A mãe de Jesus e o sacerdócio para as mulheres. Artigo de Luigi Sandri

Foto: mariananbu/Pixabay

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21 Agosto 2025

"Atualmente, vários episcopados, começando pelo Norte da Europa e pela América do Norte, estão amplamente inclinados a aceitar pelo menos as diáconas ordenadas", escreve Luigi Sandri, jornalista italiano, em artigo publicado por L'Adige, 18-08-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Em 15 de agosto e também no Angelus de ontem, o Papa exaltou a Virgem Maria com palavras incisivas e comoventes, mas deixou de mencionar uma questão muito urgente na Igreja Romana hoje: a possibilidade de mulheres consagradas em ministérios "altos" (diaconato, presbiterado e episcopado). Essa "omissão", no entanto, não cancela o debate em curso.

De fato, de Paulo VI a Francisco, os papas, tanto oficial quanto oficiosamente, sempre negaram a possibilidade de mulheres serem ordenadas sacerdotes: a mãe de Jesus, afirmam eles, não foi, de fato, "ordenada". Essa "doutrina", até agora oficialmente intocável, provocou uma discussão entre mulheres e homens, entre teólogos, que, até o momento, não encontra uma solução compartilhada.

Alguns e algumas de seus expoentes acreditam que o "não" papal está firmemente enraizado em uma tradição que não pode ser abandonada, porque se fundamentaria nas Escrituras. De acordo com essa "doutrina", portanto, é absolutamente impensável que mulheres possam ser ordenadas ao sacerdócio.

Mas, por outro lado, cresce cada vez mais no mundo teológico a ideia de que a exclusão de mulheres do sacerdócio ordenado não pode, de forma alguma, ser fundamentada na Bíblia. Esse "não", argumentam eles, é simplesmente o fruto de uma mentalidade patriarcal e masculinista que apaga a plena igualdade entre homens e mulheres. Essa maneira de pensar, evidentemente, cada vez mais entrou em crise, e desde o século XX, tem sido considerada inadmissível até mesmo pelo magistério oficial da Igreja Romana. No entanto, o próprio papado, embora exaltando a dignidade da mulher e das mulheres de muitas maneiras, até agora considerou impensável que sejam admitidas aos "altos" ministérios ordenados, os três que acabamos de mencionar.

No Sínodo dos Bispos do ano passado, a questão foi mencionada com hipotéticas aberturas, mas sem, até o momento, chegar a quaisquer conclusões práticas. Atualmente, vários episcopados, começando pelo Norte da Europa e pela América do Norte, estão amplamente inclinados a aceitar pelo menos as diáconas ordenadas.

Mas o Papa Francisco não havia ousado chegar a tal decisão. No entanto, ela está sobre a mesa, e mais cedo ou mais tarde o próprio Sínodo, ou o novo pontífice, Leão XIV, terão que dizer e dar um "sim" ou um "não".

Alguns opositores do "sim" quase ameaçam um cisma para se opor a isso, mas o fato de que, desde a segunda metade do século XX, pastoras e bispas foram admitidas nas Igrejas Luteranas e Reformadas, bem como na Igreja Anglicana, talvez um dia leve a Igreja Católica Romana ao mesmo resultado.

Para complicar as possíveis mudanças, no entanto, existe o fato de que algumas teólogas e feministas se opõem terminantemente à admissão de mulheres nos ministérios coordenados na Igreja atual, estruturalmente masculinista. De qualquer forma, uma dramática "batalha" cultural e teológica pode ser esperada antes que a estrutura masculinista da Igreja Católica Romana seja permanentemente superada e se abra para um novo tempo.

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