e ressuscitou, a enviou para proclamar o Evangelho da salvação a todos. E nós, os bispos, somos os principais destinatários deste mandato.”
"Muitos de vocês vêm de Igrejas jovens", concluiu o Papa, convidando-os a "manter um coração missionário". "O bispo missionário tem um coração aberto a todos: não só aos que vêm às nossas paróquias, mas também aos cristãos de outras denominações, aos crentes de outras religiões, às pessoas que não professam nenhuma fé, a todos os homens e mulheres de boa vontade."
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