Manual sugere hortas orgânicas de “bagunça organizada”

Parte da ilustração da capa do "Manual para uma Horta Caseira e Agroecológica". (Foto: Site projetosdevida.fld.com.br)

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08 Junho 2022

 

Com a partilha de conhecimentos buscados junto a famílias de pequenos agricultores, camponesas, quilombolas e indígenas, a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin) e o Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa), editaram um Manual para a elaboração de horta caseira e agroecológica.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

O manual traz dicas práticas, em 44 páginas, para quem quer começar ou aprimorar o cultivo de alimentos saudáveis em horta caseira ou mesmo em vasos na sacada para quem mora em apartamento. É importante que, para o bom desenvolvimento da horta, seja observada a incidência de sol e horas de luz solar. O ideal é que o sol ilumine a horta de quatro a seis horas por dia, aconselha o manual.

 

Outra dica chama a atenção para a adaptação das plantas às condições climáticas da região. “Plantas cultivadas fora da época do plantio e em regiões inadequadas são mais propensas a pragas e doenças, e geralmente não se desenvolvem bem, pois não completam o seu ciclo de desenvolvimento”, anota o manual.

 

Letícia Gonçalves, Aldeia Tajy Poty – Terra Roxa – PR, com o Manual para uma Horta Caseira e Agroecológica. (Foto: Site Projetos de Vida, FLD)

 

Compostagem, espaçamento para o plantio, cuidado com as pragas são, entre outros, temas que o manual aborda. Ele recomenda que a horta deveria ser “uma bagunça organizada”, ou seja, fazer cultivos intercalados, misturando tudo. Ao invés de plantar um canteiro só com cenoura, plante cenoura e alface.

 

Os temperos devem estar espalhados pela horta toda, “pois servem de repelentes para os insetos”. As plantas medicinais reforçam a farmácia caseira e também têm efeito repelente. Não ficou esquecido no manual a recomendação de Hipócrates: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”.

 

O texto lembra que a fome é realidade para 19 milhões de pessoas no Brasil. FLD, Comin e Capa acreditam que a agroecologia é o caminho para a efetivação de relações justas e equilibradas entre todas as formas de vida. “Por essa razão, ela deve ser uma política pública nacional, estruturante e permanente diante do agravamento da insegurança alimentar no Brasil, que voltou ao Mapa da Fome em 2018”, manifestam as entidade luteranas.

 

 

Elas entendem que o Manual é um caminho para o combate da fome no país.

 

O “Manual para uma Horta Caseira e Agroecológica” pode ser baixado aqui.

 

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