Conferência de Santa Marta tenta superar impasses das COPs para discutir fim dos combustíveis fósseis

Foto: bronswerk/Canva

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27 Abril 2026

Objetivo do encontro é criar um espaço focado na implementação de acordos climáticos globais para reduzir a dependência do petróleo.

A informação é publicada por ClimaInfo, 26-04-2026.

Mais de 50 países estão reunidos em Santa Marta, na Colômbia, desde a última 6ª feira (24/4) para a 1ª Conferência para a Transição para Além dos Combustíveis Fósseis. Anunciada durante a COP30, a conferência tenta servir como um espaço alternativo às negociações multilaterais da ONU para os países discutirem o abandono dos combustíveis fósseis.

O objetivo do encontro é recolocar no centro do debate o principal vilão da agenda climática: como lembra o Observatório do Clima, petróleo, gás e carvão mineral são responsáveis por 68% das emissões globais de gases do efeito estufa e por quase 90% de todas as emissões de dióxido de carbono.

Entre os países confirmados estão grandes produtores de combustíveis fósseis, como Canadá, Brasil, México e Noruega, e um dos maiores exportadores de carvão do mundo, a Austrália – que copreside a COP31 junto com a Turquia. Outros países importantes nessa discussão, como China, Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita não enviaram representantes à Santa Marta.

Segundo a Folha, pouco mais de 30% dos outros países esperados são europeus; 20%, da América Latina e Caribe; 16%, da África; 15%, da Oceania; e 12%, da Ásia. É esperado também a presença de mais de 2.600 organizações de diversos setores e regiões.

Apesar da conferência não estar sob o guarda-chuva da ONU, o encontro promete discutir ações sem as amarras do lobby da indústria petrolífera, destaca a InfoAmazonia. A proposta é criar um espaço focado na implementação e não apenas na negociação.

Segundo a ministra Irene Vélez Torres, espera-se pelo menos três resultados de Santa Marta: o lançamento de um painel científico para transição energética, um relatório com as contribuições dos países e da sociedade civil, e uma chamada para a continuidade da discussão em conferências futuras.

Na Agência Pública, Giovana Girardi vê a iniciativa independente da criação do mapa do caminho de Santa Marta como uma possível influência ao primeiro rascunho do roteiro global, que está sob alçada do governo brasileiro.

“Não somos ingênuos, estamos em um momento muito particular que se acelerou após o conflito no Oriente Médio”, disse Irene. “Justamente por isso sabemos que estamos em um momento histórico e é nossa responsabilidade como governos e também como povos do mundo estar à altura dos desafios que esse contexto nos exige”.

The Guardian, Inside Climate News, Estadão, Um Só Planeta, Correio Braziliense, ((o))eco, Brasil de Fato, Agência Brasil, Bloomberg, Politico, Associated Press e TIME também falaram sobre a Primeira Conferência para a Transição para Além dos Combustíveis Fósseis.

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