Uma terra ameaçada – COP 26 em Glasgow. Reflexões a partir de um encontro de amigos. Artigo de Faustino Teixeira

Foto: Pixabay

08 Fevereiro 2022

 

"Não está cerrado o caminho da utopia. Temos que encontrar frestas para lutar; temos que buscar comunidades de apoio para a nossa luta, mesmo diante de um horizonte tão difícil", escreve Faustino Teixeira, teólogo, colaborador do Instituto Humanitas Unisinos - IHU e do canal Paz Bem.

 

Faustino Teixeira (Foto: Reprodução | Facebook)

 

Faustino Teixeira possui graduação em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, graduação em Filosofia pela UFJF, mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio e doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Atualmente é professor convidado da UFJF no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião, depois de sua aposentadoria como professor titular na mesma Universidade, em 2017. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia Sistemática, atuando principalmente nos seguintes temas: religiões, pluralismo religioso, diálogo inter-religioso, catolicismo e mística.

 

Teixeira é autor de vasta obra. Entre suas publicações, destacamos: Buscadores cristãos no diálogo com o Islã (Paulus: 2015), Cristianismos e Teologia da Libertação (Fonte Editorial: 2014), Teologia e pluralismo religioso (Nhanduti: 2012) e Sociologia da Religião: Enfoques Teóricos (Vozes: 2003). 

 

O artigo foi publicado originalmente pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU no dia 09-11-2021.

 

 

Eis o artigo.

 

 

O grupo de Emaús reuniu-se virtualmente no sábado, dia 06 de novembro de 2021. É um grupo que reúne pensadores cristãos, e que já vem se encontrando há mais de 50 anos. São amigos de várias áreas do saber, como teologia, filosofia, ciência da religião, ciências sociais e educação. No encontro estavam presentes em torno de 32 pessoas.

 

O encontro foi aberto com uma conferência de Leonardo Boff sobre o tema das ameaças que envolvem a nossa Casa Comum, a Terra, e os desafios que se apresentam diante da crise em curso, que servem igualmente para o nosso Brasil de hoje.

 

Fiquei de fazer uma síntese de sua fala e dos trabalhos de grupo que ocorreram durante a manhã, e fiz a breve apresentação no início da tarde. Partilho aqui alguns passos que orientaram a minha reflexão, com a contribuição de alguns amigos que expressaram suas opiniões durante o encontro.

 

 

A exposição de Leonardo Boff foi de uma clareza límpida, que nos fez lembrar os grandes momentos de nossos encontros de Emaús. Para ser breve, vou apenas apontar algumas coisas que percebi na sua fala e de outras pessoas que reagiram:

 

Leonardo nos alertou sobre a GRAVE situação mundial, com base em todas as reflexões que vem fazendo nas últimas décadas [1].

 

Vivemos tempos de pandemia, que não se reduzem apenas a ela, mas que é sintoma de algo bem mais grave que vem ocorrendo com a nossa casa comum, a Terra.

 

Algo bem na linha do que o papa Francisco nos alertou, ao falar dos “desastres constantes causados pelo ser humano”. Para Francisco, “se a tendência atual se mantiver, este século poderá ser testemunha de mudanças climáticas inauditas e de uma destruição sem precedente dos ecossistemas, com graves consequências para todos nós” [2], um tempo que vem nomeado como Antropoceno ou Necroceno, como também gosta de dizer Leonardo. Para ele, o Necroceno quer dizer “a morte (necro) em massa de vidas humanas por miséria, fome de milhões e milhões e agora pela Covid-19 planetária” [3].

 


Grupo de Emaús (Foto: Arquivo pessoal de Faustino Teixeira)

 

Assim como Francisco, Leonardo nos indica que “nossos filhos e netos herdarão uma Terra devastada” [4]. Ou como diz a personagem Justine do filme Melancolia, de Lars von Trier: “A vida na terra é má”. Como mostraram com argúcia Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski, analisando o filme, a personagem vidente, que diz a frase, é aquela que “desde o início olha para o céu estrelado e percebe que há algo errado; é ela também quem mais facilmente aceitará a perspectiva do desastre” [5].

 

Agora no encontro de Glasgow, com a COP 26, nos deparamos com os sinais tremendos que vão sendo emitidos para nós, de uma Terra doente, mas também de uma Terra devastada pela desigualdade social. Como indicam Débora Danowski e Viveiros de Castro: há “gente de menos com mundo demais e gente demais com mundo de menos” [6].

