Emirados Árabes contrata lobistas para “limpar a imagem” antes da COP28

Foto: Aleksey Zhilin | Getty Images Canva

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18 Agosto 2023

As críticas à indústria petroleira e violações contra Direitos Humanos preocupam o governo dos Emirados Árabes, anfitrião da próxima COP climática no fim do ano.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 17-08-2023.

O governo dos Emirados Árabes Unidos contratou uma empresa de relações públicas para “limpar sua barra” com o público ocidental antes da realização da próxima Conferência da ONU sobre o Clima (COP28).

Segundo o Financial Times, a empresa de relações públicas First International Resources (FIR) recebeu um adiantamento mensal de US$ 127 mil (cerca de R$ 630 mil) durante seis meses para fortalecer a reputação internacional do país. A Folha publicou uma tradução da reportagem.

Os valores foram revelados a partir do registro do contrato da empresa norte-americana com o Departamento de Justiça dos EUA. A contratante foi a Masdar, companhia estatal de energia renovável dos Emirados Árabes, presidida por Sultan Al-Jaber – que também é presidente da COP28 e CEO da petroleira estatal ADNOC.

A preocupação dos anfitriões da COP28 não é injustificada. Desde que foi anunciada como sede das negociações climáticas deste ano, os Emirados Árabes são criticados por ativistas e observadores em virtude de seu regime político repressor, com várias acusações de violações contra os Direitos Humanos de dissidentes políticos. Além disso, o fato do país ser um grande produtor de petróleo – e, pior, ter designado um executivo do setor para comandar a COP – trouxe ainda mais desconforto, com acusações de conflito de interesses.

Se a ofensiva de greenwashing dos Emirados Árabes não sensibilizou a sociedade civil organizada, a articulação política de Al-Jaber conseguiu angariar a simpatia de atores importantes nas negociações climáticas da ONU, como EUA, União Europeia e China.

No Reino Unido, um grupo de advogados de Direitos Humanos está pressionando o governo do primeiro-ministro Rishi Sunak para obter garantias mais concretas dos Emirados Árabes sobre o direito à manifestação dos participantes e observadores da COP28 durante o evento. O temor é de que, mesmo com a promessa de Al-Jaber de que todos terão seu direito à livre expressão, as autoridades do país possam prender e processar ativistas e manifestantes. A notícia é do Financial Times.

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