Extrema pobreza atinge 13,5 milhões, maior índice em sete anos

Pobreza. | Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

Mais Lidos

  • Para o sociólogo, o cenário eleitoral é moldado por um eleitorado exausto, onde o medo e o afeto superam os projetos de nação, enquanto a religiosidade redesenha o mapa do poder

    Brasil, um país suspenso entre a memória do caos e a paralisia das escolhas cansadas. Entrevista especial com Paulo Baía

    LER MAIS
  • A nova missão do mundo católico diante da trajetória do trumpismo. Artigo de Stefano Zamagni

    LER MAIS
  • Forças progressistas buscam novo impulso global em Barcelona

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Novembro 2019

Esse contingente de pessoas se equivale à população da Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal, pontua o IBGE.

A reportagem é de Giovanna Galvani, publicada por CartaCapital, 06-11-2019.

Em 2018, 13,5 milhões de brasileiros estavam vivendo com uma renda mensal per capta (por pessoa) inferior a R$ 145, o que caracteriza condição de extrema pobreza para os parâmetros do Banco Mundial. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira 06 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número é o maior registrado desde 2012, um percentual de 6,5% da população. Em comparação, esse contingente de pessoas se equivale à população da Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal, pontua o IBGE.

Para o pesquisador André Simões, que coordenou o estudo, esse grupo de pessoas precisa de maiores cuidados por parte do Estado, o que inclui “políticas públicas de transferência de renda e de dinamização do mercado de trabalho”, diz.

Comparativo da pobreza nos estados brasileiros. (Fonte: Agência IBGE)

O Bolsa Família, um dos principais meios de redução de desigualdade no País, está com valor desatualizado e insuficiente em relação com o valor global de assistência social adotado no mundo, analisa Leonardo Athias, também do IBGE. “Por falta de correções monetárias, hoje o valor de R$ 89 é abaixo do valor global indicado pelo Banco Mundial”, explica.

“É fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condições de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situação de extrema pobreza”.

O estudo também analisou os impactos no aumento da desigualdade, que também foi comprovada pelos números. Entre 2012 e 2014, o grupo dos 40% mais pobres viu um aumento de R$50 no rendimento doméstico. A partir de 2015, o número voltou a cair. A situação inversa aconteceu para a fatia mais rica: no final de 2018, o rendimento médio atingiu R$ 5764, o maior da série histórica.

Leia mais