 

 

O que fazer diante do Novo Regime Climático e de suas ameaças? A devastação das matas é um dos dados mais tremendos que encontramos. Como diz Carlos Nobre, “17% de toda a floresta amazônica, 6,2 milhões de quilômetros quadrados já foram desmatados” [7]. Sobretudo no sul da Amazônia, nos adverte o climatologista, “a floresta já está perdendo a capacidade de reciclar água”. Trata-se de um fenômeno de degradação, quando a radiação solar chega mais forte à superfície, com a abertura de estradas e trilhas, e a floresta vai perdendo a umidade nas áreas degradadas e seca o seu chão.

 

O novo regime climático nos presenteia com um futuro terrível, com o risco de um aumento de temperatura acima do acordado, devorando qualquer possibilidade de vida humana. Algumas espécies sobreviverão, como ocorre em áreas degradadas. É o que mostra a antropóloga Anna Tsing em seu livro Viver nas ruínas. Paisagens multiespécies no Antropoceno [8]. Ela indica que, mesmo diante de perturbações humanas ou de outro tipo, as “ecologias habitáveis retornam”, como, por exemplo, num incêndio florestal [9]. Mesmo nas catástrofes mais sérias, algumas espécies, insetos ou cogumelos acabam ocupando as ruínas. Mas, para o ser humano, vai ficando cada vez mais difícil resistir. Hoje entendemos com mais plausibilidade aquela expressão “polêmica” de Lévi-Strauss em Tristes trópicos: “O mundo começou sem o homem e terminará sem ele”.

 

 

Leonardo nos lembra que não estamos fazendo corretamente o dever de casa, que envolveria uma ressocialização do capital, um caminho verde para a dinâmica social e uma maior responsabilidade das empresas. Enfatizou por diversas vezes que o projeto do Capital, com toda sua dinâmica de aceleração e centralidade das leis impiedosas do Mercado, não facilita um caminho alternativo [10]. Isto ocorre também no socialismo estatizante. Estamos envolvidos nessa malha de morte, que tem duramente os sinais da pegada humana, ou do homem humano, como indica Guimarães Rosa.

 

No texto que Leonardo nos apresentou como passo de preparação do encontro ele diz que “o modo de produção capitalista, individualista, depredador da natureza” visa simplesmente o lucro sem reconhecer ou se dar conta “das relações existentes entre todas as coisas”. Como solução alternativa, Leonardo propõe um paradigma diverso, não mais pautado na dominação, mas na fraternidade social e amor universal.

 

Um amor que, como diz Maturana, está inscrito na própria dimensão biológica da vida. Para esse autor, “a origem antropológica do Homo sapiens não se deu através da competição, mas sim através da cooperação, e a cooperação só pode se dar como uma atividade espontânea através da aceitação mútua, isto é, através do amor” [11]. Para ele, o amor é inimigo da tirania e do abuso, pois o seu espaço de realização é a cooperação.

 

Leonardo sublinha a riqueza da Fratelli Tutti, que a seu ver ainda não foi explorada suficientemente por nossas reflexões. Talvez, segundo ele, essa é ainda uma encíclica mais radical que a Laudato si. Pistas se abrem com o caminho de um ecossocialismo e o bem viver dos andinos (com a atenção dada à territorialidade). São propostas que vão surgindo das bases. Ou, como diz Bruno Latour, das “cosmologias antigas e às suas inquietudes”, que hoje percebemos não serem assim tão infundadas [12].

 

Fala-se também na retomada do animismo, como expressam antropólogos importantes como Philippe Descola [13] e Tim Ingold. Na visão de Ingold, “o saber deve ser reconectado com o ser, a epistemologia com a ontologia, o pensamento com a vida. Assim, o nosso ato de repensar o animismo indígena levou-nos a propor a reanimação da nossa própria, assim chamada, tradição 'ocidental' de pensamento” [14].

 

Esse passo de recuperação das cosmologias antigas revela-nos um horizonte novo, de povos que têm muito a nos ensinar, uma vez que são “especialistas em fins de mundo”, tendo sobrevivido com suas artimanhas, resiliência e muita resistência [15]. Como profetizou Caetano Veloso, esses povos são dotados da “mais avançada das mais avançadas tecnologias” [16].

 

Nessa transição de uma perspectiva de dominação para um caminho de fraternidade, temos que retomar a viva consciência de nossa vulnerabilidade e imprevisibilidade. E aí a importância de um questionamento decisivo do antropocentrismo, ainda que resguardando a singularidade do humano [17], entendido agora como parte dos viventes e como espécie companheira.

 

 

Essa é um questão controvertida no grupo de Emaús, com posições que se revelam distintas. No meu caso, o caminho de crítica ao antropocentrismo é irreversível, e vejo que mesmo o papa Francisco, na Laudato si, busca resguardar um antropocentrismo cristão, questionando apenas o que denomina “antropocentrismo desordenado” ou “despótico” [18].

 


Encontro de novembro de 2021 do Grupo de Emaús (Foto: Arquivo pessoal de Faustino Teixeira)

 

Retomando a fala de Leonardo, ele nos lembra que a Terra é viva, portadora de direitos, e nós temos o dever de assumirmos a condição de guardiões da criação [19], ou pastores do ser (para usar uma expressão heideggeriana). Daí a centralidade do cuidado e de uma razão cordial. Para Leonardo, a razão cordial é uma “precondição para a espiritualidade”. Há que passar “da cabeça ao coração”, ou “completar a razão analítica com a razão sensível ou cordial” [20].

 

Para além de soluções pessimistas ou simplesmente anarquistas, se faz necessário captar e ouvir os caminhos alternativos que estão sendo gestados por todo canto, sobretudo pelos povos excluídos, pelos jovens e núcleos alternativos. São caminhos de solidariedade num tempo marcado por ruínas e desarranjos. Dentre os jovens resistentes, cito aqui Greta Thunberg, Hongyi, Joshua Wong, Autumm de Winnipeg e a nossa índia brasileira de 24 anos, presente em Glasgow: Txai Suruí.

 

 

 

 

Dentre os “gestos barreiras” [21], tantas iniciativas importantes estão em curso, inclusive resgatando a dimensão espiritual, terrenal e cósmica. Não é fácil essa transição, mas conseguimos vislumbrar ressurgências, sobretudo em movimentos de base. Leonardo citou iniciativas importantes realizadas pelo MST.

 

Leonardo fala das sombras, mas também de iniciativas que apontam para novas tessituras: o reconhecimento da beleza de projetos que enfatizam a diversidade, a riqueza da cultura brasileira, de um povo que resiste e que renasce a cada dia, num processo de gestação contínua, pontuado pela alegria e esperança.

 

Aponta para o caminho de uma democracia ecológica e a serviço da vida, que resgata e respeita os direitos da natureza, da Terra e das energias espirituais. Leonardo lembra a Carta da Terra quando nos alerta para a importância de “reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano” [22].

 

Mesmo não sendo favorável à vida, o horizonte pode ser transformado, ainda que nós, povos de Gaia, tenhamos poucas chances de sobreviver aos descalabros dos humanos modernos. Como diz Bruno Latour, a estranha guerra entre os humanos modernos e os terranos (terrestres) não aponta para um desfecho feliz, pois os terranos não poderão, senão perder [23]. O que se pode, diz Ailton Krenak, é firmar ideias capazes de “adiar o fim do mundo”, ou então “aproveitar a nossa capacidade crítica e criativa para construir paraquedas coloridos” [24].

 

O grande desafio hoje, nos diz Bruno Latour, é como “aterrar” nessa terra devastada, onde a falta de orientação é geral e perturbadora. Diz ele que “a ausência de um mundo comum a compartilhar está nos enlouquecendo” [25]. Diante dessa perda de orientação comum, típica de nosso momento, há que encontrar criativamente caminhos para aterrar em algum lugar.

 

 

Animados pela perspectiva espiritual, temos que nos armar contra a “rapidación”, como diz Francisco [26], e encontrar caminhos de desaceleração e de “decrescita felice”. Contra uma corrente filosófica que aposta numa “economia política da aceleração”, vai se firmando hoje outra perspectiva que defende uma “ecologia política do ralentamento” [27]. Diz Latour, “em vez de seguir adiante no infinito, temos de aprender a recuar, a nos desarticular, diante do finito” [28].

 

 

A antropóloga e feminista americana Donna Haraway nos adverte sobre a importância de aprender a “seguir com o problema”, encontrando caminhos de gerar “parentescos raros”, ou encontrar pistas de diplomacia, como lembra sempre Latour. Há que aprender, como diz Haraway, a resistir e brigar na “barriga do monstro” [29].

 

Nos grupos, algumas questões emergiram e que são fundamentais: como lidar com a questão do Mercado; talvez enfatizando a ideia do Mercado como construção social e realidade não absoluta; o desafio essencial das mediações sociais para enfrentar o momento atual; o lugar das religiões e espiritualidades no aquecimento da dinâmica vital de resistência, para além de qualquer desvio fundamentalista [30].

 

Não está cerrado o caminho da utopia. Temos que encontrar frestas para lutar; temos que buscar comunidades de apoio para a nossa luta, mesmo diante de um horizonte tão difícil: com riscos que vão se acentuando, como a perda da diversidade, escassez de água doce, a acidificação dos oceanos, a devastação das florestas, a perda de biodiversidade, a progressiva extinção de espécies, a devastação das florestas e as mudanças climáticas. O maior risco que nos aguarda relaciona-se com a ruptura da “zona de segurança”, com a carência de água doce, a mudança no uso da terra e a acidificação dos oceanos [31].

 

Um caminho essencial está no reconhecimento de nosso emaranhamento no ciclo da vida. Estamos todos vinculados à "textura do mundo da vida", como sinalizou Tin Ingold. Estamos todos em relação com um mundo em movimento. A realidade do ambiente é, na verdade, um “domínio de emaranhamento. É dentro desse emaranhado de trilhas entrelaçadas, continuamente se emaranhando aqui e se desemaranhando ali, que os seres crescem ou 'emanam' ao longo das linhas de suas relações”. E aí, nesse emaranhamento, que se dá a “textura do mundo” [32].

 

Em seu precioso livro, Viver nas ruínas, Anna Tsing nos dá um conselho:

 

Da próxima vez que você caminhar por uma floresta, olhe para baixo. Uma cidade está sob seus pés. Se você fosse de alguma forma descer sob a terra, você encontraria cercado ou cercada pela arquitetura de teias e filamentos. Os fungos criam essas teias à medida em que interagem com as raízes das árvores, formando estruturas conjuntas de fungos e raízes chamadas 'micorrizas'. As teias micorrízicas conectam não apenas raízes e fungos, mas, através de filamentos fúngicos, árvores com árvores, conectando a floresta em emaranhados. Essa cidade é uma cena animada de ação e interação” [33].

 

 

Donna Haraway prefere falar em perspectiva “compostista” [34] em vez de caminho pós-humanista. Estamos envolvidos na tessitura da vida em composição com outros organismos e “espécies companheiras”. E isto ocorre sem predomínios, “humanismo generalizado” ou excepcionalismo humano [35].

 

Falou-se na importância de buscar coalizões de resistência norteadas por valores fundamentais, entre os quais a nobreza da alma, a cortesia e a hospitalidade. E sobretudo os traços do amor e da esperança, tão ressaltados por Leonardo. E apostar que o verdadeiro Gênesis está no fim e não no começo: poder reconhecer ao final que tudo isso é “muito bom”: não só a presença do humano, mas de todas as espécies, com seus direitos característicos. O desafio de aprender a “florescer na complexidade” e nas ruínas.

 

E, ao final, falou-se sobre o reconhecimento da presença do ecofeminismo, com sua capacidade intrínseca de cuidado essencial. Concluo aqui com uma passagem de Clarice Lispector, no romance A paixão segundo G.H. Ela que sempre ressaltou a preferência por ser bicho em vez de humana. Assinala a força enigmática de um chamado ou apelo que vem de longe:

 

“Como se uma mulher tranquila tivesse simplesmente sido chamada e tranquilamente largasse o bordado na cadeira, se erguesse, e sem uma palavra – abandonando sua vida, renegando o bordado, amor e alma já feita – sem uma palavra essa mulher se pusesse calmamente de quatro, começasse a engatinhar e se arrastar com olhos brilhantes e tranquilos: é que a vida anterior a reclamara, e ela fora”.

 

 

Referências

 

[1] Cito aqui três obras: Dignitas Terrae. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres. 3 ed. São Paulo: Ática, 1999; Brasil: Concluir a refundação ou prolongar a dependência? Petrópolis: Vozes, 2018; O doloroso parto da mãe terra. Uma sociedade de fraternidade sem fronteiras e de amizade social. Petrópolis: Vozes, 2021.

[2] Papa Francisco. Laudato si. Sobre o cuidado da casa comum. São Paulo: Paulinas, 2015, n. 23. Abreviada com LS.

[3] Leonardo Boff. As ameaças sobre a Terra presentes na COP 26 em Glasgow. Texto preparatório indicado para a leitura dos participantes do encontro.

[4] Leonardo Boff. As ameaças sobre a Terra... ; LS 160.

[5] Déborah Danowski & Eduardo Viveiros de Castro. Há mundo por vir? Ensaios sobre os medos e os fins. Florianópolis/São Paulo: Cultura e Barbárie/Instituto Socioambiental, 2014, p. 54-55.

[6] Ibidem, p. 129.

[7] Carlos Nobre. “O desafio brasileiro vai além da Amazônia. Não dá mais para jogar para o futuro”. Jornal El Pais, 30/10/2021. Disponível aqui.

[8] Editora IEB Mil Folhas, de Brasília (2019).

[9] Anna Tsing. Viver nas ruínas, p. 226.

[10] Em entrevista ao IHU-Notícias, em 05 de novembro de 2021, Leonardo Boff sublinhou que os lideres mundiais evitam sempre “tocar no verdadeiro problema: o capitalismo”. Disponível aqui

[11] Humberto Maturana. A ontologia da realidade. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1997, p. 185-186.

[12] Bruno Latour. Enquête sur les modes d´existence. Paris: La Découverte, 2012, p. 452. Ideia retomada por Eduardo Viveiros de Castro no belo prefácio ao livro de Davi Kopenawa e Bruce Albert. A queda do céu. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 35.

[13] Philippe Descola. Oltre natura e cultura. Firenze: Seid, 2014, p. 147s (sobre a restauração do animismo). Ver também: Nastassja Martins. Escute as feras. São Paulo: Editora 34, 2021, p. 77.

[14] Tim Ingold. Estar vivo. Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Vozes, 2015, p. 126.

[15] Déborah Danowski & Eduardo Viveiros de Castro. Há mundo por vir? p. 142

[16] Ibidem, p. 132.

[17] Cf. a interessante entrevista de Oswaldo Giacoia Junior, com base no pensamento de Hans Jonas e sua proposta de rompimento com o antropocentrismo herdado da tradição. Disponível aqui.

[18] LS 68 e 119.

[19] O papa Francisco fala no ser humano como “administrador responsável” (LS 116).

[20] Leonardo Boff. Reflexões de um velho teólogo e pensador. Petrópolis: Vozes, 2018, p. 172.

[21] Expressão de Bruno Latour, em seu livro: Onde aterrar. Como se orientar politicamente no Antropoceno. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020, p. 131. São gestos que buscam ser interruptores da globalização.

[22] Leonardo Boff. Do iceberg à arca de Noé. Rio de Janeiro: Garamond, 2002, p. 154.

[23] Bruno Latour. Enquête sur les modes d´existence, p. 483.

[24] Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 30.

[25] Bruno Latour. Onde aterrar, p. 10.

[26] LS 18.

[27] Déborah Danowski & Eduardo Viveiros de Castro. Há mundo por vir? p. 148.

[28] Bruno Latour. Onde estou? Lições do confinamento para uso dos terrestres. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, p. 136.

[29] É o que disse ela no importante colóquio sobre os Mil Nomes de Gaia, realizado no Rio de Janeiro em setembro de 2014. Disponível aqui.

[30] Lembro aqui as intervenções que ocorreram nesse sentido: José Oscar Beozzo, Aquino Junior, Pedro Ribeiro de Oliveira e Magali Cunha.

[31] Déborah Danowski & Eduardo Viveiros de Castro. Há mundo por vir? p. 20-21.

[32] Tim Ingold. Estar vivo, p. 120-121.

[33] Anna Tsing. Viver nas ruínas, p. 43.

[34] Donna Haraway. Seguir con el problema. Generar parentesco en el Chthuluceno. Bilbao, Consonni, 2019, p. 157.

[35] Emmanuelle Loyer. Lévi-Strauss. São Paulo: Sesc, 2016, p. 560-561; Eduardo Kohn. Comment pensent les forêts. Paris: Zones Sensibles, 2017, p. 47-48.

 

 

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